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| (Catarina Wallenstein e São José Correia no novo filme de Artur Serra Araújo) |
Uma das maiores preocupações do Fantasporto sempre foi a promoção e a divulgação do cinema nacional. Este ano não é excepção e temos um programa bastante promissor. Aos espectadores, é dada mais uma vez a possibilidade de conhecer o que os nossos cineastas andam a fazer. Uma oportunidade cada vez mais escassa fora dos circuitos dos festivais, pois fora deles, salvo algumas excepções, o cinema português não goza de tanta atenção.
Este ano o festival voltou a reservar um lugar para um dos cineastas mais acarinhados pelo seu público, Artur Serra Araújo. O realizador vem apresentar em antestreia mundial o seu novo filme, A Moral Conjugal.
“Manuela é uma sensual delegada de propaganda médica. Vive habituada a trilhar os caminhos da infidelidade, envolvendo-se inconsequentemente com médicos. Suspensa entre o sonho de um grande amor e uma vida de conforto, oscila num limbo entre um homem que tem que ataques de pânico cada vez que se apaixona e um terrorista romântico que jamais perdoará uma traição. Entre o impulso adultero e a transparência da dependência emocional, Manuela expõe-se? Numa escalada de ansiedade, mentira e criatividade vai tentar evitar desesperadamente as consequências conjugais.”
Dinarte Branco, Maria João Bastos, São José Correia, Catarina Wallenstein e José Wallenstein, compõem o elenco principal.
António Pedro Vasconcelos, um dos cineastas representativos do Cinema Novo Português, vai ser este ano alvo de uma retrospectiva. A selecção das obras é do próprio cineasta que escolheu as seguintes: Perdido Por Cem (1973), a sua primeira longa-metragem, Aqui D’El-Rei! (1992) e Os Imortais (2003).
O percurso do realizador é já longo e muito rico, razão pela qual vai ser distinguido pelo Fantasporto com o Prémio de Carreira.
Abrimos um parêntese para anunciar que também o Teatro de Marionetas do Porto, um dos organismos mais importantes da cultura do Porto e mesmo do país, vai ser este ano homenageado.
De volta ao cinema, destacamos o Prémio de Cinema Português – no qual só puderam concorrer obras inéditas. Poderemos conhecer os novos trabalhos de José Miguel Moreira (A Falha no Sistema), Amadeu Pena da Silva (O Milagre), Filipa Reis e João Miller Guerra (Nada Fazi), Rui Oliveira Pires (Sibilância), Ana Carneiro (Loly Pop Star), Bruno Telésforo e Luís Lobo (O Fim do Homem), Martin Dale (O Planalto da Mourela) e Sofia de Botton (Stroke).
Além deste prémio, a outra novidade do festival é o Prémio Cinema Português – Escolas de Cinema, que irá colocar as escolas nacionais em confronto. Uma competição saudável entenda-se.
As escolas e universidades participantes apresentam um conjunto de filmes – que não excedem os 15 minutos cada e com um limite máximo de uma hora. O Júri da Secção Oficial Cinema Português do Fantasporto irá depois atribuir os seguintes prémios: Melhor Filme de Ficção, Melhor Filme de Animação, Melhor Documentário e Melhor Escola de Cinema.
Vão estar em “confronto” as seguintes escolas e universidades: Universidade do Minho, Universidade Católica (Porto), Escola Soares dos Reis (Porto), RESTART - Instituto de Criatividade, Artes e Novas Tecnologias (Lisboa), ETIC- Escola Técnica de Imagem e Comunicação (Lisboa) e Universidade Lusófona (Lisboa).
A lista das obras seleccionadas pode ser acedida aqui.
Com esta iniciativa o Fantasporto procura fomentar a produção de cinema nas escolas de cinema e contribuir igualmente para a melhoraria da produção e qualidade do cinema feito em Portugal.
Importa salientar ainda o Panorama do Cinema Português. Composto por três conjuntos de obras seleccionadas pela Casa da Animação, Agência da Curta Metragem e o Cineclube de Avanca. Ver lista de obras aqui. Mas também os festivais Cinanima e o Black & White irão estar representados no Fantasporto. Contudo, as escolhas das curtas-metragens a serem exibidas não incidiram apenas no cinema português.
“É nesta rede feita à base de amizade,” – disse Beatriz Pacheco Pereira, durante a conferência de imprensa, “e não de dinheiro que vamos conseguir fazer um programa de qualidade.”
Tudo isto vem confirmar a importância que o Fantasporto tem para o nosso cinema. Algo que se vem repetindo todos os anos. – Rui Baptista

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