31.8.11
'É de Noite Que Faço as Perguntas' em breve nas livrarias
Esteve para ser publicado pela Gradiva, mas é pela Saída de Emergência que o projecto chegará em breve às livrarias, mais precisamente a partir de 16 de Setembro.
O projecto nasceu de um convite do Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem e da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Um trabalho de banda desenhada que reúne os talentos de David Soares no argumento e Jorge Coelho, João Maio Pinto, André Coelho, Daniel Silvestre da Silva e Richard Câmara, na ilustração. O trabalho dos ilustradores pode inclusive ser apreciado através dos respectivos weblogs/sites dos autores.
No seu weblog David Soares descreveu a BD como “uma narrativa ficcional que seguirá com rigor a história e cronologia republicanas, tendo início em 1891, na sequência do Ultimato Inglês, e terminando com o desfecho do Golpe Militar de 28 de Maio de 1926. Contudo, mais do que tratar-se de uma peça de reconstituição histórica, é uma verdadeira reflexão (alegórica) sobre os valores da liberdade, da cultura e de uma cidadania interventiva.”
O preço de venda ao público é de 18 euros.
É de Noite Que Faço as Perguntas vai ser apresentado no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que decorre entre os dias 21 de Outubro e 6 de Novembro. Ainda no festival, vai ser também apresentado O Pequeno Deus Cego, um trabalho de banda desenhada também escrito por David Soares e ilustrado por Pedro Serpa.
Diz David Soares que “consistindo numa alegoria passada no período da China "feudal", O Pequeno Deus Cego conta a história de Sem-Olhos, uma criança que poderá ou não ser um pequeno deus sobre a terra. Ao mesmo tempo que a mãe submete Sem-Olhos à violência das tradições locais, duas presenças misteriosas vão ajudá-la a descobrir a sua verdadeira origem.”
Mais novidades em breve. – Rui Baptista
Presença vai publicar Justin Cronin
Dividido em dois volumes, a Editorial Presença lança a partir de 6 de Setembro, A Passagem, um romance de terror e ficção científica.
“Uma experiência científica a que o exército dos Estados Unidos submete vários homens e uma menina, para os tornar invencíveis, resulta numa catástrofe cujos efeitos têm consequências inimagináveis. Os homens submetidos àquela experiência tornam-se detentores de extraordinários poderes, mas são monstros assassinos sedentos de sangue.
No segundo volume a humanidade vive uma era de trevas em que a sobrevivência dita as leis, não só em função dos ataques dos mutantes virais, mas em relação a quase tudo. Passaram entretanto noventa anos sobre a catástrofe e a Vagante, como muitos lhe chamam, regressa de uma longa e solitária jornada de décadas. Como numa viagem iniciática, durante essa obscura deriva ganhou forma dentro dela o terrível conhecimento de que ela é a Única que tem o poder de salvar o mundo destruído por aquele pesadelo.” – Presença
O primeiro volume custa 19,90 euros, o segundo 18,90 euros.
Novo romance de Paul Hoffman em breve
As Quatro Últimas Coisas, segundo livro da trilogia de fantasia iniciada com O Braço Esquerdo de Deus, chega às livrarias portuguesas a partir de 6 de Setembro.
“De regresso ao Santuário dos Redentores, Thomas Cale parece aceitar o papel que lhe é atribuído: o destino escolheu-o como o Braço Esquerdo de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está agora ao seu alcance; o terrível zelo e domínio militar dos Redentores é uma arma nas suas mãos e ele está pronto para cumprir o objectivo supremo da Única e Verdadeira Fé – a destruição da Humanidade.
Mas talvez o sombrio poder dos Redentores sobre Cale não seja suficiente – ele vai do amor ao ódio num abrir e fechar de olhos, da bondade à mais brutal violência num segundo. A aniquilação que os Redentores procuram pode estar nas mãos de Cale – mas a sua alma é muito mais estranha do que alguma vez poderão imaginar…” – Porto Editora
As Quatro Últimas Coisas é editado pela Porto Editora. O preço de venda ao público é de 17.60 euros.
29.8.11
MOTELx 2011: Maratona ‘The Walking Dead’
Em parceria com o canal FOX, o festival vai exibir a primeira temporada da série televisiva Frank Darabont (The Mist). A maratona terá lugar dia 10 de Setembro (Sábado), às 00h30, na Sala 3 do Cinema São Jorge.
Baseado na banda desenhada criada por Robert Kirkman (argumento) e Tony Moore (desenhos), para a Image Comics, The Walking Dead retrata a luta de um grupo de pessoas que tenta sobreviver como pode num mundo devastado por zombies…
A segunda temporada estreia em Portugal a 18 de Outubro, na FOX, dois dias após a estreia nos Estados Unidos. – Rui Baptista
Baseado na banda desenhada criada por Robert Kirkman (argumento) e Tony Moore (desenhos), para a Image Comics, The Walking Dead retrata a luta de um grupo de pessoas que tenta sobreviver como pode num mundo devastado por zombies…
A segunda temporada estreia em Portugal a 18 de Outubro, na FOX, dois dias após a estreia nos Estados Unidos. – Rui Baptista
Crítica: O Alquimista
Título original: The Alchemyst: The Secrets of the Immortal Nicholas Flamel (2008)
Autor: Michael Scott
Tradução: Leonor Bizarro Marques
Editora: Gailivro (2009)
Michael Scott nasceu na Irlanda e é conhecido pelas suas publicações inseridas nos géneros de fantasia, ficção científica e folclore popular. É um autor com um forte interesse na tradição celta, nos contos e lendas populares do seu país, assim como em contos de fadas, histórias de fantasmas e mitos, elementos que constituem uma fonte de inspiração para o seu trabalho.
O autor pretendia criar uma série que envolvesse os temas em cima mencionados com a demanda de dois irmãos gémeos. Esta ideia só tomou um rumo quando Michael Scott visitou em Paris, aquela que foi a casa de Nicholas Flamel, alquimista, astrólogo, vendedor, livreiro e escrivão do século XIV. Surgiu assim O Alquimista, o primeiro livro da série Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel.
Josh e Sophie são irmãos gémeos, que conseguiram arranjar trabalhos de verão na mesma rua. Enquanto Sophie conhece os odores de uma casa de chá, Josh tenta entender-se dentro de uma livraria que está na posse de um estranho casal. O que os dois irmãos não sabem é que convivem diariamente com dois humanos que descobriram o segredo da pedra filosofal: Nicholas e Perenelle Flamel. Este casal antigo é perseguido por um outro alquimista que possui intenções questionáveis: John Dee, uma personalidade bastante conhecida do século XVI.
Os irmãos encontram-se envolvidos numa luta para recuperar um livro antigo e poderoso e descobrem alguns segredos impensáveis: parece que a magia realmente existe e que todas as histórias, lendas e mitos têm um fundo de verdade muito maior do que era esperado!
A construção de um mundo onde todas as divindades e seres sobrenaturais e místicos existem é o principal atractivo deste livro. Michael Scott revela que possui um vasto conhecimento destes assuntos e, para além disso, sabe entrelaçar aspectos de diferentes origens o que permite a aquisição de novos conhecimentos. Assim, o leitor conhece a existência de um povo interior à humanidade, explora a verdadeira natureza da magia enquanto capacidade obtida através da plena captação sensorial e acompanha as intrigas criadas por Morrighan, a deusa celta da guerra e da morte, e Bastet, a deusa egípcia da fertilidade (não, não existe aqui qualquer erro), por exemplo.
Enquanto o mundo criado pelo autor é tão interessante e apelativo, as personagens parecem carecer de uma construção mais sólida e profunda, uma vez que parecem terem sido criadas segundo certos estereótipos onde o aprofundamento parece improvável, sendo difícil par ao leitor criar empatia. O facto de os gémeos, personagens principais, serem adolescentes de 15 anos pode, à partida, afastar alguns leitores cansados das tramas destinadas a um público mais jovem. O facto de, por vezes, se tornar complicado distingui-los graças às personalidades bastante semelhantes também não ajuda.
O Alquimista revela ser um livro de leitura agradável, a qual não deve ser iniciada com expectativas elevadas. Os pormenores simbólicos e os conhecimentos do autor são, sem dúvida, os aspectos que marcam a diferença e levam o leitor a querer conhecer o segundo volume da série, O Mágico. – Cláudia Sérgio
NOTA: Em Portugal, já foram publicados, pela Gailivro quatro títulos desta série: O Alquimista (2008), O Mágico (2009), A Feiticeira (2010) e O Necromante (2011). O quinto volume The Warlock (2011), ainda não foi publicado, e o autor está a trabalhar no sexto, The Enchatress.
O autor pretendia criar uma série que envolvesse os temas em cima mencionados com a demanda de dois irmãos gémeos. Esta ideia só tomou um rumo quando Michael Scott visitou em Paris, aquela que foi a casa de Nicholas Flamel, alquimista, astrólogo, vendedor, livreiro e escrivão do século XIV. Surgiu assim O Alquimista, o primeiro livro da série Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel.
Josh e Sophie são irmãos gémeos, que conseguiram arranjar trabalhos de verão na mesma rua. Enquanto Sophie conhece os odores de uma casa de chá, Josh tenta entender-se dentro de uma livraria que está na posse de um estranho casal. O que os dois irmãos não sabem é que convivem diariamente com dois humanos que descobriram o segredo da pedra filosofal: Nicholas e Perenelle Flamel. Este casal antigo é perseguido por um outro alquimista que possui intenções questionáveis: John Dee, uma personalidade bastante conhecida do século XVI.
Os irmãos encontram-se envolvidos numa luta para recuperar um livro antigo e poderoso e descobrem alguns segredos impensáveis: parece que a magia realmente existe e que todas as histórias, lendas e mitos têm um fundo de verdade muito maior do que era esperado!
A construção de um mundo onde todas as divindades e seres sobrenaturais e místicos existem é o principal atractivo deste livro. Michael Scott revela que possui um vasto conhecimento destes assuntos e, para além disso, sabe entrelaçar aspectos de diferentes origens o que permite a aquisição de novos conhecimentos. Assim, o leitor conhece a existência de um povo interior à humanidade, explora a verdadeira natureza da magia enquanto capacidade obtida através da plena captação sensorial e acompanha as intrigas criadas por Morrighan, a deusa celta da guerra e da morte, e Bastet, a deusa egípcia da fertilidade (não, não existe aqui qualquer erro), por exemplo.
Enquanto o mundo criado pelo autor é tão interessante e apelativo, as personagens parecem carecer de uma construção mais sólida e profunda, uma vez que parecem terem sido criadas segundo certos estereótipos onde o aprofundamento parece improvável, sendo difícil par ao leitor criar empatia. O facto de os gémeos, personagens principais, serem adolescentes de 15 anos pode, à partida, afastar alguns leitores cansados das tramas destinadas a um público mais jovem. O facto de, por vezes, se tornar complicado distingui-los graças às personalidades bastante semelhantes também não ajuda.
O Alquimista revela ser um livro de leitura agradável, a qual não deve ser iniciada com expectativas elevadas. Os pormenores simbólicos e os conhecimentos do autor são, sem dúvida, os aspectos que marcam a diferença e levam o leitor a querer conhecer o segundo volume da série, O Mágico. – Cláudia Sérgio
NOTA: Em Portugal, já foram publicados, pela Gailivro quatro títulos desta série: O Alquimista (2008), O Mágico (2009), A Feiticeira (2010) e O Necromante (2011). O quinto volume The Warlock (2011), ainda não foi publicado, e o autor está a trabalhar no sexto, The Enchatress.
27.8.11
MOTElx 2011: Programa
Quarta-feira, 7 de Setembro
13:15 · Sala 3
Curtas ao Almoço (1,5 €) - INTERNACIONAIS (61')
To My Mother and Father (9')
Jack (6')
Spiral (21')
The Twin Girls of Sunset Street (13')
The Legend of Beaver Dam (12')
15:00 · Sala 3
Mother's Day (112')
16:30 · Sala Manoel de Oliveira
All Flowers in Time (13')
We Are What We Are (90')
17:00 · Sala 3
Investigation File no. 0521/09 (13')
Frozen (93')
19:00 · Sala Manoel de Oliveira
Ensinamentos para a Vida Adulta (20')
The Ward (88')
19:30 · Sala 3
Picnic (13')
Suicide Club (99')
21:30 · Sala Manoel de Oliveira
ABERTURA
The Troll Hunter (103')
Quinta-feira, 8 de Setembro
13:15 · Sala 3
Curtas ao Almoço (1,5 €) - INTERNACIONAIS 64'
Picnic (13')
Polonaise (19')
The United Monsters Talent Agency (9')
Ninjas (23')
15:00 · Sala 3
The Troll Hunter (103')
Q&A
16:30 · Sala Manoel de Oliveira
Conto do Vento (12')
The Shrine (85')
17:15 · Sala 3
Last Post (12')
Prey (80')
19:00 · Sala Manoel de Oliveira
Sombras (11')
Strange Circus (108')
19:30 · Sala 3
The Twin Girls of Sunset Street (13')
Who R U? (89')
21:45 · Sala Manoel de Oliveira
Banana Motherfucker (15')
Hostel (94')
22:00 · Sala 3
Holy Glory (9')
Cartas de Amor de uma Freira Portuguesa (85')
00:15 · Sala Manoel de Oliveira
A Cabra (11')
Kidnapped (85')
00:30 · Sala 3
To My Mother and Father (9')
Little Deaths (90')
Sexta-feira, 9 de Setembro
13:15 · Sala 3
Curtas ao Almoço (1,5 €) - PORTUGUESAS (61')
Ensinamentos para a Vida Adulta (20')
Os Milionários (15')
A Cabra (11')
Banana Motherfucker (15')
15:00 · Sala 3
Polonaise (19')
Little Deaths (90')
16:30 · Sala Manoel de Oliveira
Yukiko (15')
Cannibal (96')
17:00 · Sala 3
Ella (9')
Outcast (98')
19:00 · Sala Manoel de Oliveira
Feliz Aniversário (25')
The Violent Kind (89')
19:30 · Sala 3
Spiral (21')
Phase 7 (95')
21:15 · Sala Manoel de Oliveira
Cold Fish (144')
22:00 · Sala 3
The United Monsters Talent Agency (9')
Hostel: Part II (93')
00:15 · Sala Manoel de Oliveira
Os Milionários (15')
The Woman (100')
00:30 · Sala 3
The Legend of Beaver Dam (12')
The Forbidden Door (115')
Sábado, 10 de Setembro
13:15 · Sala 3
Curtas ao Almoço (1,5 €) - PORTUGUESAS (59')
Conto do Vento (12')
Feliz Aniversário (25')
Haikai Diamante (7')
Linhas de Sangue (15')
15:00 · Sala 3
The Woman (100')
16:15 · Sala 2
Apresentação Lobo Mau (60') GRÁTIS *
16:30 · Sala Manoel de Oliveira
Endless (8')
Confessions (106')
17:00 · Sala 3
The Corridor (98')
18:30 · Sala 2
Noite de Jogos de Terror GRÁTIS
19:00 · Sala Manoel de Oliveira
Miss Mishima (14')
Sennentuntschi (110')
Q&A
19:00 · Sala 3
Um Filme Extraordinário (8')
O Barão (105')
Q&A
21:45 · Sala Manoel de Oliveira
Linhas de Sangue (15')
Mother's Day (112')
22:00 · Sala 3
Jack (6')
The Shrine (85')
00:15 · Sala Manoel de Oliveira
Desassossego (20')
Dream Home (96')
00:30 · Sala 3
SURPRESA
Domingo, 11 de Setembro
13:15 · Sala 3
Curtas ao Almoço (1,5 €) - PORTUGUESAS (58')
Miss Mishima (14')
Sombras (11')
Dessassosego (20')
A Tua Última Morada (13')
15:00 · Sala 3
Sennentuntschi (110')
Q&A
16:30 · Sala Manoel de Oliveira
A Tua Última Morada (13')
Burke & Hare (91')
17:00 · Sala 3
The Pack (6')
Cabin Fever (93')
17:15 · Sala 2
Painel de Discussão: Cinema de Terror Português (60') GRÁTIS *
19:00 · Sala Manoel de Oliveira
Haikai Diamante (7')
Wake Wood (90')
Q&A
19:15 · Sala 2
Masterclass Eli Roth (60') GRÁTIS *
Em Inglês
19:30 · Sala 3
Ninjas (23')
Exte: Hair Extensions (108')
21:45 · Sala Manoel de Oliveira
ENCERRAMENTO
Curta Vencedora - Prémio MOTELx 2011
Stake Land (98')
00:30 · Sala 3
The Legend of Beaver Dam (12')
Deadball (98')
* Bilhete obrigatório, levantamento no próprio dia na bilheteira do Cinema São Jorge. Limitado a dois bilhetes por pessoa e sujeito à lotação da sala.
26.8.11
MOTELx 2011: Noite de Jogos de Terror
Tendo como pano de fundo o terror, o festival em parceria com o Clube de Jogos – Carnide vai organizar uma noite dedicada ao mundo dos jogos de tabuleiro, jogos de miniaturas e role playing games (RPG). Noite essa que terá lugar na Sala 2 do Cinema São Jorge, no sábado dia 10 de Setembro, entre 18h30 e as 5h da madrugada de domingo. A entrada é livre.
Diz o Clube de jogos que o objectivo do evento é “fazer relembrar, o prazer de estar à volta de uma mesa, com amigos ou desconhecidos, a jogar um bom jogo de estratégia e partilhar aventuras, emoções e desafios em conjunto, fazendo uma pausa num mundo cada vez mais impessoal e informático.”
Para explicar melhor como tudo se irá passar, citamos parte do comunicado do festival:
“Na penumbra da Sala 2 do Cinema São Jorge estarão diversas mesas, com vários tipos de jogos, à disposição dos visitantes que se aventurarem a entrar.
Em cada mesa decorrerá um jogo diferente e haverá um responsável que nos explicará a mecânica e as regras do desafio. Algumas mesas serão destinadas a demonstrações de jogos, que se iniciarão a horas pré-estabelecidas.
Os jogos de tabuleiro e os jogos de miniaturas serão jogos de estratégia simples, onde os jogadores se dispõem à volta de uma mesa e movimentam figuras, cartas ou outro tipo de suporte.
Os role playing games partem de uma história contada por um GameMaster, onde cada jogador incorpora uma personagem com liberdade total de acção, dentro de um tema e onde não existe suporte físico. O limite é a imaginação.”
Mais informações em MOTELx e Clube de Jogos.
Diz o Clube de jogos que o objectivo do evento é “fazer relembrar, o prazer de estar à volta de uma mesa, com amigos ou desconhecidos, a jogar um bom jogo de estratégia e partilhar aventuras, emoções e desafios em conjunto, fazendo uma pausa num mundo cada vez mais impessoal e informático.”
Para explicar melhor como tudo se irá passar, citamos parte do comunicado do festival:
“Na penumbra da Sala 2 do Cinema São Jorge estarão diversas mesas, com vários tipos de jogos, à disposição dos visitantes que se aventurarem a entrar.
Em cada mesa decorrerá um jogo diferente e haverá um responsável que nos explicará a mecânica e as regras do desafio. Algumas mesas serão destinadas a demonstrações de jogos, que se iniciarão a horas pré-estabelecidas.
Os jogos de tabuleiro e os jogos de miniaturas serão jogos de estratégia simples, onde os jogadores se dispõem à volta de uma mesa e movimentam figuras, cartas ou outro tipo de suporte.
Os role playing games partem de uma história contada por um GameMaster, onde cada jogador incorpora uma personagem com liberdade total de acção, dentro de um tema e onde não existe suporte físico. O limite é a imaginação.”
Mais informações em MOTELx e Clube de Jogos.
25.8.11
Em Setembro na Saída de Emergência
A Saída de Emergência divulgou já alguns títulos que vão ser publicados o próximo mês. Entre eles, e certamente o mais aguardado de todos, encontra-se o nono volume da saga As Crónicas de Gelo e Fogo, A Dança dos Dragões, de George R. R. Martin. Saga de fantasia épica considerada por muitos como uma das melhores de sempre. A tradução de Jorge Candeias, que traduziu também os volumes anteriores.
Estará disponível nas livrarias a partir de 9 de Setembro.
Noutras propostas da editora encontramos O Messias de Duna, de Frank Herbert, O Ladrão da Eternidade, de Clive Barker com tradução de David Soares (Batalha), Segredos de Sangue, 10º volume da série Sangue Fresco, de Charlaine Harris, O fim chega numa manhã de nevoeiro, de Renato Carreira (História de Portugal - Director's Cut).
Destaque ainda para o lançamento da BD É de Noite Que Faço as Perguntas, a primeira a ser publicada pela SdE. “É uma história que parte da cronologia e dos factos históricos pertencentes ao período da primeira república portuguesa para se apresentar como uma poderosa observação sobre a vida, a política e o modo como ambas se influenciam.”
Foi escrita por David Soares e ilustrada por João Maio Pinto, Richard Câmara, Jorge Coelho, André Coelho e Daniel da Silva.
Mais informações em breve. – Rui Baptista
Em Setembro na 1001 Mundos
“Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam.”
Assim se inicia uma história sem igual na literatura fantástica, a história de um herói contada pela sua própria voz. É uma história de mágoa, uma história de sobrevivência, a história de um homem que busca o sentido do seu universo e de como essa busca e a vontade indomável que a motivou fizeram nascer uma lenda.
Agora em O Medo do Homem Sábio, Dia Dois das Crónicas do Regicida, uma rivalidade crescente com um membro da nobreza força Kvothe a deixar a Universidade e a procurar a fortuna longe. À deriva, sem um tostão e sozinho, viaja par Vintas, onde, rapidamente, se vê enredado nas intrigas políticas da corte. Enquanto tenta cair nas boas graças de um poderoso Nobre, Kvothe descobre uma tentativa de assassínio, entra em confronto com um Arcanista rival e lidera um grupo de mercenários, nas terras selvagens, para tentar descobrir quem ou o quê está a eliminar os viajantes na estrada do Rei.
Ao mesmo tempo, Kvothe procura respostas, na tentativa de descobrir a verdade sobre os misteriosos Amyr, os Chandrian e a morte da sua família. Ao longo do caminho Kvothe é levado a julgamento pelos lendários mercenários Adem, é forçado a defender a honra dos Edema Ruh e viaja até ao reino de Fae. Lá encontra Felurian, a mulher fae a que nenhum homem consegue resistir, e a quem nenhum homem sobreviveu… até aparecer Kvothe.
Em O Medo do Homem Sábio, Kvothe dá os primeiros passos no caminho do herói e aprende o quão difícil a vida pode ser quando um homem se torna uma lenda viva.
Portanto… que raio se passava convosco, adolescentes e vampiros? Hum?! Está bem, eu tenho as minhas suspeitas. Como acontece a qualquer adulto suficientemente amadurecido e racional, com mais de trinta anos, e que também seja pai ou mãe, a minha inclinação natural é acreditar que esse fascínio tenha a ver com… bem, com… sexo. Quer dizer, vá lá!
Mas, ao dar alguns passos nesta viagem à minha memória, sinto que devo dizer mais do que apenas a minha idade. Se quiser ser sincera comigo própria e convosco, devo acrescentar que o fascínio do vampiro é muito mais complexo do que o mero desejo sexual. A verdade é que a atração inspirada pelo vampiro vai muito além das hormonas enfurecidas e das emoções muito básicas.
Agora, venham comigo, está bem? Vamos entrar, outra vez, no reino dos imortais. Quando se é imortal, o verdadeiro amor é mesmo para sempre
Rachel Caine regressa ao cenário da sua série de vampiros de Morganville, cidade onde mandam os vampiros e o amor é uma iniciativa de risco, mesmo quando se trata da própria família.
A autora de Tantalize, Cynthia Leitich Smith, oferece-nos um triângulo amoroso entre um vampiro, um fantasma e uma rapariga humana que ninguém é o que parece ser.
Claudia Gray leva-nos ao mundo da sua série Evernight (Planeta), em que uma futura concubina é alvo das atenções de um homem pálido e de cabelo castanho, que pode ser demasiado perigoso, e de várias maneiras, quando é rejeitado.
A autora de Academia de Vampiros (Contraponto), Richelle Mead, traz-nos a história de uma jovem vampira que está a fugir da sua espécie e do rapaz humano que põe à sua disposição o carro em que ela pode escapar… e um motivo para continuar a fugir.
Nancy Holder, autora da serie Wicked, leva-nos a uma Nova Iorque pós-apocalíptica onde dois grandes amigos são obrigados a tomar uma decisão que pode matá-los.
Rachel Vincent explora um novo ângulo da sua série Soul Screamers com a história de uma leanan sidhe capaz de inspirar o músico que ama e de aumentar a sua criatividade… secando-o.
A celebrada autora de histórias fantásticas, Tanith Lee, mostra-nos o que acontece quando uma jovem inteligente e com alguns conhecimentos sobrenaturais encontra um jovem vampiro desorientado (mas encantador).
E Kristin Cast, co-autora da série House of Night/Casa da Noite (Saída de Emergência), apresenta-nos a uma nova espécie de vampiro, com raízes na mitologia grega e o poder de alterar o espaço e o tempo para salvar a rapariga que o destino quer que ele ame.
Enquanto experiência interactiva de terror com criaturas infernais, caos, sangue e desmembramentos, foi um acontecimento impressionante. Porém, como baile de finalistas do secundário, a noite foi ligeiramente menos bem-sucedida.
Deveria começar pelo princípio, mas não tenho bem a certeza quando é que esse princípio ocorreu. Portanto, vou começar pelo dia em que me apercebi de que, apesar dos meus esforços mais determinados, não iria poder ignorar completamente o baile.
Maggie Quinn é uma jovem repórter. Aluna do quadro de honra, jornalista do jornal da escola e fotógrafa do livro de curso.
Faltam seis semanas para a formatura e tudo o que ela quer é sair inteira da secundária Avalon. Uma croma sensata teria mantido a cabeça baixa e continuado a contagem decrescente até ao dia da entrega dos Diplomas. Mas o destino parece ter planos diferentes para Maggie.
A escola secundária pode ser um terreno fértil para a proliferação do mal, mas o cheiro a fogo e enxofre ainda continua a ser algo de invulgar. É o cheiro identificativo do enxofre que faz com que Maggie desconfie que há algo que não está bem. E, quando começam a acontecer coisas que parecem saídas do Twilight Zone, Maggie percebe que depende dela entrar em contacto com a sua Nancy Drew interior e descobrir o que soltou aquele mal antigo, antes que vá tudo para o inferno, literalmente.
Maggie sempre desconfiou que o baile de finalistas é uma obra do diabo, mas parece que a sua presença é obrigatória. Às vezes, uma rapariga tem de fazer certas coisas bastante desagradáveis para salvar a sua cidade de demónios, vindos do inferno, que esmagam a alma. E também das chefes de claque.
NOTA: Os textos são da autoria da Gailivro
24.8.11
Passatempo: Frankenstein - A Cidade das Trevas
O BLID, em colaboração com a Contraponto, tem para oferecer três exemplares do romance de Dean Koontz, segundo volume da trilogia Frankenstein – para nós, um dos melhores livros de terror de 2010 (ler crítica).
Neste volume, “os espécimes da Nova Raça, as mais recentes criaturas de Victor Helios (antes conhecido como Victor Frankenstein), são na verdade assassinos perfeitos, e começam a espalhar um reino de terror pela cidade de Nova Orleães. À medida que Deucalião, com a ajuda de dois agentes da polícia da cidade, tenta impedi-los, vai descobrindo que estas criaturas podem ser assustadoramente semelhantes a seres humanos - sobretudo na sua tendência para a crueldade…”
Para se habilitarem a receber uma cópia, deverão enviar-nos um email com assunto “Passatempo: Frankenstein - A Cidade das Trevas”, o nome e a morada para a qual o livro será enviado.
• O passatempo tem início hoje e termina no dia 01 de Setembro, às 23h59.
• Só são aceites participações de Portugal (continental e ilhas) e uma participação por pessoa.
• Os vencedores serão escolhidos de forma aleatória.
• O envio dos livros aos vencedores ficará a cargo da Contraponto.
Neste volume, “os espécimes da Nova Raça, as mais recentes criaturas de Victor Helios (antes conhecido como Victor Frankenstein), são na verdade assassinos perfeitos, e começam a espalhar um reino de terror pela cidade de Nova Orleães. À medida que Deucalião, com a ajuda de dois agentes da polícia da cidade, tenta impedi-los, vai descobrindo que estas criaturas podem ser assustadoramente semelhantes a seres humanos - sobretudo na sua tendência para a crueldade…”
Para se habilitarem a receber uma cópia, deverão enviar-nos um email com assunto “Passatempo: Frankenstein - A Cidade das Trevas”, o nome e a morada para a qual o livro será enviado.
• O passatempo tem início hoje e termina no dia 01 de Setembro, às 23h59.
• Só são aceites participações de Portugal (continental e ilhas) e uma participação por pessoa.
• Os vencedores serão escolhidos de forma aleatória.
• O envio dos livros aos vencedores ficará a cargo da Contraponto.
Pequenos prazeres: Onde está o WALL-E?
Trabalho fantástico este de Richard Sargent inspirado no famoso “Onde está o Wally?” O autor coloca o desafio de identificar TODOS os robots – e todos eles retirados de séries de TV, cinema, videojogos e banda desenhada. Para simplificar a tarefa, foi disponibilizado um quadro com as personagens numeradas – que pode ser descarregado AQUI. As respostas poderão ser enviadas para richard@hopewellstudios.com. O prazo termina a 31 de Agosto. O vencedor irá ser galardoado com um poster autografado. – Rui Baptista
22.8.11
MOTElx 2011: Quarto Perdido
Secção dedicada a “tesouros escondidos do cinema de género português”, apresenta este ano duas obras: O Barão (2011), de Edgar Pêra, e Cartas de Amor de Uma Freira Portuguesa (1977), do espanhol e Jesus Franco – filme rodado em Portugal.
“Durante a 2ª Guerra Mundial, uma equipa de filmes série B refugiou-se em Portugal. Em 1943, a produtora Valerie Lewton casou-se com um actor português que lhe traduziu o conto de Branquinho da Fonseca, “O Barão”. O ditador ouviu falar do filme que se preparava e ordenou a sua destruição. A equipa foi repatriada. Os actores portugueses foram deportados para o campo de concentração do Tarrafal onde morreriam mais tarde. Em 2005, 2 bobines e o argumento foram encontrados nos arquivos do Cineclube do Barreiro. Nos cinco anos que se seguiram o filme foi restaurado e refilmado. Foi exibido pela primeira vez em 2011. Trata-se obviamente de uma raridade absoluta no nosso cinema, oferecida por um cineasta muito especial.” – MOTELx
“Maria, uma jovem de 16 anos, é forçada a ir para um convento na Serra d’Aires, secretamente dirigido por satânicos. O seu confessor está em rota de colisão com a madre superiora. Maria é torturada, forçada a fazer sexo com homens, mulheres, e com os chifres do diabo, e é-lhe dito que é tudo um sonho mau. Ela escreve uma carta a Deus, e um cavaleiro liberta-a...
Jesús Franco foi o autor da mais livre adaptação para cinema das cartas de Mariana Alcoforado. Esta obra foi rodada em Cascais e na serra de Sintra, com um elenco onde se incluem Susan Hemingway (no papel de Maria Rosalea), William Berger (no papel de padre Vicente) e os portugueses Ana Zanatti, Vítor de Sousa, José Viana, Nicolau Breyner e Herman José.” – MOTELx
Jesús Franco foi o autor da mais livre adaptação para cinema das cartas de Mariana Alcoforado. Esta obra foi rodada em Cascais e na serra de Sintra, com um elenco onde se incluem Susan Hemingway (no papel de Maria Rosalea), William Berger (no papel de padre Vicente) e os portugueses Ana Zanatti, Vítor de Sousa, José Viana, Nicolau Breyner e Herman José.” – MOTELx
MOTElx 2011: Retrospectiva Sion Sono
Além da pequena retrospectiva do realizador norte-americano Eli Roth, que vai estar presente no festival (ler notícia), o MOTELx vai também realizar uma pequena retrospectiva do realizador japonês Sion Sono. Serão exibidos os filmes Suicide Club (2001), Strange Circus (2005) e Exte: Hair Extensions (2007). Na secção Serviço de Quarto vai ser exibido também Cold Fish (2010).
Biografia
“Sion Sono nasceu em Toyokawa, Japão, em 1961, enveredando muito cedo pela poesia e publicando pela primeira vez aos 17 anos. Abandonou a universidade e começou a fazer filmes de 8 mm. A curta de 30 minutos I Am Sono Sion (1985) seria apresentada no PIA Film Festival, dedicado à descoberta de novos talentos, e as suas primeira longas-metragens (Bicycle Sights, 1990, e The Room, 1994) foram seleccionadas para diversos festivais internacionais.
Suicide Club (2001), violento e provocador, iniciaria um culto global, ainda que algo discreto, em redor do realizador. Love Exposure (2008), uma complexa mistura de géneros de quatro horas de duração, ganhou dois prémios em Berlim e marcou nova viragem na carreira de Sono, trazendo-lhe outro nível de exposição mediática a nível internacional.
Cold Fish (2010) estreou nos “Horizontes” de Veneza e Guilty of Romance na “Quinzena” de Cannes. Entretanto, Himizu (2011) foi seleccionado para a competição principal de Veneza deste ano, reforçando Sono como um nome incontornável da cinematografia japonesa contemporânea.” – MOTELx
Biografia
“Sion Sono nasceu em Toyokawa, Japão, em 1961, enveredando muito cedo pela poesia e publicando pela primeira vez aos 17 anos. Abandonou a universidade e começou a fazer filmes de 8 mm. A curta de 30 minutos I Am Sono Sion (1985) seria apresentada no PIA Film Festival, dedicado à descoberta de novos talentos, e as suas primeira longas-metragens (Bicycle Sights, 1990, e The Room, 1994) foram seleccionadas para diversos festivais internacionais.
Suicide Club (2001), violento e provocador, iniciaria um culto global, ainda que algo discreto, em redor do realizador. Love Exposure (2008), uma complexa mistura de géneros de quatro horas de duração, ganhou dois prémios em Berlim e marcou nova viragem na carreira de Sono, trazendo-lhe outro nível de exposição mediática a nível internacional.
Cold Fish (2010) estreou nos “Horizontes” de Veneza e Guilty of Romance na “Quinzena” de Cannes. Entretanto, Himizu (2011) foi seleccionado para a competição principal de Veneza deste ano, reforçando Sono como um nome incontornável da cinematografia japonesa contemporânea.” – MOTELx
20.8.11
Trailers: Call of Duty Black Ops Rezurrection Live Action Zombie Labs
18.8.11
Crítica: Fragmento de Cristal
Título original: The Crystal Shard - The Icewind Dale Trilogy (1988)
Autor: R. A. Salvatore
Tradução: Mário Matos
Editora: Edições Saída de Emergância (2011)
Depois da Trilogia do Elfo Negro, chega agora o primeiro volume da Trilogia das Planícies Geladas, que, apesar de suceder aos eventos passados na primeira trilogia enunciada, foi escrita em primeiro lugar.
Fragmento de Cristal apresenta as Planícies Geladas, um mundo à superfície (afinal, quem leu a trilogia anterior já sabe que existe um subterrâneo) habitado por seres de diferentes raças. Cidades e aldeias coexistem de forma pacífica, mas sempre atentas a todos os perigos que podem advir fora fronteiras ou a possíveis conflitos entre seres misteriosos e perigosos, assim como entre vizinhos.
Depois dos acontecimentos que ocorreram em Refúgio (ler crítica), o volume que encerrou a Trilogia do Elfo Negro, Drizzt Do’Urben, um drow que se afastou dos da sua espécie, habita entre os poucos amigos que conseguiu obter naquele local novo ao qual chama agora casa.
“Vivo numa terra de beleza agreste e dura realidade, um lugar onde é preciso ser cauteloso e estar sempre alerta e no máximo das nossas capacidades a todo o momento. Chamo a isto paraíso.”
O elfo negro, que ajuda na vigia daquele território de forma discreta, é chamado a ensinar Wulfgar, um jovem humano bárbaro que foi capturado e salvo num raide pelo anão Bruenor, e que está agora ao seu serviço. Inicialmente, Wulfgar não aceita o contacto com Drizzt, mas rapidamente descobre que as suas técnicas de combate são únicas e infalíveis e que o drow não corresponde às descrições que lhe foram feitas.
Enquanto se estabelecem ligações de união entre os heróis da trama, o leitor também fica a conhecer as forças diabólicas que ameaçam a paz naquela terra. Afinal, Crenshinibon, um demoníaco Fragmento de Cristal, cai nas Planícies Geladas e vai parar às mãos erradas, surgindo um movimento que impele à morte e destruição.
Chega, assim, a publicação portuguesa da trilogia que deu a conhecer Drizzt, uma personagem tão carismática, mas a verdade é que este primeiro livro não convence. O enredo não surpreende e revela ser demasiado básico, afinal, trata-se de uma previsível (e já mais que vista) batalha entre o bem o mal, onde a primeira fracção é composta pelas raças mais nobres e civilizadas, enquanto a segunda é caracterizada pela barbaridade, desorganização e ignorância, sendo comandados por uma figura que está sobre influência de Crenshinibon. Figura que faz lembrar o Anel de Sauron, de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien.
As personagens, no geral, possuem personalidades pouco aprofundadas e primárias, o que não permite a criação empatia com o leitor ou cativa a leitura. Drizzt é o ponto forte do livro e entende-se a decisão posterior de lhe dedicar uma trilogia. O elfo negro sobressai por ser uma personagem incomum, sendo que a sua própria existência naquele meio seja posta em cauda pelas restantes.
A linguagem utilizada é simples, directa e fácil de entender. Os diálogos são básicos e pobres, e as descrições basicamente não existem. A trama está repleta de cenas de acção a lembrar um jogo de vídeo, onde os golpes são demasiados rígidos e o herói vence tudo e todos.
Este é, sem dúvida, um livro mais adequado a um público jovem que se inicia na leitura de jornadas épicas de fantasia. – Cláudia Sérgio
Do mesmo autor:
Trilogia do Elfo Negro
Pátria
Exílio
Refúgio
Fragmento de Cristal apresenta as Planícies Geladas, um mundo à superfície (afinal, quem leu a trilogia anterior já sabe que existe um subterrâneo) habitado por seres de diferentes raças. Cidades e aldeias coexistem de forma pacífica, mas sempre atentas a todos os perigos que podem advir fora fronteiras ou a possíveis conflitos entre seres misteriosos e perigosos, assim como entre vizinhos.
Depois dos acontecimentos que ocorreram em Refúgio (ler crítica), o volume que encerrou a Trilogia do Elfo Negro, Drizzt Do’Urben, um drow que se afastou dos da sua espécie, habita entre os poucos amigos que conseguiu obter naquele local novo ao qual chama agora casa.
“Vivo numa terra de beleza agreste e dura realidade, um lugar onde é preciso ser cauteloso e estar sempre alerta e no máximo das nossas capacidades a todo o momento. Chamo a isto paraíso.”
O elfo negro, que ajuda na vigia daquele território de forma discreta, é chamado a ensinar Wulfgar, um jovem humano bárbaro que foi capturado e salvo num raide pelo anão Bruenor, e que está agora ao seu serviço. Inicialmente, Wulfgar não aceita o contacto com Drizzt, mas rapidamente descobre que as suas técnicas de combate são únicas e infalíveis e que o drow não corresponde às descrições que lhe foram feitas.
Enquanto se estabelecem ligações de união entre os heróis da trama, o leitor também fica a conhecer as forças diabólicas que ameaçam a paz naquela terra. Afinal, Crenshinibon, um demoníaco Fragmento de Cristal, cai nas Planícies Geladas e vai parar às mãos erradas, surgindo um movimento que impele à morte e destruição.
Chega, assim, a publicação portuguesa da trilogia que deu a conhecer Drizzt, uma personagem tão carismática, mas a verdade é que este primeiro livro não convence. O enredo não surpreende e revela ser demasiado básico, afinal, trata-se de uma previsível (e já mais que vista) batalha entre o bem o mal, onde a primeira fracção é composta pelas raças mais nobres e civilizadas, enquanto a segunda é caracterizada pela barbaridade, desorganização e ignorância, sendo comandados por uma figura que está sobre influência de Crenshinibon. Figura que faz lembrar o Anel de Sauron, de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien.
As personagens, no geral, possuem personalidades pouco aprofundadas e primárias, o que não permite a criação empatia com o leitor ou cativa a leitura. Drizzt é o ponto forte do livro e entende-se a decisão posterior de lhe dedicar uma trilogia. O elfo negro sobressai por ser uma personagem incomum, sendo que a sua própria existência naquele meio seja posta em cauda pelas restantes.
A linguagem utilizada é simples, directa e fácil de entender. Os diálogos são básicos e pobres, e as descrições basicamente não existem. A trama está repleta de cenas de acção a lembrar um jogo de vídeo, onde os golpes são demasiados rígidos e o herói vence tudo e todos.
Este é, sem dúvida, um livro mais adequado a um público jovem que se inicia na leitura de jornadas épicas de fantasia. – Cláudia Sérgio
Do mesmo autor:
Trilogia do Elfo Negro
Pátria
Exílio
Refúgio
17.8.11
Crítica: União
Título original: Matched (2010)
Autor: Ally Condie
Tradução: Susana Serrão
Editora: Gailivro (2011)
Ally Condie é uma antiga professora de inglês de secundário, do Utah, EUA, que agora se dedicada a tempo inteiro à escrita. Com União, o primeiro livro de uma trilogia, a autora apresenta uma sociedade futurista onde cada aspecto da vida pessoal é controlado. Os cidadãos estão inteiramente limitados nas suas escolhas, pois tudo é decidido de forma a alcançar ou aparentar perfeição. Sendo assim, toda a vida é controlada, sendo que, por exemplo, é a sociedade que decide quando um casal pode ter filhos, qual é a sua alimentação diária, os sonhos são vigiados, as profissões são escolhidas consoante as capacidades individuais, existem sistemas destinados a encontrar o parceiro ideal para cada um, a arte é restrita, a história foi apagada e todos morrem ao chegar aos 80 anos.
Cassia Reyes é a protagonista desta trama. Como qualquer outro jovem, ao completar 17 anos prepara-se para um dos momentos mais aguardados da sua vida: ir ao Banquete da União onde vai finalmente conhecer o rapaz com quem se vai casar. Para sua surpresa, o seu par é nada mais, nada menos do que o seu melhor amigo Xander, o que muito agrada aos dois… mas por pouco tempo. É que no momento em que Cássia vai ver o chip onde estão todos os dados relevantes acerca da sua união, depara-se com um outro rosto que não o de Xander, mas sim o de um jovem misterioso chamado Ky. A partir daqui, tudo complica.
Ally Condie apostou numa fórmula certa, isto se o seu objectivo era cativar os leitores deslumbrados pela saga Crepúsculo (Gailivro), de Meyer, pela série Casa da Noite das Cast (Saída de Emergência) e similares. Não é uma obra original. Está demasiado focada num triângulo amoroso forçado – não ter vampiros não é sinónimo de diferença, é apenas mais uma variante do mesmo. Mesmo a apresentação daquele mundo, que acaba por ser o ponto mais forte da narrativa, faz com que o leitor faça constantes comparações com obras anteriores, como é o caso de The Giver, de Lois Lowry, na descrição geral da vida em sociedade, e até mesmo da série Uglies, de Scott Westerfeld, na questão da perfeição almejada no futuro e na rebelião fora das portas das cidades.
A caracterização das personagens é fraca e bastante agarrada aos estereótipos gerais. Há Cassia, a bela e dotada protagonista que vive um conflito interior, Xander, o típico rapaz perfeito que todas as raparigas desejam encontrar, e Ky, o misterioso rapaz portador de um passado doloroso. Neste primeiro volume não foi possível observar grandes evoluções de personalidade, mas pode ser que a autora trate desta falhar num próximo.
Mas existem mais falhas. O desenrolar dos acontecimentos é lento, uma vez que a escrita está mais focada no campo introspectivo, o que pode tornar a leitura aborrecida. Para além disso, existem vários aspectos que não são facilmente "engolidos": como é que uma rapariga que passou toda a sua vida encantada com o melhor amigo que, por acaso, parece ser perfeito, de repente perde o interesse nele e começa a focar a sua atenção no rapaz que sempre ignorou, apenas porque ele lhe apareceu no chip da sua união por “erro”? Claro que esta mania pelo novo rapaz acabou em algo mais… E qual é a obsessão dos Funcionários da sociedade por este jovem de 17 anos igual a tantas outros? Toda a atenção que lhe é dada chega a ser ridícula. Esta trama não guarda grandes surpresas, uma vez que o desenrolar dos eventos se torna demasiado evidente.
Este não é um livro aconselhável a um público mais adulto que já conhece obras mais elaboradas e originais, mas sim a jovens que apreciaram os títulos apresentados ao longo do texto. – Cláudia Sérgio
NOTA: Os direitos desta trilogia (que, por enquanto, apenas tem o primeiro volume) foram adquiridos pela Disney e pela Offspring Entertainment. O segundo livro da série, Crossed, será lançado dia 1 de Novembro deste ano, e o terceiro e último volume, que ainda não tem título, está previsto para Novembro de 2012.
Cassia Reyes é a protagonista desta trama. Como qualquer outro jovem, ao completar 17 anos prepara-se para um dos momentos mais aguardados da sua vida: ir ao Banquete da União onde vai finalmente conhecer o rapaz com quem se vai casar. Para sua surpresa, o seu par é nada mais, nada menos do que o seu melhor amigo Xander, o que muito agrada aos dois… mas por pouco tempo. É que no momento em que Cássia vai ver o chip onde estão todos os dados relevantes acerca da sua união, depara-se com um outro rosto que não o de Xander, mas sim o de um jovem misterioso chamado Ky. A partir daqui, tudo complica.
Ally Condie apostou numa fórmula certa, isto se o seu objectivo era cativar os leitores deslumbrados pela saga Crepúsculo (Gailivro), de Meyer, pela série Casa da Noite das Cast (Saída de Emergência) e similares. Não é uma obra original. Está demasiado focada num triângulo amoroso forçado – não ter vampiros não é sinónimo de diferença, é apenas mais uma variante do mesmo. Mesmo a apresentação daquele mundo, que acaba por ser o ponto mais forte da narrativa, faz com que o leitor faça constantes comparações com obras anteriores, como é o caso de The Giver, de Lois Lowry, na descrição geral da vida em sociedade, e até mesmo da série Uglies, de Scott Westerfeld, na questão da perfeição almejada no futuro e na rebelião fora das portas das cidades.
A caracterização das personagens é fraca e bastante agarrada aos estereótipos gerais. Há Cassia, a bela e dotada protagonista que vive um conflito interior, Xander, o típico rapaz perfeito que todas as raparigas desejam encontrar, e Ky, o misterioso rapaz portador de um passado doloroso. Neste primeiro volume não foi possível observar grandes evoluções de personalidade, mas pode ser que a autora trate desta falhar num próximo.
Mas existem mais falhas. O desenrolar dos acontecimentos é lento, uma vez que a escrita está mais focada no campo introspectivo, o que pode tornar a leitura aborrecida. Para além disso, existem vários aspectos que não são facilmente "engolidos": como é que uma rapariga que passou toda a sua vida encantada com o melhor amigo que, por acaso, parece ser perfeito, de repente perde o interesse nele e começa a focar a sua atenção no rapaz que sempre ignorou, apenas porque ele lhe apareceu no chip da sua união por “erro”? Claro que esta mania pelo novo rapaz acabou em algo mais… E qual é a obsessão dos Funcionários da sociedade por este jovem de 17 anos igual a tantas outros? Toda a atenção que lhe é dada chega a ser ridícula. Esta trama não guarda grandes surpresas, uma vez que o desenrolar dos eventos se torna demasiado evidente.
Este não é um livro aconselhável a um público mais adulto que já conhece obras mais elaboradas e originais, mas sim a jovens que apreciaram os títulos apresentados ao longo do texto. – Cláudia Sérgio
NOTA: Os direitos desta trilogia (que, por enquanto, apenas tem o primeiro volume) foram adquiridos pela Disney e pela Offspring Entertainment. O segundo livro da série, Crossed, será lançado dia 1 de Novembro deste ano, e o terceiro e último volume, que ainda não tem título, está previsto para Novembro de 2012.
16.8.11
Prémio MOTELx 2011 – Melhor Curta de Terror Portuguesa
“Promover, incentivar e exibir cinema português de terror” é o maior objectivo do festival. Das “largas dezenas” de obras inscritas, foram seleccionadas 12 curtas-metragens de produção ou co-produção portuguesa, que apresentamos agora com mais atenção.
O vencedor do Prémio MOTELx 2011 será anunciado na sessão de encerramento do festival. Irá receber um prémio monetário no valor de 3000 euros, a que acrescem 5000 euros em serviços de pós-produção vídeo na Pixel Bunker, 3000 euros em serviços de pós-produção áudio na Obviosom e ainda um fim-de-semana num hotel da cadeia Hotéis Belver, um dos patrocinadores do festival.
O júri é composto pelo actor, realizador e produtor Nicolau Breyner e pelo realizador Frederico Serra (Coisa Ruim). Do júri fará parte também um convidado internacional, que será anunciado em breve. – Rui Baptista
Seis aventureiros embarcam numa expedição em busca de um cemitério místico. Após perturbarem os mortos, despoletam uma maldição antiga que irá destruir o mundo inteiro.
A Cabra - Carlos Pedro Santana
Ao escolherem para relaxar e procurar um pouco de divertimento um sítio que alberga um demónio sedento de almas e sangue, dois amigos deixam-se atrair para um mundo de terror diabólico. Fugir é impossível. Numa noite pacata e livre de acontecimentos nasce um inferno aterrador na vida de João e Fernando, sujeitos a acontecimentos que tornarão para sempre os seus destinos inseparáveis.
Conto do Vento - Cláudio Jordão, Nelson Martins
O filme conta uma história de embalar com meninos e meninas, velhos e velhas, fogueiras e monstros, mortes e gritos.
Desassossego - Lorenzo Degli'Innocenti
Ivan trabalha numa charcutaria a vida inteira. Gostava de ter uma loja de móveis, mas não sabe se tem coragem para mudar. A charcutaria é uma velha herança de família que lhe pesa como o destino. Ele cumpre as mesmas rotinas todos os dias, atende os clientes com uma eficiência maquinal e, nos tempos livres, começa involuntariamente a desenhar móveis. À medida que o tempo passa, ele quer desenhar cada vez mais, mas os clientes impedem-no sempre. Quanto mais quer, menos consegue. Quanto menos consegue, mais frustrado fica.
Ensinamentos para a Vida adulta - Ernesto Bacalhau
A primeira curta-metragem de Ernesto Bacalhau leva-nos até à primeira aula de condução de uma jovem rapariga (Maria Leite) com o seu peculiar instrutor Efigénio Costa (Orlando Costa). O que parecia ser um acontecimento vulgar, revela-se em si mesmo uma série de manipulações que irão transformar para sempre a vida da protagonista. Num mundo em que nada é o que aparenta, é preciso crescer para sobreviver. Antes, temos de passar pelos ensinamentos para uma vida adulta.
Feliz Aniversário - Jorge Cramez
Eduardo e Marta vivem um casamento perfeito. Ela ama-o muito e sabe que ele a ama muito. É o dia de aniversário de Eduardo, e Marta espera-o para celebrarem juntos. Ele chega, mas quer celebrar de outra maneira. Ninguém escolhe o mal por ser o mal, apenas o confunde com a felicidade.
Hai Kai Diamante - André da Conceição Francioli
Um homem nas profundezas nocturnas de um bosque. Um diamante e um pássaro.
Linhas de Sangue - Manuel Pureza, Sérgio Graciano
Até onde é que você ia para curar uma maleita? Ia ao médico? Procurava conforto nas mamas de uma mulher? Cometia uma loucura com um homem? Ou... matava?
Os Milionários - Mário Gajo de Carvalho
Cinco personagens e o pecado mortal da avareza. Um ciclo vicioso. Um pequeno film noir em animação sobre a ganância, com uma textura que dá outra dimensão à história. Cinco vezes ganância. Se vos disserem que o dinheiro traz felicidade, desconfiem.
Miss Mishima - Pedro Rocha
Miss Mishima é um filme sobre o amor e a morte, que pretende explorar a ambiguidade das sensações, explorar os limites entre o prazer e a dor, uma obra sobre a morte como derradeiro fetiche e sobre o suicídio ritual seppuku.
Sombras - Nuno Dias
Quando encontrou um homem morto no meio do nada, ela decidiu tirar-lhe a sua única posse. Mas mal sabia ela que iria também ficar com os seus enigmas e mistérios perversos. Há um predador e há um rasto. E ele não vai parar até encontrar o que é dele. O problema é que também não vai conseguir pará-la a ela...
A Tua Última Morada - Joel Rodrigues, André Agostinho
Dois amigos, durante um passeio de bicicleta, refugiam-se da chuva numa casa que pensam estar abandonada. Quando descobrem que a casa é habitada por um ser que se alimenta de carne humana já é tarde demais.
14.8.11
Contraponto vai publicar ‘Dearly Departed’
A editora Contraponto adquiriu os direitos de edição em Portugal do livro Dearly Departed, da jovem escritora norte americana Lia Habel (site). Eterna Saudade, título português, tem lançamento previsto para Outubro deste ano.
(Capa da edição norte americana)
Sinopse
“O amor faz palpitar todos os corações… mas será capaz de fazer bater até o coração dos mortos-vivos? Poderá uma jovem vitoriana encontrar o verdadeiro amor nos braços de um corajoso zombie?
No ano 2195, em Nova Vitória (uma nação altamente tecnológica baseada nas maneiras, na moral e na moda da antiga era), uma jovem da alta sociedade, Nora Dearly, está mais interessada na história militar e nos conflitos políticos do seu país do que nos chás e bailes de debutantes. Contudo, após a morte dos seus pais, Nora fica à mercê da sua autoritária tia, uma mulher interesseira e esbanjadora que desperdiçou a fortuna familiar e agora pretende casar a sobrinha por dinheiro. Para Nora, nenhum destino poderia ser pior – até que sofre uma tentativa de sequestro por parte de um grupo de mortos-vivos.
Isto é apenas o início. Arrancada do seu mundo civilizado, vê-se subitamente numa nova realidade que partilha com zombies devoradores, misteriosas tropas vestidas de preto e «O Lázaro», um vírus fatal que ressuscita os mortos tornando o mundo num inferno.
Dos escombros de uma cataclísmica Idade do Gelo, surge uma nova sociedade construída com base nos costumes e na moral vitoriana.
Nora Dearly, uma jovem da alta sociedade neovitoriana, conhece Bram Griswold, um atraente soldado, corajoso, nobre… e morto, que apesar disso conserva a sua inteligência e todas as partes do seu corpo graças à sorte e à ciência moderna. E quando vínculo de confiança entre eles se transforma em ternura, não há como voltar atrás. Eles sabem que a separação é inevitável, mas até lá, batendo ou não, os seus corações terão o que desejam.” - Contraponto
12.8.11
Crítica: A Vidente de Sevenwaters
Título original: Seer of Sevenwaters (2010)
Autor: Juliet Marillier
Tradutor: Catarina F. Almeida
Editora: Planeta (2011)
Entre os filhos de Sean de Sevenwaters, Sibeal é aquela que possui grande dom e aspiração ao druidismo, mas para poder, finalmente, realizar os seus votos tem de compreender em pleno aquilo de que está prestes a abdicar. Por este motivo e para ponderar bem na sua vida futura, é enviada pelo seu mestre Ciarán para junto das suas irmãs em Inis Eala.
Contudo, o que a aguarda é tudo menos paz e sossego para meditar: uma terrível e estranha tempestade rebenta no mar, naufragando um barco nórdico perante o olhar dos incrédulos habitantes da ilha. Deste trágico acidente resultam apenas três sobreviventes: um intrigante jovem, muito debilitado e com um grande segredo do qual não se recorda; Svala, uma bela mulher, muda e com rasgos de loucura; e Knut, um homem vigoroso, com ares de guerreiro, disposto a alcançar um lugar em Inis Eala.
Sibeal começa a visitar o jovem doente com frequência, auxiliando na sua recuperação, enquanto suspeitas acerca dos três náufragos começam a surgir. Quando toda a verdade é descoberta a jovem druida vê-se no meio de uma perigosa demanda, que a fará questionar-se sobre assuntos até à data impensáveis, modificando irremediavelmente a sua vida.
Como boa contadora de histórias que é, Juliet Marillier presenteia os seus fãs com uma cativante e bela história, que mesmo não estando ao nível da trilogia de Sevenwaters, tem a sua beleza e encanto.
Para muitos dos seguidores de Marillier, esta nova trilogia de regresso a Sevenwaters é perfeitamente dispensável, preferindo antes conservar a magia da trilogia original. Mas se por um lado Sevenwaters deveria ter terminado com a sua excelente trilogia, perfeitamente capaz de se sustentar a si própria, por outro este regresso não interfere com os acontecimentos passados, antes retrata uma nova geração de personagens e um novo pano de fundo.
Curiosamente encontramo-nos perante uma história de Sevenwaters, que não se passa de todo em Sevenwaters. Em vez disso, grande parte, passa-se em Inis Eala. Esta ilha com a sua paisagem montanhosa está muito longe de ter a magia e beleza da floresta de Sevenwaters, contudo não deixou de ser uma novidade curiosa. No entanto, o que se revelou muito interessante foi o facto de a história ser contada a duas vozes: Sibele e Felix. Algo inédito nestas obras e que resultou bastante bem.
No que respeita ao par romântico da narrativa, pode dizer-se que foi bem conseguido, como é hábito na autora. Quer o elemento masculino, quer feminino, chegam ao leitor, embora não se trate de um par marcante.
A escrita de Juliet mantem-se bela e cativante, apesar de alguns diálogos na recta final do livro parecerem precipitados e um pouco a “despachar”.
A Vidente de Sevenwaters é uma história de amor, coragem, altruísmo e aventura, onde a busca pela verdade e em fazer o que está certo, vai até às últimas consequências.
Por cá, ficamos a aguardar com alguma curiosidade, pelo desfecho desta nova trilogia. – Rita Verdial
Contudo, o que a aguarda é tudo menos paz e sossego para meditar: uma terrível e estranha tempestade rebenta no mar, naufragando um barco nórdico perante o olhar dos incrédulos habitantes da ilha. Deste trágico acidente resultam apenas três sobreviventes: um intrigante jovem, muito debilitado e com um grande segredo do qual não se recorda; Svala, uma bela mulher, muda e com rasgos de loucura; e Knut, um homem vigoroso, com ares de guerreiro, disposto a alcançar um lugar em Inis Eala.
Sibeal começa a visitar o jovem doente com frequência, auxiliando na sua recuperação, enquanto suspeitas acerca dos três náufragos começam a surgir. Quando toda a verdade é descoberta a jovem druida vê-se no meio de uma perigosa demanda, que a fará questionar-se sobre assuntos até à data impensáveis, modificando irremediavelmente a sua vida.
Como boa contadora de histórias que é, Juliet Marillier presenteia os seus fãs com uma cativante e bela história, que mesmo não estando ao nível da trilogia de Sevenwaters, tem a sua beleza e encanto.
Para muitos dos seguidores de Marillier, esta nova trilogia de regresso a Sevenwaters é perfeitamente dispensável, preferindo antes conservar a magia da trilogia original. Mas se por um lado Sevenwaters deveria ter terminado com a sua excelente trilogia, perfeitamente capaz de se sustentar a si própria, por outro este regresso não interfere com os acontecimentos passados, antes retrata uma nova geração de personagens e um novo pano de fundo.
Curiosamente encontramo-nos perante uma história de Sevenwaters, que não se passa de todo em Sevenwaters. Em vez disso, grande parte, passa-se em Inis Eala. Esta ilha com a sua paisagem montanhosa está muito longe de ter a magia e beleza da floresta de Sevenwaters, contudo não deixou de ser uma novidade curiosa. No entanto, o que se revelou muito interessante foi o facto de a história ser contada a duas vozes: Sibele e Felix. Algo inédito nestas obras e que resultou bastante bem.
No que respeita ao par romântico da narrativa, pode dizer-se que foi bem conseguido, como é hábito na autora. Quer o elemento masculino, quer feminino, chegam ao leitor, embora não se trate de um par marcante.
A escrita de Juliet mantem-se bela e cativante, apesar de alguns diálogos na recta final do livro parecerem precipitados e um pouco a “despachar”.
A Vidente de Sevenwaters é uma história de amor, coragem, altruísmo e aventura, onde a busca pela verdade e em fazer o que está certo, vai até às últimas consequências.
Por cá, ficamos a aguardar com alguma curiosidade, pelo desfecho desta nova trilogia. – Rita Verdial
RIP Hellboy
I've been planning this one for a long time. Well, sort of.
Almost from the beginning of Hellboy I knew that if the series went on long enough, I would eventually kill him. I didn't know exactly how or when, but I figured that when the time was right I'd know. I actually did kill him off in the middle of The Island, but it didn't take—it just wasn't quite his time yet.
When Hellboy quit the B.P.R.D. (at the end of Conqueror Worm) and ended up at the bottom of the ocean (The Third Wish), I could see we were headed in this direction. When Duncan came onboard to draw Darkness Calls, I told him I wanted him for a three-book arc and I knew the third book would end in Hellboy's death. I know back then I had a rough idea for the third book, but over the years its plot changed so many times—I'm sure Duncan must have heard me tell him half a dozen different versions of it over the years, and (I hope, for his sake) he must have just stopped listening after a while. I remember that at one point the Gruagach (the long-suffering pig-man) was going to become the major villain and he would be the one to kill Hellboy, but, as is so often the case, these characters don't always stick to the roads we make for them. Gruagach in particular took on a life (a very sad life) of his own, and the story sort of followed after him. I had to trust that he at least knew where he was going and it turned out that he did. When I asked Scott Allie (long-suffering editor) if I could have a couple extra pages for The Fury #3, it was so I could give Gruagach a proper exit. I just couldn't leave him hanging in that tree.
And speaking of hanging in a tree—that's probably where I'd have ended up if I'd tried to draw these last three books myself, so thank you, Duncan Fegredo. The simple truth is that Duncan is amazing. His storytelling is spot on, and he has a nearly inhuman ability to draw everything well. When I write for myself, I tend to avoid certain things, but with Duncan as artist I was free to write the story I wanted to write without worrying about how to draw Hellboy kissing a girl or what a helmet made of birds would look like. And, in my humble opinion, Duncan is one of the best artists working when it comes to giving characters real personality and emotion. I was spared writing a lot of awkward dialogue, because when Duncan draws two characters looking at each other, more often than not you can tell what they're thinking. I would say I'll miss writing for Duncan but, fortunately, I don't have to. While I will be taking over the ongoing Hellboy story line (I've always said that in my world, when characters die they just become more interesting) as both writer and artist, there are still a lot of untold stories from Hellboy's past—a simpler time when he didn't have to worry about being the Beast of the Apocalypse or king of England. Duncan's agreed to stick around and draw a bunch of those. I couldn't be happier.
And now I have to get back to the drawing table.
- Mike Mignola
Almost from the beginning of Hellboy I knew that if the series went on long enough, I would eventually kill him. I didn't know exactly how or when, but I figured that when the time was right I'd know. I actually did kill him off in the middle of The Island, but it didn't take—it just wasn't quite his time yet.
When Hellboy quit the B.P.R.D. (at the end of Conqueror Worm) and ended up at the bottom of the ocean (The Third Wish), I could see we were headed in this direction. When Duncan came onboard to draw Darkness Calls, I told him I wanted him for a three-book arc and I knew the third book would end in Hellboy's death. I know back then I had a rough idea for the third book, but over the years its plot changed so many times—I'm sure Duncan must have heard me tell him half a dozen different versions of it over the years, and (I hope, for his sake) he must have just stopped listening after a while. I remember that at one point the Gruagach (the long-suffering pig-man) was going to become the major villain and he would be the one to kill Hellboy, but, as is so often the case, these characters don't always stick to the roads we make for them. Gruagach in particular took on a life (a very sad life) of his own, and the story sort of followed after him. I had to trust that he at least knew where he was going and it turned out that he did. When I asked Scott Allie (long-suffering editor) if I could have a couple extra pages for The Fury #3, it was so I could give Gruagach a proper exit. I just couldn't leave him hanging in that tree.
And speaking of hanging in a tree—that's probably where I'd have ended up if I'd tried to draw these last three books myself, so thank you, Duncan Fegredo. The simple truth is that Duncan is amazing. His storytelling is spot on, and he has a nearly inhuman ability to draw everything well. When I write for myself, I tend to avoid certain things, but with Duncan as artist I was free to write the story I wanted to write without worrying about how to draw Hellboy kissing a girl or what a helmet made of birds would look like. And, in my humble opinion, Duncan is one of the best artists working when it comes to giving characters real personality and emotion. I was spared writing a lot of awkward dialogue, because when Duncan draws two characters looking at each other, more often than not you can tell what they're thinking. I would say I'll miss writing for Duncan but, fortunately, I don't have to. While I will be taking over the ongoing Hellboy story line (I've always said that in my world, when characters die they just become more interesting) as both writer and artist, there are still a lot of untold stories from Hellboy's past—a simpler time when he didn't have to worry about being the Beast of the Apocalypse or king of England. Duncan's agreed to stick around and draw a bunch of those. I couldn't be happier.
And now I have to get back to the drawing table.
- Mike Mignola
Biografia
BD
• Hellboy: Seed of Destruction (October 1994)
• Hellboy: Wake the Devil (May 1997)
• Hellboy: The Chained Coffin and Others (August 1998)
• Hellboy: The Right Hand of Doom (April 2000)
• Hellboy: Conqueror Worm (February 2002)
• Hellboy: Strange Places (April 2006)
• Hellboy: The Troll Witch and Others (November 2007)
• Hellboy: Darkness Calls (May 2008)
• Hellboy: The Wild Hunt (March 2010)
• Hellboy: The Crooked Man and Others (June 2010)
• Hellboy: The Bride of Hell and Others (October 2011)
Romances e Antologias
• Hellboy: The Lost Army (1997)
• Hellboy: Odd Jobs (1999)
• Hellboy: The Bones of Giants (2001)
• Hellboy: Odder Jobs (2004)
• Hellboy: On Earth As It Is In Hell (2005)
• Hellboy: Unnatural Selection (2006)
• Hellboy: The God Machine (written 2006)
• Hellboy: The Dragon Pool (2007)
• Hellboy: Emerald Hell (2008)
• Hellboy: The All-Seeing Eye (2008)
• Hellboy: Oddest Jobs (2008)
• Hellboy: The Fire Wolves (2009)
• Hellboy: The Ice Wolves (2009)
11.8.11
Planeta – rentrée literária
O Princípe da Neblina - Carlos Ruiz Záfon
Nas livrarias em Setembro/Outubro
Considerado uma das maiores revelações literárias dos últimos anos, o novo romance a ser editado em Portugal deste autor bestseller, decorre numa aldeia da costa sul inglesa durante o Verão de 1943. Três jovens terão de enfrentar um diabólico personagem capaz de tornar realidade todos os desejos em troca de um elevado preço.
A Torre de Vigia - Ana Maria Matute
Nas livrarias em Outubro
Depois de Paraíso Inabitado, chega agora o primeiro romance de uma trilogia medieval desta prestigiada escritora catalã de 86 anos, vencedora do Prémio Cervantes 2010.
Este é um romance peculiar, narrado na primeira pessoa e situado num mítico reino medieval, mágico e sensual. A descoberta do mundo e dos seus conflitos, a memória, o desejo e a dificuldade em firmar as relações da infância na adolescência marcaram os anos do jovem herói, um prisioneiro num mundo onde tudo é governado por instintos primitivos, como o amor, ódio, violência, solidão, crueldade e nostalgia. Um retrato alternativo de um universo inquietante e misterioso e, ao mesmo tempo, selvagem e apaixonado.
O que sei dos homenzinhos - Juan José Millás
Nas livrarias em Novembro
A história é profunda e reveladora: a rotina diária de um professor universitário é perturbada pelo aparecimento de réplicas perfeitas em miniatura de seres humanos que se movem com facilidade através do mundo dos homens.
Um dia, um desses homens, criados à imagem do professor, procura estabelecer uma ligação especial com ele concedendo-lhe desejos. Neste livro, o professor narra o último destes secretos encontros, que é também o mais intenso e perigoso, assim como descobre onde vivem, que hábitos têm e a sua vida sem inibições torna-se o seu pior pesadelo.
Tormento - Lauren Kate
Nas livrarias em Outubro
O segundo volume de uma tetralogia romântica e sobrenatural de Lauren Kate, iniciada com Anjo Caído (ler crítica).
Neste segundo livro Lucinda tem como certo que ela e Daniel estão destinados a ficar juntos para sempre. No entanto, são forçados a separar-se, numa tentativa desesperada de salvar Luce. Quando começa a descobrir mais sobre as suas vidas passadas, Luce começa a suspeitar que Daniel está a esconder algo.
Halo - Alexandra Adornetto
Nas livrarias em Novembro
A história tem como pano de fundo o sobrenatural. Três anjos, Gabriel, Ivy e Bethany foram enviados pelo Céu, para travar as forças do mal que se estão a instalar nos sentimentos dos seres humanos. A missão parece fácil, mas tudo pode acontecer quando um anjo não sabe viver pelos padrões humanos e pior ainda se apaixona por um humano.
NOTA: Os textos são da autoria da Planeta. As capas são as das edições estrangeiras.
10.8.11
Crítica: O Terror (volume 2)
Título original: The Terror (2007)
"O terror não vai acabar"
A Saída de Emergência publicou o segundo volume de O Terror, de autoria de Dan Simmons, num curto espaço de tempo, o que não levou os leitores que ficaram agarrados à primeira parte e não desesperarem com a chegada da conclusão desta trama intrigante.
Se o primeiro volume (ler crítica) ficou marcado pelo medo do desconhecido, pelo aparecimento de uma criatura fantástica e ainda pelo aparecimento dos instintos de sobrevivência, esta segunda parte não só pega nos ingredientes anteriores como ainda desenvolve um novo que fará surgir momentos macabros: o desenvolvimento de conflitos onde os meios parecem justificar os fins.
"Seria de pensar que um monstro verdadeiro fosse suficiente para cada expedição árctica"
Os homens que resistem ao frio do árctico, à má nutrição e às doenças que se alastram pela tripulação, recebem ordens para abandonar Terror e Erebus, afinal, as hipóteses de ajuda surgir são mínimas. Crozier vê nesta medida a possibilidade de encontrar água livres, após uma longa viagem pela inóspita Ilha do Rei Guilherme. Os homens transportam consigo pequenas embarcações, assim como a ração possível, tendas que se revelam insuficientes na tarefa de afastar o frio e a humidade e, ao longo do caminho, encontram uma nova carga: homens feridos e moribundos.
Numa narrativa escrita de forma intensa e arrepiante, o leitor acompanha esta jornada desesperante através do ponto de vista de diferentes personagens. Se por um lado é conhecida a estratégia de Crozier, que mantém a esperança de uma solução que leve o maior número de homens de regresso a casa, por outro temos Goodsir, o último médico, que no seu diário escreve, com aflição, os seus dilemas morais ao mesmo tempo que expõe as condições de saúde da tripulação, deixando o leitor perceber a deterioração das condições de saúde. Para além destas duas personagens que surgem de forma mais central, surgem ainda outras que parecem representar a moralidade e os bons valores assim como a loucura e sede de poder que levam a ultrapassar limites.
Os segredos que ficaram por conhecer foram desvendados, nomeadamente a origem do monstro aterrorizador que mata indiscriminadamente, assim como a razão de a jovem Silêncio não possuir língua e o porquê dos seus estranhos comportamentos. Estas explicações surgem dentro da revelação das crenças e lendas dos nativos, o que permite um conhecimento do mito da criação daquele povo.
Dan Simmons não é um autor que apenas se preocupa em criar uma história onde impera a sensação de terror iminente. O leitor apercebe-se do trabalho de investigação inerente, assim como da grande capacidade de explorar a natureza humana, tanto nas suas forças como fraquezas, o que se torna fundamental na tarefa de agarrar na leitura.
O primeiro volume prometeu e o segundo cumpriu. Este é um grande romance histórico envolto num clima de medo e mistério constantes. Uma obra que, apesar das polémicas acerca da sua divisão, vai fazer as delícias dos amantes de uma boa história de terror. – Cláudia Sérgio
Autor: Dan Simmons
Tradução: Ester Cortegano
Editora: Edições Saída de Emergência (2011)
Tradução: Ester Cortegano
Editora: Edições Saída de Emergência (2011)
"O terror não vai acabar"
A Saída de Emergência publicou o segundo volume de O Terror, de autoria de Dan Simmons, num curto espaço de tempo, o que não levou os leitores que ficaram agarrados à primeira parte e não desesperarem com a chegada da conclusão desta trama intrigante.
Se o primeiro volume (ler crítica) ficou marcado pelo medo do desconhecido, pelo aparecimento de uma criatura fantástica e ainda pelo aparecimento dos instintos de sobrevivência, esta segunda parte não só pega nos ingredientes anteriores como ainda desenvolve um novo que fará surgir momentos macabros: o desenvolvimento de conflitos onde os meios parecem justificar os fins.
"Seria de pensar que um monstro verdadeiro fosse suficiente para cada expedição árctica"
Os homens que resistem ao frio do árctico, à má nutrição e às doenças que se alastram pela tripulação, recebem ordens para abandonar Terror e Erebus, afinal, as hipóteses de ajuda surgir são mínimas. Crozier vê nesta medida a possibilidade de encontrar água livres, após uma longa viagem pela inóspita Ilha do Rei Guilherme. Os homens transportam consigo pequenas embarcações, assim como a ração possível, tendas que se revelam insuficientes na tarefa de afastar o frio e a humidade e, ao longo do caminho, encontram uma nova carga: homens feridos e moribundos.
Numa narrativa escrita de forma intensa e arrepiante, o leitor acompanha esta jornada desesperante através do ponto de vista de diferentes personagens. Se por um lado é conhecida a estratégia de Crozier, que mantém a esperança de uma solução que leve o maior número de homens de regresso a casa, por outro temos Goodsir, o último médico, que no seu diário escreve, com aflição, os seus dilemas morais ao mesmo tempo que expõe as condições de saúde da tripulação, deixando o leitor perceber a deterioração das condições de saúde. Para além destas duas personagens que surgem de forma mais central, surgem ainda outras que parecem representar a moralidade e os bons valores assim como a loucura e sede de poder que levam a ultrapassar limites.
Os segredos que ficaram por conhecer foram desvendados, nomeadamente a origem do monstro aterrorizador que mata indiscriminadamente, assim como a razão de a jovem Silêncio não possuir língua e o porquê dos seus estranhos comportamentos. Estas explicações surgem dentro da revelação das crenças e lendas dos nativos, o que permite um conhecimento do mito da criação daquele povo.
Dan Simmons não é um autor que apenas se preocupa em criar uma história onde impera a sensação de terror iminente. O leitor apercebe-se do trabalho de investigação inerente, assim como da grande capacidade de explorar a natureza humana, tanto nas suas forças como fraquezas, o que se torna fundamental na tarefa de agarrar na leitura.
O primeiro volume prometeu e o segundo cumpriu. Este é um grande romance histórico envolto num clima de medo e mistério constantes. Uma obra que, apesar das polémicas acerca da sua divisão, vai fazer as delícias dos amantes de uma boa história de terror. – Cláudia Sérgio
Do mesmo autor:
O Terror (volume 1)
A Canção de Kali
9.8.11
Novo livro de Raphael Draccon
Depois da Gailivro, que publicou Espíritos de Gelo na colecção Mitos Urbanos (ler crítica), é a Livros D’Hoje quem volta a apostar no autor brasileiro. Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas, chega às livrarias a partir de 16 de Agosto. O preço é de 16 euros.
“Pode dizer-se que, em Dragões de Éter, Raphael Dracon parte de uma simples questão para dar vida aos seus personagens: o que aconteceu depois? O que aconteceu ao Capuchinho Vermelho depois do caçador ter matado o lobo? E ao caçador? Teriam João e Maria realmente conseguido matar a bruxa? E qual foi a reacção dos seus pais quando voltaram para casa? Teve a princesa realmente coragem de beijar o príncipe que se transformou num sapo? E o que fizeram os anões depois de a Branca de Neve ter encontrado o seu príncipe? Quem é que, depois de ler os sempre eternos contos de fadas, não se questionou a esse respeito?
De uma maneira dinâmica, Dragões de Éter narra a história do que teria acontecido depois desses contos chegarem ao fim sem perder a perspectiva da eterna luta entre o bem e o mal. O autor reúne todos estes personagens (e muitos outros) no Reino de Arzallum, muitos deles vivem em Andreanne, a capital do Reino. Arzallum fica em Nova Ether, um mundo que fora assolado pela magia negra praticada por bruxas que se desviaram do caminho do bem.”
6.8.11
Trailers: Hell

Tim Fehlbaum
Alemanha, Suíça
IMDb

Num planeta consumido pelo Sol, um grupo de sobreviventes embarca numa viajem para as montanhas. Os rumores dizem que aqui ainda é possível encontrar água. Contudo, é uma viajem longa e muito perigosa… – Rui Baptista
Trailers: Resurrect Dead: The Mystery of the Toynbee Tiles

Jon Foy
Estados Unidos
Site oficial
IMDb
Um mistério com mais de 20 anos, explorado num documentário bastante curioso.
Trailers: The Darkest Hour
Trailers: Invasion of Alien Bikini

Young-doo Oh
Coreia do Sul
IMDb
Young-gun salva uma jovem mulher de um grupo de assaltantes e leva-a para sua casa. Contudo, a jovem é um alien esperma para reproduzir, porém, Young-gun fez um voto de castidade em que se manteria virgem até ao casamento. A jovem alien vê-se então obrigada a tomar outras medidas… – Rui Baptista
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