Escrito e realizado por Kevin Smith (Clerks, Dogma), Red State causou grande impacto nos festivais Sundance e Fantasia. Vendo o trailer facilmente se percebe porquê.
Certamente um dos melhores filmes de terror de 2011. – Rui Baptista
Uma comédia de terror e fantasia que junta actores como Ryan Kwanten (True Blood), Steve Zahn (Strange Wilderness), Summer Glau (Serenity) e Peter Dinklage (Game Of Thrones), só pode ser um filme a não perder. Esperemos que as distribuidoras nacionais partilhem da mesma opinião. – Rui Baptista
Baseado no romance homónimo de Jack Ketchum, The Woman é um dos filmes mais controversos de 2011. Um filme que devia ser “queimado e nunca mais visto!” (ver terceiro vídeo)
Com argumento de Ketchum e de McKee, a história centra-se agora na última sobrevivente de um clã de canibais que aterrorizou uma cidade do Maine, Estados Unidos. Enquanto vagueia pelos bosques, é perseguida por um caçador local que afirma conseguir capturá-la e “civiliza-la”. Algo que acaba por conseguir fazer. Mas…
Segundo o realizador o filme “É pensado para suscitar sentimentos de medo, choque, nervosismo, terror, ansiedade e repugnância. É pensado para que o espectador questione o que é ser civilizado, o que é ser indomável e o que tudo isso invoca. Num nível superficial, o filme vai fazê-lo saltar, tremer e, para os mais sensíveis, pode inclusive causar náuseas. Vai fazer com que questione as minhas intenções em fazer o filme, bem como o seu desejo em vê-lo.”
The Woman vai estar em exibição no MOTELx 2011. – Rui Baptista
Primeiro volume da Trilogia das Planícies Geladas, de R. A. Salvatore, chega já 5 de Agosto às livrarias portuguesas. Fragmento de Cristal dá continuidade às aventuras iniciadas na Trilogia do Elfo Negro: Pátria, Exílio, Refúgio. O preço é de 18.85€.
“Drizzt instalou-se nas cidades isoladas e fustigadas pelo vento das Planícies Geladas. É lá que encontra o jovem bárbaro de nome Wulfgar, capturado num raide e salvo pelo anão Bruenor em troca de cinco anos de serviço. Com a ajuda de Drizzt, Wulfgar cresce para se tornar num guerreiro poderoso e num homem com o coração generoso de um anão, os instintos apurados de um bárbaro e a alma corajosa de um herói.
Mas tantas virtudes podem não ser suficientes para derrotarem o poder demoníaco de Crenshinibon, o lendário Fragmento de Cristal. E só Drizzt, esse estranho surgido das trevas, temido por todos e respeitado por uns poucos que o conhecem, poderá alterar o destino de todo o norte gelado.”
Criador da premiada série de bd Fables (Vertigo), Bill Willingham anunciou durante a última Comic-Con International em San Diego, Estados Unidos, que a Vertigo vai lançar a nova série, Faireste, em inícios do próximo ano.
Numa entrevista à Newsarama, Willingham contou que nova série visa colmatar a ausência de outras histórias mais “pessoais”, das várias personagens que habitam em Fabletown, sobretudo as femininas.
Outra das razões, prende-se com o grande número de argumentistas que pretendem entrar no mundo de Fables. Contudo, Willingham explicou que vão ser muito selectivos.
A primeira história de Fairest, com argumento de Bill Willingham e ilustrações de Phil Jimenez, vai dar continuidade aos acontecimentos que irão ocorrer em Fables #107, envolvendo Sleeping Beauty.
Segue-se depois uma história em torno de Rapunzel, escrita por Lauren Beukes – vencedora do Arthur C. Clarke Award com o romance Zoo City. A história irá girar. As ilustrações serão da autoria de Inaki Miranda
A terceira mini-série de Cinderella que estava a ser preparada, com argumento de Chris Roberson e arte de Shawn McManus, vai agora integrar também a série Fairest.
Autor: Matt Haig Tradutor: José Luís Luna Editora: Bertrand Editora (2011)
A família Radley é uma família como tantas outras. Habitantes da aldeia de Bishopthorpe, estão bem integrados naquela comunidade: o pai, Peter, é um prestigiado médico, a mãe, Helen, uma dona de casa empenhada e os filhos, Rowan e Clara frequentam a escola local. Como todas as famílias, têm os seus pontos altos e os seus problemas, mas enquanto os seus vizinhos guardam segredos comuns, os Radley escondem uma natureza que nunca pode ser revelada, nem mesmo aos seus filhos, de forma a garantir a segurança geral. Peter e Helen são um casal de vampiros que teve… filhos vampiros.
De forma a levarem uma vida normal e abstinente de sangue, escolheram aquela pitoresca aldeia para viver e educar Rowan e Clara. Os dois jovens vivem os problemas comuns da adolescência: Rowan quer ser aceite pelos seus pares, defrontar os rufias que lhe fazem a vida negra e conquistar a bela Eve, apesar de nunca conseguir dizer-lhe mais do que meia dúzia de palavras; Clara quer marcar a diferença, salvar o mundo mas sem nunca sair da sua zona de conforto. Como todos os jovens, sentem-se diferentes dos outros, mas o que eles não sabem é que realmente o são.
Peter e Helen são um casal conformado com a sua situação e com uma relação desgastada. Um casal que renegou os seus desejos para proteger os que amam. Helen é uma mulher que precisa de seguir um plano para se sentir segura, enquanto Peter sente-se infeliz com aquela relação e com o seu trabalho na clínica. Fizeram sempre de tudo para colmatar a falta de sangue nos sistemas dos seus filhos, com dietas à base de carnes frescas que, apesar de tudo, os deixam meio atordoados e com um aspecto adoentado.
Quando Clara é atacada numa festa, segue os instintos que nunca pensou ter e solta a sua verdadeira natureza. Os pais, em pânico, sabem que não podem mais esconder quem são e, num acto de desespero, pedem ajuda à última pessoa que deviam contactar.
A Família Radley é um delicioso drama doméstico. O leitor acompanha os quatro elementos da família e ainda alguns dos vizinhos mais relevantes para a trama, de forma a conhecer todos os seus passos e conflitos. Desta forma, o autor apresenta uma visão completa de uma estrutura familiar, que, apesar de ser composta por vampiros, não deixa de ser tão semelhante a tantas outras. É importante ter em conta que aqui, os vampiros são seres mortais com capacidades de reprodução, cuja única diferença é a alimentação e os poderes que surgem através de uma dieta à base de sangue.
A leitura é fluida, rápida, inteligente e consegue agarrar o leitor desde o início, com elementos fantásticos, uma boa carga de acção, horror e pitadas de romance e humor. Os diálogos estão bem conseguidos e adaptam-se à faixa etária e educação das personagens em questão. Os comentários entre irmãos conseguem fazer o leitor sorrir ao rever a tão comum relação de amor/ódio.
O livro fica enriquecido com as passagens do “Manual do Abstinente” (criado pelo autor), que revela de forma mais concreta as dificuldades que os vampiros que não se alimentam com sangue passam, a fazer lembrar um livro contra as dependências de humanas. Contudo, aqui não se trata de um simples vício, mas de um instinto mais forte do que a própria vontade que provém da própria natureza.
Mais do que um livro sobre vampiros, é um livro sobre uma família, constituída por pessoas reais, com problemas normais, mas que, apesar de tudo, são capazes de qualquer coisa para se protegerem e manterem unidos. Uma boa leitura.
Matt Haig é um escritor e jornalista britânico que colaborou com publicações de renome, como The Guardian, The Sunday Times e The Independent. Entrou no mundo da literatura em 2005, com The Last Family in England, sendo A Família Radley a sua última obra publicada, até à data. – Cláudia Sérgio
Nota: Já foi anunciada a adaptação cinematográfica desta obra pelas mãos de Alfonso Cuarón, o realizador de Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban.
Autor: Tim Kring e Dale Peck Tradutor: Pedro Garcia Rosado Editora: Gailivro (2011)
“Os tipos que escrevem ficção científica sempre souberam que o bem e o mal não se excluem mutuamente. Quanto mais lutarem mais essas forças adversárias se parecerão uma com a outra.”
Tim Kring não é propriamente um nome desconhecido, afinal é o criador de Heroes, uma conhecida série onde pessoas aparentemente comuns percebem que tem capacidades extraordinárias. Tim juntou-se ao escritor Dale Peck e juntos escreveram um livro de ficção científica. Exploram uma teoria da conspiração envolta em romance que tenta explicar a morte de John F. Kennedy (mas não numa forma realista, como é evidente).
A Viagem começa em 2012, quando uma figura humana feita de fogo surge durante poucos segundos no céu. São muitas as testemunhas que presenciam este estranho acontecimento que parece não ter qualquer ligação com o que aí vem. Mas tem, não se assustem com o início da leitura parecer não ter sentido, porque tem.
A acção principal desenrola-se no ano de 1963. O leitor fica a conhecer Chandler Forrestal, um homem que não se desliga da vida de estudante universitário que, certa noite, é seduzido pela bela Nazanin Haverman. O que Chandler não sabe é que em vez de estar a ser conduzido para uma noite de luxúria fugaz, está a ser levado para dentro do Projecto Orfeu, onde prostitutas recrutadas pela CIA fornecem aos seus clientes uma droga experimental. Os efeitos desta droga são filmados e analisados por um terceiro que permanece oculto durante todo o processo e os cientistas procuram, desta forma, encontrar a mistura certa para aumentar as funcionalidades da mente humana que permitiriam a telepatia.
Quando Chandler e Nazanin percebem que algo de errado está acontecer, fogem e são perseguidos pelo perigoso e misterioso Melchior. No meio desta perseguição surge BC Querrey que se vê envolvido na trama ao tentar proteger o seu país. E o que tem tudo isto a ver com o assassinato do trigésimo quinto presidente dos Estados Unidos da América? Melchior explica:
“Agora, como achas que as pessoas reagiriam se descobrissem que, ponto um, o presidente tem uma namorada clandestina e, que, ponto dois, a rapariga está a fornecer-lhe uma droga que tem o potencial de tornar o líder do mundo livre susceptível ao controlo da mente e que, ponto três, esta droga está a ser testada pela CIA, organização que por acaso montou em Cuba há poucos anos uma pequena guerra privada que quase deu origem à Terceira Guerra Mundial?”
Os autores exploram o ambiente da Guerra Fria, o medo do comunismo da ex-URSS, a questão dos mísseis de Cuba, tudo isto, envolto no clima de espionagem adjacente, às lutas contra o racismo, ao medo constante daquilo que é diferente, às desconfianças existentes entre liberais e republicanos e aos conceitos hippies da paz e do amor. Esta atmosfera é, sem dúvida, um dos pontos mais fortes de A Viagem.
As personagens parecem sempre saber mais do que aquilo que expressam e cada uma tem os seus próprios objectivos que tentam ver concretizados a todo o custo. Contudo, a trama tem muita informação que pode tornar a leitura um pouco confusa ou fazer com que o leitor não sinta uma grande ligação com a narrativa. Não são apenas os factos históricos e mitológicos que podem ou não ser do conhecimento de todos, mas todos os novos conceitos podem não ser facilmente compreendidos e considerados aborrecidos.
Quem aprecia mitologia grega vai gostar do paralelismo entre o mito de Orfeu, os efeitos do LSD e a relação entre as duas personagens mais afectadas. Também vai ser vivido um amor improvável e vai ser necessário existir uma descida aos infernos para resgatar aquilo que parece estar perdido para sempre. Desta forma percebe-se a inspiração para o homem em chamas e para as descrições de alguns efeitos da droga.
Não é um livro destinado a um público geral, mas sim a quem aprecia teorias da conspiração e histórias de ficção científica, ou, até mesmo, aos apreciadores de Heroes, que querem conhecer mais do trabalho de Kring. – Cláudia Sérgio
Autor: Laurell K. Hamilton Tradutor: Leonor Bizarro Marques Editora: Gailivro (2011)
Prazeres Inconfessos é o primeiro livro de uma colecção que já atingiu os 20 volumes, de autoria de Laurell K. Hamilton. A autora apresenta um mundo alternativo, onde vampiros, lobisomens e outras criaturas sobrenaturais coexistem com humanos. Esta ideia pode fazer lembrar a série de Sookie Stackhouse criada por Charlaine Harris – editada em Portugal pela Saída de emergência – e popularizadas pela série televisiva True Blood, mas é necessário ter em conta que Hamilton escreveu o primeiro livro desta colecção oito anos antes de Harris.
Neste primeiro livro, o leitor fica a conhecer a heroína Anita Blake, uma mulher de personalidade forte e com uma profissão muito peculiar.
“Antes de mais sou uma animadora. Caçar vampiros é… uma actividade paralela”
Anita é uma humana, com estranhas capacidades. Além de ajudar as autoridades a apanhar vampiros que atentam contra a vida humana, ainda é capaz de convocar ou desconvocar os mortos. Sim, estou a falar de zombies, e sim, é isso que significa ser “animadora”.
A trama inicia-se quando Anita é convidada para a despedida de solteira de uma das suas poucas amigas. Pouco dada a momentos de divertimento nocturno, a caçadora aceita sair, sem desconfiar que a noite pode não correr como imaginava. Contra a sua vontade, é levada para o Prazeres Inconfessos, um clube de strip de vampiros que pertence a Jean-Claude, um dos poucos mestres da cidade.
A animadora vai ser apanhada numa armadilha preparada pela vampira mais antiga da cidade, para a obrigar a ajudar numa investigação. Para defender a vida de inocentes, a jovem não consegue recusar e inicia uma aventura para ajudar seres que despreza.
Aquele que parece ser mais um romance paranormal igual a tantos outros que surgem no mercado, revela-se uma boa surpresa. Uma heroína que está focada nos seus valores e na concretização dos seus objectivos e, por isso, coloca os seus desejos e sentimentos de parte para um bem maior. A capa desta edição pode enganar um pouco o leitor e dar a ideia que o ponto principal da narrativa envolve um romance, mas não é isso que acontece, pelo menos com este primeiro livro da série.
Com uma escrita simples, Hamilton oferece ao leitor descrições precisas e momentos de humor negro que enriquecem a narrativa.
“É difícil usar uma arma em St. Louis no verão (…) Se usarmos um casaco para cobrir a arma derretemos de calor e se guardamos a arma na mala de mão, somos mortas, porque nenhuma mulher consegue encontrar nada dentro da mala, em menos de doze minutos. É uma regra.”
Laurell K. Hamilton apresenta uma história cheia de acção, mistério, muita sedução e uma heroína que consegue marcar a diferença. Contudo, esta série poderá ter sido mais marcante na época em que foi lançada, uma vez que o mercado literário já possui outros bons exemplos de livros que são facilmente comparáveis a este.
Prazeres Inconfessos é uma leitura agradável, para quem gosta da junção do género policial com o fantástico e de heroínas distintas, com questões morais pertinentes e capacidade de alterar alguns das suas ideias mais vincadas. – Cláudia Sérgio
Apesar de apenas ter realizado três longas-metragens (Cabin Fever, Hostel, Hostel: Part II), Eli Roth colaborou também em inúmeros projectos, como Inglourious Basterds e Death Proof, ambos dirigidos por Quentin Tarantino. E inegável é o entusiasmo que dedica a todos os projectos em que se vê envolvido.
Roth é um dos convidados especiais do MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que decorre nos dias 7 a 11 de Setembro, no cinema São Jorge em Lisboa. Uma excelente oportunidade para conhecer um dos mais importantes cineastas do cinema de terror contemporâneo.
Mas há muito mais para ver o MOTELx. Do que foi já divulgado, destacamos Burke and Hare, de John Landis, The Ward, de John Carpenter e The Woman, de Lucky McKee.
Apesar do excelente trabalho de Sam Raimi, a Sonny decidiu avançar com um reboot. As razões para tal, não se prendem com as habituais desculpas de “actualizar para as novas gerações…”, afinal apenas passaram nove anos desde a estreia da versão de Raimi. Contudo é pouco provável que todos os porquês de tal decisão.
Seja como for, aí está o teaser oficial do novo homem aranha. Agora teremos que esperar um ano para saber como se saiu Andrew Garfield no lugar de Tobey Maguire, o anterior homem aranha. – Rui Baptista
Recuperamos este trabalho de 2008, pois segundo noticiou o site Twitch, o mesmo mais ser adaptado para o cinema. Andres Muschietti volta a assumir a direcção e Guillermo Del Toro vai ser um dos produtores. Jessica Chastain (Tree of Life) vai assumir o papel de protagonista.
Sem revelarmos nada da história, deixamos-vos então com esta (fantástica) curta-metragem de terror. – Rui Baptista
Apesar de ser considerado como um dos melhores filmes de terror de sempre, tal distinção não impediu a Strike Entertainment de fazer o remake do remake de John Carpentar, de 1982.
Agora sob a direcção de Matthijs van Heijningen Jr., a história mantém-se a mesma: um grupo de cientistas luta pelas suas vidas contra um ser alienígena encontrado na Antárctida. Mary Elizabeth Winstead (Scott Pilgrim vs. the World) assume papel de protagonista.
Deixamo-vos com os trailers das três versões: The Thing (2011), The thing (1982), The Thing from Another World (1952). – Rui Baptista
Argumento: Vários Arte: Vários Editora: Vertigo (2011)
Oito histórias de oito páginas cada, cuja imaginação de grandes argumentistas, levou a “escrever” no campo do terror e da ficção científica.
A DC recupera assim a tradição iniciada nos anos 50 (e repetida em 1999). Tradição da qual nasceram personagens míticas como Deadman e Animal Man. E a esta lista junta-se agora Spaceman, criado por Brian Azzarello e Eduardo Risso, a dupla responsável pela premiada série 100 Bullets. E a partir de Outubro, poderemos acompanhar as aventuras de Spaceman na série homónima a ser publicada também pela Vertigo.
Azzarello e Risso pouco revelam do seu novo trabalho. Tendo como cenário um mundo pós-apocaliptico, os autores apresentam-nos aquele que porventura será o único sobrevivente de 17 crianças alteradas geneticamente, num programa secreto da NASA. Sobrevivente com cara de poucos amigos…
Como vem sendo hábito nas antologias, Strange Adventures reúne igualmente um punhado de talentos, não só na área do argumento mas também do desenho, sem esquecer todos os outros envolvidos (inkers, coloristas…)
Assim, podemos encontrar Ultra, um ser que alberga a consciência de quatro aliens, como se fossem só uma (Ultra the Multi-Alien). Trabalho é da autoria de Jeff Lemire, o criador da série Sweet Tooth.
Outro conto bastante estranho, passe a redundância, é o de Ross Campbell, Refuse. O autor explora a simbiose entre uma jovem mulher que sofre de síndrome de Diógenes e um ser que lhe está a crescer na zona lombar…
Talia Hershewe e Juan Bobillo (The White Room) e Peter Milligan e Sylvain Savoia (Partners) exploram também as relações, mas agora entre humanos. Duas histórias que podiam bem figurar na fantástica série The Twilight Zone, como aliás todas podiam: Case 21, de Selwyn Hinds e Denys Cowan, A 'True Tale' From Saucer Country, de Paul Cornell e Goran Sudzuka, All the Pretty Ponies, de Lauren Beukes e Inaki Miranda e Postmodern Prometheus, de Kevin Colden.
Infelizmente Strange Adventures é apenas um número único. Não deixa contudo, de ser uma excelente oportunidade alguns dos talentos mais promissores da actualidade.
E se Strange Adventures conseguiu suscitar o vosso interesse, então valerá a pena procurar as antologias Weird Western Tales e Weird War Tales. Não irão arrepender-se. – Rui Baptista
Autor: Andrzej Sapkowski Tradutor (do francês): Carlos Correia Monteiro de Oliveira Editora:Editorial Presença (2011)
“Que época mais podre! Quem teria pensado, ainda há vinte anos, mesmo estando embriagado, que um dia existiriam profissões como a de bruxo? Os bruxos!”
Andrzej Sapkowski, nascido na Polónia, rompeu com alguns estereótipos da literatura fantástica e criou um fenómeno na Europa de Leste, através das suas aventuras de inspiração eslava conduzidas por um herói pouco convencional – não esquecer que a primeira publicação data do início dos anos 90 do século XX.
Geralt de Rivia é um bruxo. Sempre a viajar, a sua presença nunca passa despercebida, afinal os seus cabelos brancos, o seu olhar penetrante que vê perfeitamente no escuro e a sua postura arrogante, suscitam o medo e o fascínio. Num mundo medieval, composto por grandes terras senhoriais habitadas por nobres poderosos e população ignorante, o preconceito é uma constante em todas as terras por onde Geralt passa. A sua profissão não é vista com bons olhos, afinal, ele percorre as terras à procura de monstros e seres sobrenaturais que possa aniquilar a troco de uma compensação monetária.
"É um feiticeiro a soldo. Um saltimbanco que opera em troca de um punhado de moedas de prata. Um capricho da natureza. Um atentado aos direitos humanos e divinos. Seres como ele deviam ser queimados."
Mas o bruxo de Rivia não é o ser impiedoso que todos imaginam. O seu treino e as suas viagens levaram-no a perceber que os seres não estão limitados à condição de “bom” ou “mau”. Ele entende que estas podem coexistir em qualquer ser, independentemente da sua origem ou aspecto físico, analisa cada caso isoladamente e age conforme os seus valores, apesar de, aparentemente, ser um homem frio e calculista.
O Último Desejo é um livro composto por seis episódios unidos por um outro que é contado no início de cada nova aventura. Cada episódio apresenta seres sobrenaturais diferentes, assim como capacidades de resolução e mensagens distintas. Sendo assim, o leitor vai encontrar princesas encantadas, feiticeiros assassinos, rainhas calculistas, monstros com capacidade de amar, deidades misteriosas, entre outros. Ah! Mas é importante saber que aquilo que parece nem sempre corresponde ao que realmente é, afinal, como o próprio autor afirma, para ele “o normal é serem as princesas a assaltar os caminhos...”
Ao longo destas pequenas narrativas, é possível verificar referências a contos tradicionais bem conhecidos, tais como a Branca de Neve e os Sete Anões, dos alemães irmãos Grimm, Cinderela, cuja versão mais conhecida é atribuída ao francês Charles Perrault e A Bela e o Monstro, cuja primeira versão foi publicada pela francesa Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve. Este factor provoca proximidade com o leitor, apesar de poderem surgir de formas pouco convencionais.
O facto de se tratar de um livro composto por pequenas narrativas, pode desagradar alguns leitores que procuram tramas mais longas onde seja possível verificar uma intriga mais complexa. Por outro lado, estes pequenos episódios estão bem intrincados e tornam a leitura rápida e composta por pequenos momentos curiosos.
Hoje em dia já existem publicações dentro do género, com heróis que quebram os estereótipos da modernidade e resoluções de um protagonista que deseja reencontrar aquilo que o torna humano. O Último Desejo revela-se uma leitura agradável, da qual os fãs do género fantástico vão gostar de efectuar, apesar de não marcar particularmente. – Cláudia Sérgio
Martin Freeman, David Tennant, Salma Hayek, Cutlass Liz, Hugh Grant, Jeremy Piven, Brendan Gleeson, Ashley Jensen, Imelda Staunton, são alguns dos nomes que compõem esta lista impressionante de actores, que emprestaram as suas vozes para o mais recente projecto dos estúdios Aardman.
Um divertido filme de pirata como só a Aardman poderia fazer. A estreia está marcada só para Março de 2012.
“Oh, For Fuck Sakes. Joe Dante is rolling in his grave and the motherfucker ain't dead yet.”
O comentário de Swarez, colaborador do site Twitch, é bastante emotivo e incisivo, ainda que pouco ou nada profissional… Depois de termos visto o trailer somos obrigados a partilhar do mesmo sentimento…
The Howling foi realizado por Joe Dante (Gremlins, Piranha) em 1981. Fizeram-se depois mais seis sequelas, sem grande relação com a obra de Dante, nem a mesma qualidade… – Rui Baptista
Autor: Scott Lynch Tradutor: Ana Mendes Lopes Editora: Saída de Emergência (2011)
Diz-se que o Espinho de Camorr é um espadachim imbatível, um ladrão mestre, um amigo dos pobres, um fantasma que atravessa paredes. De constituição franzina e quase incapaz de pegar numa espada, Locke Lamora é, para mal dos seus pecados, o afamado Espinho.
As suas melhores armas são a inteligência e manha à sua disposição. E embora seja verdade que Locke roube dos ricos (quem mais vale a pena roubar?), os pobres nunca vêem um tostão. Todos os ganhos destinam-se apenas a ele e ao seu bando de ladrões: os Cavalheiros Bastardos. O submundo caprichoso e colorido da antiga cidade de Camorr é o único lar que o bando conhece. Mas tudo vai mudar: uma guerra clandestina ameaça destruir a própria cidade e os jovens são lançados num jogo de assassinos e traidores onde terão de lutar desesperadamente pelas suas vidas.
Será que, desta vez, as mentiras de Locke Lamora serão suficientes?
As Mentiras de Locke Lamora é a obra de estreia do jovem autor norte-americano Scott Lynch, é também a primeira parte da saga Gentleman Bastard, com cinco livros já anunciados e uma prequela intitulada The Bastards and The knives.
Ao longo das quase 500 páginas do livro, o autor apresenta-nos de forma cristalina e detalhada, a vida difícil de um órfão das ruas de Camorr (uma cidade em muito semelhante a uma Veneza em pleno Renascimento, com os seus característicos canais e ilhas). Num tom apaixonado é descrito a vida e o crescimento dos indigentes da sociedade, passando por descrições do detalhado mundo tecido por Lynch (que nada deixa ao acaso, desde as hierarquias e ordens religiosas, ao intrincado sistema político que muitas vezes se entre-cruza com o submundo de uma cidade decadente).
Posso dizer, que há muito que não tinha o privilégio de encontrar uma obra dentro do género fantástico com a profundidade e intensidade do trabalho de Lynch. Nota-se claramente, ao virar de cada página, o cuidado do autor em tecer uma complexa teia de esquemas em torno da cidade de Camorr e das vidas conturbadas dos Cavalheiros Bastardos. Muitas vezes o leitor sente-se envolvido nas preocupações e problemas dos protagonistas, tentando arranjar formas de solucionar este ou aquele obstáculo mesmo depois de ter parado a leitura... Personagens empáticas, bem construídas, com problemas e dilemas reais permitem a fácil identificação.
As Mentiras de Locke Lamora é um livro que traz consigo a promessa de uma brilhante saga, povoada com as aventuras e desventuras do jovem órfão e o seu espírito inquebrável de sobrevivente. Lamora pode apenas contar com o seu instinto e inteligência, fazendo muitas vezes lembrar os protagonistas de Dickens, quanto à persistência e às tragédias que inundam o mundo dos Cavalheiros Bastardos.
É certamente um dos livros do ano, a não perder, e uma saga a acompanhar, com personagens marcantes.
Recentemente, Scott Lynch publicou no seu blog pessoal um artigo bastante íntimo e assertivo, que permite a leitores e aspirantes a escritores terem um vislumbre das mentes que dão novos mundos fantásticos ao nosso mundo tão cinzento. – Joana Neto Lima
“A mosca come a merda. A rã come a mosca. O corvo come a rã O Homem faz o que quer”
Alçapão é o primeiro romance de João Leal, livreiro que deixou o curso de Teologia incompleto. Este livro publicado pela Quetzal Editores, apresenta duas narrativas que apesar de estarem separadas no espaço temporal , possuem um elo de ligação que provocará mudança na história da humanidade.
Numa primeira parte é-nos apresentado Rodrigo, um pré-adolescente filho de pais pobres, mas com uma grande força interior. Quando uma desgraça se abate na sua família, Rodrigo é enviado para S. João, um orfanato dirigido por padres e com um código de sobrevivência violento, onde terá de aprender a utilizar os seus instintos e inteligência para resistir. Um segredo transmitido pelo pai é um dos poucos consolos do jovem, que não sabe do poder daquilo a que está a recorrer.
Quando um novo padre surge, Rodrigo desperta para s sensibilidade atingida através da música e dessa forma surge uma nova esperança. Mas como nem tudo acontece como o desejado, o jovem vai-se deparar com dificuldades, e até mesmo descobrir que certos assuntos do passado não ficaram resolvidos e apenas aguardam a oportunidade certa para regressarem.
O autor apresenta na segunda parte do seu romance, uma ilha flutuante que anda à deriva. Os seus habitantes acreditam ser os únicos sobreviventes do dilúvio, e veneram um deus que habita dentro de uma grande árvore. Numa pequena sociedade muito bem organizada, onde todos têm o seu papel, dois jovens questionam o que é inconveniente, e quando a oportunidade surge, partem na descoberta de outras realidades que provem que não são os últimos Homens.
João Leal possui uma grande imaginação e uma boa capacidade descritiva. Com muitas ideias interessantes e a apresentação de realidades directas e sem subterfúgios, a leitura torna-se compulsiva. O leitor é facilmente agarrado pela vontade de seguir o desenrolar dos acontecimentos, contudo, o facto de as duas partes serem tão distintas e com tantas noções novas, fica a sensação que alguns temas não foram suficientemente desenvolvidos.
Outro ponto que pode quebrar um pouco a leitura está relacionado com o terminar abrupto da primeira parte numa ocasião muito relevante. O leitor pode não conseguir adaptar rapidamente a o início mais lento e descritivo da segunda parte e aí surgir uma certa incompreensão para com os objectivos do autor.
Quando o leitor chega à revelação final, consegue finalmente compreender as intenções de João Leal, que numa ligação entre a beleza da fantasia, o horror dos segredos, as dificuldades da realidade e os mistérios da história apresenta a sua explicação para um acontecimento conhecido de todos.
Um livro muito interessante e um autor que vale a pena acompanhar. – Cláudia Sérgio
Depois da série Uglies e da trilogia Midnighters, a Vogais vai lançar uma nova trilogia. Leviatã, o primeiro volume, estará nas livrarias a partir de 21 de Julho. O Preço é de 15.99€. A presente edição conta ainda com ilustrações de Keith Thompson.
Sinopse
À beira da I Guerra Mundial, os países começam a preparar-se. Enquanto os austro-húngaros e os germânicos possuem máquinas de ferro a vapor munidas de armas (clankers), os darwinistas britânicos preparam as suas bestas resultantes do cruzamento de vários animais. O Leviatã é uma baleia-dirigível e o animal mais imponente que se pode ver nos céus da Europa.
Alek (Alekxander Ferdinand), príncipe do império Austro-Húngaro, está em fuga depois do seu próprio povo lhe ter virado as costas. Tudo o que tem é um marchador (uma máquina de guerra), com uma tripulação que lhe é leal.
Deryn (Deryn Sharp) é do povo, uma britânica disfarçada de rapaz que se alista na Força Aérea para lutar pela sua causa - enquanto tenta proteger o seu segredo a todo o custo.
No auge da guerra, os caminhos de Alek e Deryn acabam por se cruzar a bordo do Leviatã. São inimigos com tudo a perder, mas na verdade estão destinados a viver juntos uma aventura que vai mudar a vida de ambos para sempre.
É uma das melhores antologias levadas ao grande ecrã, mas também uma das melhores, senão a melhor e mais sincera homenagem à EC Comics, uma editora de banda desenhada norte-americana fundada em 1944. Os responsáveis? Nada mais nada menos que dois mestres do horror: George A. Romero, que dirigiu o filme, e Stephen King, que escreveu o argumento.
Apesar de ser o primeiro filme em que os dois trabalham juntos, não foi a primeira tentativa.
A Adaptação do romance de Stephen King The Stand, publicado em 1978, foi a primeira tentativa. George Romero, Stephen King e Richard P. Rubinstein – produtor –, queriam que fosse o primeiro filme em que trabalhariam juntos. Contudo, só viriam a tentar mais tarde. Romero optou antes por adaptar outro romance de King, ‘Salem’s Lot, de 1977. No entanto, este acabaria antes por ser “transformado” numa mini-série em 1979, pelas mãos de Tobe Hooper (The Texas Chaisaw Massacre).
Por sua vez, aquando da tentativa em adaptarem The Stand, este revelou-se ser um desafio ainda maior, acabando por ser levado ao pequeno ecrã em 1994, numa mini-série de oito horas, por Mick Garris, criador da série Masters of Horror.
Foi destes tentativas que nasceu uma amizade entre Geroge Romero e Stephen King da qual viria a nascer esta homenagem à EC Comics.
Creepeshow reúne cinco histórias de arrepiar. Histórias que envolvem maridos vingativos, zombies, monstros, seres alienígenas e até um imenso exército de baratas. Falamos de um modo muito genérico, naturalmente, pois a surpresa continua a ser um elemento bastante importante do horror.
A transformação da banda desenhada para um formato completamente diferente como o cinema, está impecável. E, embora toda essa espectacularidade resida no trabalho conjunto de uma imensa e talentosa equipa, muita desta transformação deve-se a Michael Gornick, o director de fotografia e Rich Catizone. Gornick decidiu-se pela saturação de cores primárias (azul, vermelho, amarelo e mesmo verde) como cenários de fundo. Uma opção que muito faz lembrar os trabalhos do realizador italiano Mario Bava. Já Catizone contribuiu com as sequências de animação, permitindo assim uma melhor transição para o grande ecrã.
Outro pormenor que aproximou a adaptação ainda mais à BD, foi a opção de caracterizar as personagens num estilo “cartoonizado”. Algo que teve um imenso suporte dos actores: Leslie Nielsen, Hal Holbrook, Adrienne Barbeau, Fritz Weaver, Carrie Nye, E.G. Marshall, Viveca Lindfors, Ed Harris, Ted Danson e até o próprio Stephen King e o seu filho, Joe Hill, entre outros.
Provavelmente a maioria permanece desconhecida das gerações mais novas, mas eram (e ainda são), grandes actores. Estão todos muito bem, mas destacamos as prestações Leslie Nielsen que surge num papel a que não estamos a costumados a vê-lo representar, e E.G. Marshall, que se viu mergulhado em milhares de baratas…
Outra participação de grande relevância é a de Tom Savini, um dos grandes magos dos efeitos especiais. O seu contributo no cinema de terror é impagável. E aqui voltou mais uma vez a surpreender.
E convém não esquecer George Romero. Antes de se iniciar nesta aventura, já trazia no seu currículo obras de peso como Night of the Living Dead (1968), The Crazies (1973), Martin (1977), Dawn of the Dead (1978). E sejamos sinceros, Creepshow não lhe veio trazer mais fama, mas reforçou o seu estatuto como um dos grandes mestres do terror. Quem é que também se pode gabar do mesmo?
Mas se Creepshow resulta tão bem no cinema, grande parte da culpa vem sobretudo da paixão que muitos dos que trabalharam nele tinham, e ainda têm, pela EC Comics. Algo completamente ausente em muitas adaptações de BDs que hoje são feitas.
A terminar, como referido no início, Creepshow é uma das melhores homenagens à E.C. Comics. Mas também ela, não foi a primeira: a Amicus Films, a grande rival da Hammer Filmes – e ambas produtoras britânicas –, produziram as antologias Tales from the Crypt em 1972 e The Vault of Horror em 1973, respectivamente. No entanto, foi George Romero e Stephen King demonstraram um maior apreço à EC.
Aliás, quando falamos de terror e da EC Comics, falamos sobretudo de publicações como Tales from the Crypt (1950-55), The Vault of Horror (1950-55) e Warren’s Uncle Creepy (1964-83). Mas deixemos a (muito interessante) história da EC para mais tarde. – Rui Baptista
Homenagem ao Le Théâtre du Grand-Guignol, junta sete realizadores numa antologia que promete dar muito que falar.
Antologias como Dead of Night, Black Sabbath, Spirits of the Dead, The house that dripped blood, Creepshow, foram algumas que a Severin Films, a investir neste projecto. E todas se recomendam.
A velha história de amor entre a bela e o monstro, agora sob orientação de Bibo Bergeron (Shark Tale). Adam Goldberg, Danny Huston, Sean Lennon e Vanessa Paradis são alguns dos actores que dão voz a este novo filme de animação. A produção esteva a cardo de Luc Besson (Les aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec).
Um esquadrão de nove soldados é enviado numa missão para uma base militar isolada nas montanhas colombianas, e da qual não têm contacto há vários dias. Ao chegarem, apenas encontram uma mulher fortemente acorrentada…
Já são conhecidos os nomeados para os Harvey Awards, um dos prémios mais importantes da indústria norte-americana de banda desenhada. A lista completa pode ser acedida AQUI.
MELHOR SÉRIE NOVA
• AMERICAN VAMPIRE, Scott Snyder, Stephen King e Rafael Albuquerque, Vertigo/DC Comics • ECHOES, Joshua Hale Fialkov e Rashan Ekedal, Top Cow • GUTTERS, Lar deSouza, Ed Ryzoski e Ryan Sohmer (http://www.the-gutters.com) • KILL SHAKESPEARE, Anthony Del Col e Conor McCreery, IDW • SIXTH GUN, Cullen Bunn e Brian Hurtt, Oni Press • THOR: THE MIGHTY AVENGER, Roger Langridge and Chris Samnee, Marvel Comics
MELHOR SÉRIE CONTÍNUA OU LIMITADA
• CHEW, John Layman e Rob Guillory, Image Comics • DAYTRIPPER, Fabio Moon e Gabriel Ba, Vertigo/DC Comics • ECHO, Terry Moore, Abstract Studio • FANTASTIC FOUR, Jonathan Hickman e Dale Eaglesham, Marvel Comics • LOCKE & KEY: KEYS TO THE KINGDOM # 1, Joe Hill e Gabriel Rodriquez, IDW • LOVE AND ROCKETS: VOLUME 3, Jaime and Gilbert Hernandez, Fantagraphics
MELHOR ÁLBUM GRÁFICO ORIGINAL
• DUNCAN, THE WONDER DOG, Adam Hines, AdHouse Books • MARKET DAY, James Sturm, Drawn e Quarterly • SCOTT PILGRM VOLUME 6: SCOTT PILGRIM'S FINEST HOUR, Bryan Lee O'Malley, Oni Press • WILSON, Dan Clowes, Drawn e Quarterly • X'ED OUT, Charles Burns, Pantheon
MELHOR ANTOLOGIA
• BLAB WORLD #1, Monte Beauchamp e Bill North, Last Gasp • CBGB, Kieron Gillen e Sam Humphries, BOOM! Studios • POPGUN # 4, editado por D.J. Kirkbride, Anthony Wu e Adam P. Knave, Image Comics • READING WITH PICTURES, Josh Elder, Executive Editor, Reading With Pictures • STRANGE TALES, VOLUME II # 1, editado por Jody LeHeup, Marvel Comics • UNIQUES TALES, Tanya Eby e Mallette Pagano (http://www.uniquescomic.com)
MELHOR TRABALHO BIOGRÁFICO, HISTÓRICO OU JORNALISTICO
• 75 YEARS OF DC COMICS: THE ART OF MODERN MYTH-MAKING, Paul Levitz, Taschen Books • THE ART OF JAIME HERNANDEZ: THE SECRETS OF LIFE AND DEATH, editado por Todd Hignite, Abrams ComicArts • JERRY ROBINSON: AMBASSADOR OF COMICS, N. C. Christopher Couch, Abrams ComicArts • ODDLY COMPELLING ART OF DENIS KITCHEN, Denis Kitchen e Charles Brownstein, editado por John Lind and Diana Schutz, Dark Horse Books • PORTRAIT OF A SEQUENTIAL ARTIST, dirigido por Andrew D. Cook, Montilla Presentations
MELHOR EDIÇÃO DE MATERIAL ESTRANGEIRO
• AX: ALTERNATE MANGA, editado por Sean Michael Wilson e Mitsuhiro Asakawa, Top Shelf • BLACKSAD, Juan Diaz Canales e Juanjo Guarnido, Dark Horse Comics • IT WAS THE WAR OF THE TRENCHES, Jacques Tardi, Fantagraphics • THE KILLER: MODUS VIVENDI, Matz e Luc Jacamon, Archaia Entertainment • TORPEDO VOLUME 2, Jordi Bernet, IDW
MELHOR PUBLICAÇÃO ON-LINE
• GUNS OF SHADOW VALLEY, David Wachter e James Andrew Clark (http://www.gunsofshadowvalley.com/) • GUTTERS, Lar deSouza, Ed Ryzowski e Ryan Sohmer (http://www.the-gutters.com) • HARK! A VAGRANT, Kate Beaton (http://harkavagrant.com/) • LA MORTE SISTERS, created Tony Trov, Johnny Zito e Christine Larsen (http://www.comixology.com/) • PVP, Scott Kurtz, http://www.pvponline.com/
MELHOR ARTISTA
• Darwyn Cooke, RICHARD STARK'S PARKER: THE OUTFIT, IDW • Dean Haspiel, Dean , CUBA : MY REVOLUTION, Vertigo/DC Comics • Brian Hurtt, SIXTH GUN, Oni Press • Ed Ryzowski, GUTTERS, http://www.the-gutters.com • Chris Samnee, THOR: THE MIGHTY AVENGER, Marvel Comics
MELHOR ARTISTA - CAPA
• Darwyn Cooke, RICHARD STARK'S PARKER: THE OUTFIT, IDW • Jenny Frison, ANGEL, IDW • Marcos Martin, AMAZING SPIDER-MAN, Marvel Comics • Mike Mignola, HELLBOY, Dark Horse Comics • Frank Quitely, BATMAN AND ROBIN, DC Comics
NOVO TALENTO MAIS PROMISSOR
• Barry Deutsch, HEREVILLE: HOW MIRKA GOT HER SWORD, Amulet Books • Comfort Love e Adam Withers, RAINBOW IN THE DARK (http://www.RainbowintheDarkComic.com) • Chris Samnee, THOR: THE MIGHTY AVENGER, Marvel Comics • Scott Snyder, AMERICAN VAMPIRE, Vertigo/DC Comics • Nick Spencer, MORNING GLORIES, Image Comics
MELHOR ARGUMENTISTA
• Cullen Bunn, SIXTH GUN, Oni Press • Joshua Hale Fialkov, ECHOES, Top Cow • Roger Langridge, THOR: THE MIGHTY AVENGER, Marvel Comics • Ryan Sohmer, GUTTERS, http://www.the-gutters.com • Mark Waid, IRREDEEMABLE, BOOM! Studios
MELHOR CARTOONISTA
• Darwyn Cooke, RICHARD STARK'S PARKER: THE OUTFIT, IDW • Jaime Hernandez, LOVE AND ROCKETS, Fantagraphics • Jeff Lemire, SWEET TOOTH, Vertigo/DC Comics • Bryan Lee O'Malley, SCOTT PILGRIM'S FINEST HOUR, Oni Press • Jeff Smith, RASL, Cartoon Books
A propósito do lançamento da obra de Milo Manara na Dark Horse Comics, The Manara Library Volume 1, a editora norte-americana vai lançar esta pequena estátua.
Com pouco mais de 30 centímetros de altura, tem o preço de 149.99 dólares. Serão feitas apenas 950 cópias.
Disponíveis a partir de 30 de Novembro, as pré-encomendas podem no entanto ser já realizadas através da Things From Another World.
Quanto a The Manara Library Volume 1, estará disponível a partir de 8 de Novembro. Inclui as histórias Indian Summer (Verão Índio) em colaboração com Hugo Partt (Corto Maltese), e The Paper man (O Homem de Papel). Ambas traduzidas por Kim Thompson. A presente edição conta ainda com uma introdução de Frank Miller (Sin City).
A pré-encomenda de The Manara Library pode igualmente ser feita através da Things From Another World. – Rui Baptista
Se em Entrevista com o Vampiro revelou a personalidade de Louis, e nos seguintes focou-se em Lestat, agora a autora dá a conhecer com mais profundidade um outro vampiro presente em todas as obras anteriores: o antigo e ambíguo Armand.
Depois de uma série de acontecimento de que o leitor só toma conhecimento mais tarde, David, vampiro criado em História do Ladrão do Corpo, pede a Armand algo inesperado: que, à semelhança de Louis e Lestat, revele história da sua humanidade e nascimento para o mundo vampírico.
“ – (…)Vem comigo e deixa-me escrever a tua história. Fala comigo. Anda de um lado para o outro, irrita-te, injuria, mas deixa-me escrever, vais dar forma às coisas. Começarás a… – A quê?– A contar-me o que aconteceu. Como morreste e de que modo viveste.”
Inicialmente, Armand não aceita bem esta ideia, mas o amor pelos seus pupilos humanos faz com que aceite a proposta de David, como forma de testemunho da sua existência e revelação do seu ser para aqueles que um dia o salvaram da danação eterna.
O leitor fica assim a conhecer as origens de Armand: quem era enquanto humano, como se tornou vampiro, como se envolveu como o bando que vivia no cemitério de Les Innocents, em Paris, a sua estadia no Théàtre des Vampires, a sua visão sobre os restantes vampiros, nomeadamente Marius, Lestat e Louis e o porquê de certas reacções tomadas em Memnoch, o Demónio (a narrativa tem lugar meses após os acontecimentos deste último livro).
Ao explorar uma outra personagem bastante presente nos livros anteriores da Crónicas, Anne Rice demonstra que todos os acontecimentos têm uma razão de ser. Certas questões acabam por ser reveladas de forma coerente o que revela que a construção dos intervenientes da trama não acontece por acaso.
A leitura continua a ter o ritmo ao qual a autora já nos habituou, com uma escrita lírica e envolvente, com grande enfoque para a descrição de ambientes sombrios e misteriosos. O facto de grande parte da narrativa decorrer durante o Renascimento, leva Anne Rice a explorar novas estéticas adjacentes à época em questão.
Os seguidores e fãs desta autora não vão querer perder O Vampiro Armand, que fornece uma visão diferente de certos acontecimentos, assim como sugere uma personagem mais humana do que pode parecer numa primeira análise. – Cláudia Sérgio
A premissa é simples: uma traça tenta desesperadamente libertar-se das teias de uma aranha… Premissa simples mas com um pormenor de imagem fantástico, que terá exigido imenso trabalho.
Vídeo musical para os Danger Beach, é simplesmente uma delícia. E se partilham do nosso sentimento, não deixem de visitar o site da produtora discográfica, Dream Damage.