Primeira longa-metragem de Mark Andrews, é também a primeira da Pixar no campo da fantasia épica. O teaser pouco revela, mas deixou-nos bastante ansiosos para que 2012 chegue depressa.
Novo trabalho de Darren Lynn Bousman (The Repo: The Genetic Opera) centra-se num homem cuja vida complica-se perigosamente à medida que a sua obsessão pelo número 11, se torna cada vez maior.
“Retratar Lisboa na volta do Milénio — Natal do Ano 2000 — mas um Milénio diferente tal como poderia ter sido imaginado pelos autores do início do séc XX.” Este é o mote da nova antologia, Lisboa Electropunk, organizada por João Barreiros. “É um conceito semelhante ao tão popular género steampunk, mas com duas diferenças: as narrativas terão de decorrer precisamente no ano 2000, ou seja, no futuro e a base de energia não será o vapor, tão caro aos autores com Blaylock, Powers e Gibson, mas sim a electricidade cuja utilização começava já a despontar na aurora do século XX.”
A intenção da editora é “criar um mundo consensual, de uma série de contos interligados no mesmo tempo (uma semana), no mesmo futuro/passado (ano 2000), onde serão utilizadas todas as tecnologias sonhadas pelos nossos avós.”
O prazo de entrega dos contos termina a 30 de Dezembro de 2011. Quaisquer submissões enviadas após esta data, serão automaticamente excluídas.
Os contos deverão ser submetidos em formato rtf ou word, e enviados como anexo para o e-mail geral@saidadeemergencia.com com o assunto SUBMISSÃO LISBOA ELECTROPUNK. O e-mail de submissão deverá incluir os contactos do participante. É permitida mais do que uma submissão por cada autor.
Os contos submetidos deverão ser inéditos e em língua portuguesa e não deverão ultrapassar os 35.000 caracteres com espaços. Os textos serão avaliados pelo editor da Saída de Emergência e o organizador da antologia, João Barreiros.
Os resultados serão anunciados na última semana de Fevereiro de 2012 e, no caso de submissão aceite, os autores serão contactados para posterior publicação na antologia. A editora e organizador reservam-se no direito de não seleccionar quaisquer submissões caso estas não cumpram os requisitos solicitados. A antologia será publicada no verão de 2012.
O regulamento pode ser descarregado AQUI, no qual encontrarão mais informação e alguns exemplos e sugestões.
Turno da Noite, conto da autoria de João Barreiros e que também integrará a antologia, pode ser lido na Bang! 10.
Autor: Alex Scarrow Tradutor: Helena Serrano Editora:Civilização Editora (2011)
Time Riders é o primeiro livro de uma saga publicada pela Civilização Editora. Alex Scarrow inspirou-se numa ideia que surge nas cabeças de muita gente: e se fosse possível viajar no tempo? Criou três personagens e apresentou-as em momentos de morte iminente: Liam estava a bordo do Titanic, Mady estava num avião prestes a despenhar-se e Sal no meio de um incêndio. Estes jovens, de características únicas, foram “resgatados” por um homem misterioso que lhes propõe algo inesperado.
“Viverás uma vida invisível. Existirás como um fantasma, nunca totalmente pertencente a este nosso mundo. Sem nunca teres possibilidade de fazeres novos amigos, sem nunca teres a possibilidade de encontrar o amor. Terás conhecimento de coisas que… bem… que em última instância poderão conduzir-te à loucura se deixares que te confundam a cabeça. Algumas pessoas escolhem a morte (…) Devo avisar-te… que não te estou a oferecer a tua vida. Estou a oferecer-te uma saída, só isso.”
Os três jovens de épocas distintas são recrutados por uma agência secreta onde terão a missão de salvar a história tal como a conhecemos. Isto porque as viagens no tempo existem, e a mínima alteração provoca consequências consideráveis.
Quando um grupo de homens do futuro decide convencer Hitler a não invadir a Rússia e a fornecer-lhe informações e armamento necessário para vencer a 2ª Guerra Mundial, os Time Riders terão que viajar ao passado e descobrir o início das alterações, de forma a evitar a colonização americana pela Alemanha e até mesmo o Apocalipse.
A leitura de Time Riders é bastante simples e acessível, contudo, o autor não descurou as fundamentações lógicas da história, sendo as mesmas bem explicadas e desenvolvidas. As personagens apresentadas possuem personalidades distintas e é fácil perceber as suas motivações.
A trama tem consistência, mas não deixa de ser previsível, o que torna certos períodos mais maçadores, no entanto o ritmo é mantido uma vez que os capítulos são pequenos. A linha cronológica apresentada no final do livro pode ajudar os mais distraídos na orientação da leitura, pois que explica os vários tipos de história apresentados ao longo da narrativa.
Ao longo da leitura, é difícil não desassociar do que é feito a nível cinematográfico nos EUA, uma vez que a história é baseada na acção e na descrição de imagens que funcionariam muito bem em Hollywood. O facto de a trama se prender com a visão ocidental de muitas questões não demonstra imparcialidade. Mais uma vez são apresentados os americanos como senhores de todas as virtudes em detrimento de outros povos que ainda são vistos como marginais e inferiores, estereótipos que quando caídos no exagero, cansam.
Time Riders não deixa de apresentar uma boa forma de os leitores mais novos se iniciarem na ficção científica. Uma leitura leve e rápida que tem uma boa ideia base. Tendo em conta que se trata do primeiro livro de uma saga, fica a curiosidade sobre que outras épocas da história irá o autor explorar. – Cláudia Sérgio
Autor: David Soares Ilustrações: Daniel Silvestre da Silva Editora: Edições Saída de Emergência (2011)
Batalha é o mais recente romance de David Soares, uma bela fábula que remete à sensibilidade do leitor para a ligação do ser com a religião. Esta é a história de uma ratazana que não acreditava num criador do mundo e procurava conhecer o sentido da vida humana.
"Até hoje, ainda não vi nada com o coração. O meu coração é cego."
A trama, passada no início do século XV, começa quando um casal de ratos do campo encontra uma ratazana recém-nascida. Sem saberem ao certo que animal é aquele, e apesar dos sentimentos contraditórios, acabam por adoptar aquele ser indefeso e criam-no como um filho. É-lhe dado um nome, afinal, todos têm que ter um, mas fica explícito que este pode ser alterado para um mais adequado quando a altura certa chegar. A ratazana vai crescendo e inicia uma jornada que a vai alterar e a todos os que a encontram.
Batalha, nome que o protagonista vem a adoptar mais tarde, questiona-se pelo sentido religioso, pela essência humana, pelo fundamento da vida, pelo seu propósito no mundo. As respostas são retiradas do contacto com as mais diferentes personagens, desde uma porca compadecida com uma vida trágica, até a uma pedra esculpida com a forma de um homem que deseja ver a sua matéria transformada em carne, que, com opiniões divergentes, fazem surgir o conflito necessário para que o protagonista retire as suas conclusões.
O leitor acompanha esta ratazana rejeitada pelo seu aspecto rude e pelos pensamentos que desafiam a maioria dos animais que encontra. Batalha conhece crentes resignados com a sua condição por a considerarem desejo dos “pais do mundo”, seres que utilizam a fé dos outros como forma de manipulação e auto-promoção, e até quem não consiga acreditar em um ser superior ou que apenas aceita esta ideologia por questões culturais.
"Porque quando a morte chega, nós já não existimos. A morte não nos pode fazer mal nenhum."
Existe uma outra ideia com carácter muito forte que já surgiu em outras obras do autor: o facto de a obra (a arte) ser a única forma de vencer a morte, afinal esta é “testemunha da existência”. Acaba por ser isto o que a ratazana procura: o feito que a tornará imortal.
"Ele viveu para isto. Era a sua obra."
David Soares é já conhecido pela sua fantástica capacidade de encantar o leitor com as palavras. As descrições são soberbas e tornam a leitura natural e imparável. Os diálogos não são apenas para ser lidos, mas também para serem meditados.
E quando o leitor pensa que não há mais nada para o surpreender, o autor revela um final perfeito e comovente, que não deixa qualquer dúvida para a grandeza deste livro de apenas 200 páginas.
Destaco ainda as bonitas ilustrações de Daniel Silvestre Silva, que enriquecem esta publicação.
O leitor que acompanha o trabalho de David Soares já esperava um trabalho de grande qualidade, mas mesmo assim vai ficar impressionado com este romance forte, belo, inteligente, com cenários mais leves do que o habitual mas onde o estilo próprio é incontestável.
Para terminar, confesso que já há muito tempo que o final de um livro não me deixava com lágrimas nos olhos. Recomendo, recomendo e recomendo! – Cláudia Sérgio
Acción mutante, El día de la bestia, Perdita Durango, La comunidad, 800 balas... e agora Balada triste de trompeta. É impossível ficar indiferente face ao fantástico trabalho deste realizador. - Rui Baptista
Novo trabalho de Adrián García Bogliano (Sudor Frio), que aqui contou com a colaboração de seu irmão, centra-se em Cristina Brondo que tenta vender o seu apartamento. Contudo, vai descobrir da pior forma que os possíveis inquilinos têm outras intenções… – Rui Baptista
Embora sejam ainda muito poucos os videoclips por aqui, a verdade é que exercem um grande fascínio em nós. Sobretudo quando o fazem com originalidade e irreverência.
Deixamos-vos então com o novo videoclip dos Is Tropical, produzido pela francesa Il Nino. – Rui Baptista
Uma mulher toma conta da sua melhor amiga acamada (irmãs gémeas na vida real), mantendo-se sempre a seu lado e assegurando-se que não lhe falta nada. Mas todo este amor e devoção esconde algo… - Rui Baptista
É mais recente trabalho do escritor e chega hoje às livrarias pela Saída de Emergência. O preço é de 16.80 euros.
“Em Batalha, David Soares apresenta uma história em que os animais são protagonistas. Passado no início do século XV, Batalha é um romance sombrio, filosófico e comovente, que observa o fenómeno religioso do ponto de vista dos animais e especula sobre o que significa ser-se humano.
Batalha, a ratazana, procura por sentido, numa viagem arrojada que a levará até ao local de construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, o derradeiro projecto do mestre arquitecto Afonso Domingues.”
Mas deixemos que seja o autor a falar um pouco do romance:
O Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto decidiu celebrar na sua edição de 2012 o Cinema de Ficção Científica. Paralelamente a essa iniciativa, promove o presente Concurso de Contos de Ficção Científica – Fantasporto 2012, com o seguinte regulamento:
1- São aceites contos inéditos, em língua portuguesa, com reconhecíveis elementos de Ficção Científica. Tratando-se de um género vasto, que transcende definições simples, os critérios de avaliação serão baseados em três pilares: ambiência, carácter especulativo e criatividade.
2- Cada autor só poderá submeter um conto a concurso. A extensão máxima de cada conto a concurso será de 75.000 caracteres (incluindo espaços).
3- Os contos deverão ser submetidos em ficheiro electrónico, formato rtf ou word, como anexo de um email enviado para contos.fantas@gmail.com. O ficheiro do manuscrito terá formatação A4, espaçamento de linha e meia, fonte Times New Roman, tamanho 12. O manuscrito apenas será identificado, na página de rosto, pelo título do conto e pseudónimo do autor. O corpo do email de submissão incluirá o pseudónimo, o nome verdadeiro, morada e contacto telefónico. O título do email de submissão deverá incluir a referência “Concurso de Contos de Ficção Científica – Fantasporto 2012”.
4- Os contos seleccionados serão incluídos na Antologia de Contos de Ficção Científica – Fantasporto 2012, organizada por Rogério Ribeiro e publicada na colecção 1001 Mundos (Ed. Gailivro). Caberá ao organizador determinar quantos contos a concurso, para além do vencedor, poderão ser publicados; respeitando para isso a ordenação atribuída pelo Júri. A par dos contos a concurso seleccionados, a Antologia conterá também contos de autores convidados, nacionais ou estrangeiros.
5- A data limite de submissão de manuscritos é 14 de Outubro de 2011. Os contos recebidos em data posterior serão automaticamente excluídos. O resultado do Concurso será anunciado até ao fim de Novembro. A Antologia será lançada durante o Fantasporto 2012, a realizar de 20 de Fevereiro a 4 de Março de 2012.
6- O Júri do Concurso de Contos de Ficção Científica – Fantasporto 2012 será constituído pelo organizador da Antologia e por um representante da Editora Gailivro. Adicionalmente, serão convidados outros membros de reconhecida competência. A constituição efectiva do Júri apenas será tornada pública aquando do anúncio do vencedor.
7- O Júri designará um vencedor do Concurso, e várias menções honrosas, devidamente ordenadas. O Júri poderá decidir não distinguir qualquer conto a concurso, caso entenda não estarem preenchidos os devidos padrões de qualidade. Os membros do Júri não poderão participar com contos a concurso. A decisão do júri é final.
8- Cada autor publicado terá direito a um exemplar gratuito da Antologia e aos respectivos direitos de autor pagos pela Editora Gailivro; calculados por divisão entre os autores publicados. A reprodução dos contos publicados até um ano após a data de lançamento da Antologia só poderá ser feita por concordância do organizador da Antologia e da Editora, a pedido do autor. Nos restantes casos, os autores mantêm a total propriedade da sua obra.
9- As questões não cobertas por este regulamento serão resolvidas pelo organizador da Antologia.
10- A submissão ao Concurso de Contos de Ficção Científica – Fantasporto 2012 pressupõe a aceitação integral do presente regulamento.
“O meu nome é Calpurnia Virginia Tate, mas, nesses tempos idos, toda a gente me tratava por Callie Vee. Nesse verão, tinha onze anos e era a única rapariga de um total de sete irmãos. Conseguem imaginar pior do que isto?”
O verão de 1899 é quente na adormecida cidade do Texas onde vive Calpurnia, e não há muitas maneiras eficazes de combater o calor. A mãe tem uma nova ventoinha comprada na cidade, mas a única alternativa que Callie encontra é cortar discretamente o cabelo, uns furtivos dois centímetros de cada vez. Também passa muito tempo no rio na companhia do seu irascível avô (um ávido naturalista), e descobre que cada gota de água está cheia de vida – nada como olhar através de um microscópio.
Ao mesmo tempo que Callie vai explorando o mundo natural à sua volta, seguindo os passos de Darwin, consegue desenvolver uma forte relação com o avô, contornar o perigo que é viver com seis irmãos e aprender o que significa ser-se rapariga na viragem do século.
Em colaboração com a Contraponto, temos para oferecer três exemplares do romance de Jacqueline Kelly, A Evolução de Calpurnia Tate.
Para se habilitarem deverão responder três perguntas (muito simples):
1. Em que ano decorre a acção? 2. Qual a idade da protagonista? 3. De quem é a autoria da tradução?
• As respostas deverão ser enviadas para o seguinte email ruipedrobaptista@gmail.com, com o nome e morada, para a qual o livro deverá ser enviado.
• O passatempo tem início hoje e termina no dia 23 de Junho, às 23h59.
• Só são aceites participações de Portugal (continental e ilhas) e uma participação por pessoa.
• Os vencedores serão escolhidos de forma aleatória, entre todos os participantes que acertarem correctamente às questões.
• O envio do livro ao vencedor ficará a cargo da Contraponto.
Autor: R. A. Salvatore Tradutor: Mário Matos Editora: Edições Saída de Emergência (2011)
Refúgio marca o final da Trilogia do Elfo Negro (Pátria, Exílio). O leitor que acompanhou as aventuras de Drizzt Do’Urben vai ficar a conhecer o destino do invulgar drow.
Enquanto no primeiro volume é apresentada a cruel sociedade de Menzoberranzan e os seus jogos de poder, no segundo, o jovem elfo negro que renegou a família deambula pelo submundo na esperança de encontrar um local a que possa chamar de lar. Agora, em Refúgio, Drizzt e a sua fiel companheira, a pantera Guenhwyvar chegam a um novo território, oposto a tudo o que alguma vez conheceram: a superfície.
O mundo da superfície é um local desconhecido mas igualmente fascinante para o nosso herói. Apesar de o sol lhe ferir os olhos habituados à escuridão e de retirar as capacidades mágicas aos seus objectos, Drizzt não lhe consegue virar costas e voltar às trevas do submundo.
“As cores logo antes do nascer do Sol arrebatavam a minha alma de uma forma que nenhum padrão de emanações de calor do Subescuro alguma vez poderia fazer. Inicialmente pensei que o meu fascínio se devesse à estranheza da cena, mas mesmo agora, tantos anos passados, sinto o coração bater com força perante o subtil clarear que anuncia a alvorada. (…) O Sol tornou-se símbolo da diferença entre o Subescuro e a minha nova casa.”
Inicialmente, Drizzt observa ao longe as criaturas deste mundo. Humanos, elfos, anões, entre outros, surgem como espécies diferentes das que conhecia, mas com valores aproximados dos seus. Mas o elfo rapidamente aprenderá que até os locais mais belos ou mesmo nas raças mais nobres pode existir maldade e terror. O elfo negro terá que conseguir conquistar o seu lugar no mundo e dessa forma, finalmente encontrar um sítio que consiga chamar de lar.
A posição que Drizzt toma na superfície é bastante curiosa. Consciente dos preconceitos associados à sua espécie (e com razão), o drow deseja mas não consegue travar um contacto directo com os novos seres. Ainda para mais, existem outras espécies que têm objectivos cruéis e que vêm a presença do elfo como benéfica, uma vez que fazem recair sobre ele a suspeita de prática de actos imperdoáveis.
A narração é, maioritariamente, centrada em Drizzt, havendo breves momentos em que o leitor fica a conhecer as intenções dos seus oponentes. Se por um lado isso permite ter uma maior percepção da maldade existente, por outro torna a narração ainda mais previsível e sem grandes efeitos surpresa. Continua a existir uma grande preocupação nas descrições das lutas travadas, ao género de videojogo, o que não será nenhuma novidade para o leitor que acompanhou a trilogia.
Refúgio é o desfecho de uma fase da vida de Drizzt, cujas aventuras continuam em The Icewind Dale Trilogy, composta por Crystal Shard, Streams of Silver e The Halfling's Gem. Esta nova trilogia vai ser publicada pela Saída de Emergência, sendo que está previsto que o primeiro volume saia já este verão. Notícia que de certo agradará os fãs o elfo negro. – Cláudia Sérgio
Autora: Anne Bishop Tradução: Cristina Correia Editora: Edições Saída de Emergência
Anne Bishop consagrou-se como escritora com a famosa trilogia das Jóias Negras e depois, continuou a agraciar os seus leitores com mais histórias dos seus Sangue favoritos. Mas é com a sua mais recente obra, Despertar do Crepúsculo, que a autora vem pôr um fim a este ciclo, por um período de tempo ainda indeterminado.
Esta obra é, à semelhança do Teias de Sonhos, constituída por quatro contos. O primeiro, Prendas de Winsol, decorre após os acontecimentos de Jóia Perdida e retrata esta época festiva no lar dos SaDiablo, com todas as suas peripécias. O segundo conto, Cambiantes de Honra, decorre antes dos acontecimentos de Aliança das Trevas e conta-nos tudo o que se passou entre Surreal, Falonar e Lucivar, satisfazendo a curiosidade quanto às insinuações feitas por este último em A Senhora de Shalador. O terceiro conto, Família, passa-se dez anos após os acontecimentos do conto anterior e mostra-nos a perfídia de que alguns Sangue ainda são capazes, sendo o alvo desta vez a Rainha Sylvia e seus filhos. Por último, temos A Filha do Senhor Supremo, que tem lugar setenta anos após os acontecimentos de A Rainha das Trevas e que atravessa algumas décadas, sendo por ora, o derradeiro final.
Para um seguidor assíduo de Anne Bishop e da série das Jóias Negras em particular, estes contos são uma pequena delícia. Representam mais uns bocadinhos em que podemos desfrutar da companhia de personagens que já nos são tão queridas e no caso concreto de A Filha do Senhor Supremo, conhecer uma nova, muito especial.
Foram-nos esclarecidas várias questões que permaneciam sem resposta, mas outras situações houve, que deixaram um pouco a desejar devido a alguma falta de coerência com toda a história.
Todos os contos têm o dom de nos cativar, cada um pela sua singularidade, mas o último revela-se um autêntico carrossel de emoções. É uma verdadeira odisseia de sentimentos contraditórios que nos faz sorrir e chorar em simultâneo e nos leva a questionar o que estamos a sentir afinal. Contudo não é só de momentos emotivos que vive este livro, visto que também são muitos aqueles que nos fazem rir. Depois de tanto tempo a acompanhar de perto as aventuras dos SaDiablo, é praticamente impossível ficar-lhes indiferente e não partilhar com eles todos os momentos desta obra, tanto os bons como os maus.
No entanto, ao virar a última página deste livro, é capaz de se apoderar de nós uma sensação de vazio por tudo ter por fim terminado, ficando a pairar no ar a dolorosa e agridoce saudade. O que só nos vem provar a veracidade do que estes nossos queridos amigos nos têm vindo a ensinar: que “Tudo tem um preço”. – Rita Verdial
Autor: Dan Simmons Tradução: Ester Cortegano Editora: Edições Saída de Emergência (2011)
Dan Simmons foi um dos primeiros autores a serem publicados na Colecção Bang! da Edições Saída de Emergência, com o clássico A Canção de Kali, em 2005. Passados 6 anos a editora volta a apostar em Simmons, primeiro com a reedição de Clube de Patifes, pela chancela Camões & Companhia e mais recentemente com o primeiro volume de O Terror, incluído na colecção dedicada ao fantástico, horror e ficção científica.
Baseado no misterioso e trágico desaparecimento dos navios Terror e Erebus que transportavam 130 homens comandados por Sir John Franklin, O Terror mistura a pesquisa histórica com o suspense e o horror associado ao que parece ser impossível e mora nos medos humanos.
Sir John Franklin organiza uma expedição ao Ártico. Os preparativos são efectuados com um espírito optimista, mas existem sinais de mau presságio que são ignorados, tal como acontece quando a sua mulher, numa noite em que viu o marido adormecido a tremer, o tentou aquecer com algo que lhe estava próximo:
“Meu Deus mulher, não sabe o que fez? Não sabe que depositam a bandeira de Inglaterra por cima dos cadáveres?”
Os navios partem a 19 de Maio de 1845. São vistos pela última vez em Julho do mesmo ano. A expedição fica presa no gelo e inicia-se uma verdadeira luta pela sobrevivência. As rações e o combustível são racionalizados. Procuram animais para conseguirem obter carne fresca, mas sem sucesso. Os homens tentam resistir ao frio mortal, mas descobrem que algo muito mais temível existe naquele local: um ser que não é possível identificar mata os marinheiros e abandona os seus corpos.
“Que espécie de malévola inteligência mata mas não come toda a sua presa num inverno sem caça como aquele, mas prefere devolver a parte superior do cadáver de William Strong e a inferior do jovem Tom Evans? (…) Os homens sabiam. Crozier sabia o que eles sabiam. Eles sabiam que era o Diabo que estava lá fora no gelo, não um urso polar que crescera demais.”
Dan Simmons desenvolve um romance intenso que expõe os limites da resistência humana. O livro é narrado no ponto de vista de diferentes personagens, o que permite ao leitor ter uma visão mais completa do drama e dos terrores vividos, uma vez que mais vertentes do instinto de sobrevivência são exploradas.
Surgem muitas incógnitas ao longo da leitura. O leitor vai-se interrogar pela natureza do ser aterrorizador que surge sem aviso e mata de forma cruel. Vai querer saber quem é a jovem esquimó Silêncio, de onde surgiu e qual vai ser a sua função na história. Vai querer assistir às atitudes dos marinheiros perante aquela situação desesperante, assim como vai desejar saber o destino que o autor lhes vai dar.
A linguagem náutica pode ser um pouco confusa para os menos entendidos na matéria, ou até apresentar momentos em que o interesse diminui, mas as aflições humanas e as descrições precisas sobre os efeitos corporais às temperaturas demasiado baixas, constituem elementos credíveis e arrepiantes.
O primeiro volume de O Terror agarra o leitor e promete uma continuação surpreendente. Esta obra leva a perceber o porquê de Dan Simmons ser o vencedor de importantes prémios literários tais como World Fantasy, Bram Soker, British Fantasy ou Hugo. Um autor que deve ser conhecido e reconhecido. – Cláudia Sérgio
Depois de nos ser contado a vida de Daimon em Memórias de Um Vampiro, e de vermos a formação de Arcana em a Ascensão de Arcana, em A Redenção tomamos conhecimento de como a viagem das personagens que viemos a acompanhar termina.
Este último volume começa cerca de dois anos após os acontecimentos relatados no Tomo II, e o que se vê é um Daimon desprovido de vida e de fé. Que se torna incapaz de resistir ao Ser Impuro que sempre dominou. E tudo por causa da última morte que provocou. Mas Daimon não é o único que vive rodeado de pesadelos. Lília também parece ter “envelhecido” rapidamente e Janus parece uma marioneta sem vida, que apenas se esforça por viver um dia a seguir ao outro.
É mergulhados em pensamentos tristes e algo destrutivos que vamos encontrar as personagens que anteriormente se mostraram cheias de vitalidade. No entanto, a sensação que o livro transmite não é a de fatalidade, mas a de esperança num futuro diferente – isto porque existe uma lenda que diz que é possível um vampiro voltar a ser humano através da Redenção.
É este o principal fio condutor da narrativa. Existe acção e uma história com desenvolvimento ao longo de todo o livro, mas o mais importante é realmente o caminho interior trilhado pelas personagens enquanto vão de local para local. A grande aposta deste livro encontra-se no desenvolvimento dos pensamentos que vão assolando os protagonistas e que muitas vezes ocorrem a muitos de nós.
A escrita do autor melhorou relativamente ao segundo livro – não há a repetição constante da construção frásica e a maneira como escreve, embala o leitor. Apesar de usar uma linguagem mais elaborada que poderia parecer forçada, tal não acontece. Nota-se que a maneira usada para escrever o livro está de acordo com a própria personalidade de Daimon, com a sua maneira de pensar, o que dá ainda mais autenticidade à história.
A presente edição (autografada pelo autor), possui um DVD com um pequeno vídeo, fotografias, banda sonora e BD. A parte mais interessante e bem conseguida é sem dúvida a Banda Desenhada, que conta a história de Tiriel. A Banda Sonora é também agradável. Menos interessante foi o vídeo, que pareceu um pouco forçado. Em suma, o DVD é um óptimo complemento a este mundo criado por Rafael Loureiro.
A Redenção é então um livro bem escrito e com uma história interessante pelos temas que aborda. Além disso é um excelente final para as personagens que conhecemos e de que viemos a gostar. – Joana Cardoso
É um dos melhores livros do ano, mas também um dos que mais tem passado despercebido do público. Talvez por ter sido classificado como “jovem adulto” e, em algumas livrarias, ter sido “atirado” para a secção de crianças/juvenil. Little Brother é acima de tudo um romance adulto e uma tremenda reflexão sobre segurança e liberdade.
Num dia como qualquer outro, em que Marcus e os seus amigos se encontravam a participar num jogo nas ruas de São Francisco, tem lugar um ataque terrorista no qual viriam a morrer milhares de pessoas. No meio de todo o caos e pânico, Marcus e os amigos são levados pelo Departamento de Segurança Interna para interrogatório. Sem quaisquer justificações são tratados como suspeitos, embora deixados sair mais tarde em liberdade ainda que sob vigilância constante…
E de um momento para o outro, deixam de ser os “terroristas” a ter que provar a sua inocência, antes as pessoas a terem de provar que não são terroristas… E a tão proclamada guerra ao terror acaba também por ser a sua principal causa.
“É ridículo. Não estão a apanhar terroristas nenhuns. Só estão a assustar as pessoas.”
A revolta de Marcus face à cumplicidade dos adultos no que está a acontecer, é crescente e o próprio acaba por se tornar numa figura central, não contra o terrorismo, antes contra o totalitarismo a que a sua cidade ficou submetida.
E se o Departamento de Segurança Interna procura servir-se de todos os meios para vigiar (e controlar) os cidadãos, o nosso jovem joga com as falhas do sistema de modo a fazer com que este se vire contra si mesmo. E apesar de tudo, Marcus é apenas um adolescente normal como qualquer outro, a tentar fazer o seu alcance para salvar os seus amigos e aquilo em que acredita. Um David contra inúmeros Golias…
É sob o ponto de vista deste jovem de 17, anos que Cory Doctorow mostra-nos o quanto a liberdade nos pode ser retirada, escondida em falsos pressupostos de segurança. Liberdade de expressão, direitos civis, activismo, medo, paranóia… são alguns temas que o autor explora habilmente e, sem nunca incorrer nos habituais erros/disparates dos romances “jovens adulto”, em que a paixão do protagonista pela cara-metade é tão platónica que sufoca toda a história.
O autor debruça-se sob um tema bastante sensível para muitos, o terrorismo. Os ataques de 11 de Setembro deixaram muitas feridas ainda por sarar. Mas terão os atentados algum significado maior para os jovens que um trágico acidente mencionado nos livros de história? Terá o mundo ou Nova Iorque ficado mais seguros?
“Eu não sabia qual era o aspecto de um terrorista, embora os programas de televisão tivessem feito o seu melhor para me convencer de que eram árabes de pele escura com barbas compridas, solidéu na cabeça e túnicas de algodão que lhes davam pelos tornozelos.”
A imprensa de facto deu o seu melhor para desenhar a imagem dos terroristas, ainda que eles próprios soubessem que era a errada. E este será talvez o único significado do 11 de Setembro para os jovens e mesmo, muitos adultos.
Numa só frase traduz de forma incisiva uma das ideias centrais do romance: “Trocar privacidade por segurança já é suficientemente estúpido; não obter segurança nenhuma com isso é ainda mais estúpido.”
Estúpido será também não darem uma oportunidade a este brilhante romance. – Rui Baptista
Se os nomes de J.J. Abrams e Steven Spielberg juntos no mesmo filme são suficientes para suscitar a curiosidade a qualquer cinéfilo, o novo trailer vai aguçar ainda mais essa curiosidade.
Autor: Louis Bayard Tradução: José Remelhe Editora: Edições Saída de Emergência (2011)
Louis Bayard é um escritor americano nomeado para os prémios Edgar e Dagger, conhecido internacionalmente pelos seus artigos publicados em meios de referência, tal como o New York Times e o Washington Post. Bayard possui alguns romances publicados que o levaram a chegar “ao topo da liga do thriller histórico”. Os Olhos de Allan Poe é um desses romances que mistura história com mistério e suspense, ingredientes chave para leitores que apreciam um bom policial.
Durante a primeira metade do século XIX, Augustus Landor, um ex-detective de renome, é contratado, sob grande sigilo, pela Academia de West Point. Landor depara-se com um caso perturbador: o corpo de um jovem cadete foi encontrado e, como se tal não bastasse, na manhã que se seguiu ao macabro achado, descobre-se que o cadáver foi profanado e o seu coração removido.
Augustus Landor tem que descobrir se o jovem cometeu suicídio ou se foi morto, procurando a identidade do assassino, assim como perceber quem roubou o coração do corpo e com que motivo.
Durante os primeiros interrogatórios, Landor conhece um estranho e misterioso jovem cadete, de nome Edgar Allan Poe, que parece saber mais do que afirma e com uma capacidade de observação impressionante.
“– Mr. Landor – disse ele – o coração é um símbolo, ou então não é nada. Se tirarmos o símbolo, ficamos com o quê? Um punhado de músculo, com o mesmo interesse estético que uma bexiga. Remover o coração de um homem é contrabandear um símbolo. Quem melhor preparado para tal proeza do que um poeta?”
Landor e Poe decidem trabalhar em conjunto para a resolução deste caso, que mais que um enigma a solucionar, vai fazer com que os seus passados sejam explorados de forma a serem encontradas as suas verdadeiras essências.
Os Olhos de Allan Poe é um thriller bem construído, que consegue surpreender o leitor. O autor revela uma boa capacidade para desenhar um enredo intrincado, que não deixa antever os segredos que vão sendo desvendados. A exploração das personagens está bem executada, na medida em que estas são complexas e apresentam um desenvolvimento natural e cativante. Destaque para o solitário Augustus Landor e para o perspicaz Edgar Allan Poe (apesar de, pessoalmente, ter desejado que fosse mais negro e melancólico).
A utilização da poesia de Edgar Allan Poe revela ocasiões curiosas cuja verdadeira finalidade é apenas revelada no desfecho da trama, mas que traçam pontos de ligação com momentos e personagens. Contudo, a excessiva descrição, a existência de períodos com diálogos demasiado centrados em temáticas que fogem à narrativa central e a utilização de linguagem de época, constituem momentos mais monótonos que dificultam o avançar da leitura. Mas tal não deve ser um entrave aos apreciadores do género, que, apesar de encontrarem algumas situações previsíveis ao longo do enredo, vão ficar surpreendidos pelas revelações finais.
Louis Bayard revela ser um criador de mistérios inteligentes que vão agradar os apreciadores do género e aos fãs de Edgar Allan Poe, que vão ficar curiosos que esta nova visão sobre o homem. – Cláudia Sérgio
“Esta é a história, baseada num episódio real (passado com os avós do autor), de um pintor eslovaco que nasceu no final do século XIX, no império Austro-Húngaro, que emigrou para os EUA e voltou a Bratislava e que, por causa do nazismo, teve de fugir para debaixo de um lava-loiças.”
O pintor debaixo do lava-loiça chega às livrarias a partir de 15 de Julho, pela Caminho. O preço é de 11.90 euros.
Afonso Cruz nasceu em 1971 na Figueira da Foz e é escritor, ilustrador, músico e cineasta. É autor de livros como A Carne de Deus (Bertrand), Enciclopédia da Estória Universal (Quetzal), Os Livros Que Devoraram o Meu Pai (Caminho) e A Boneca de Kokoschka (Quetzal).
Na base militar de Camp Pendleton, em Los Angeles, um grupo de fuzileiros é chamado para uma missão urgente de resgate de civis na zona costeira de Santa Mónica, Los Angeles, ameaçada por uma violenta chuva de meteoritos. Porém, o que parecia uma luta contra os elementos, torna-se em algo aterrador quando os militares e toda a população se apercebe que, afinal, o planeta está a ser invadido por naves alienígenas.
Com o propósito de usurparem toda a água do planeta, os extraterrestres não hesitam em aniquilar toda e qualquer forma de vida na Terra. E é assim que, liderado pelo sargento Michael Nantz (Aaron Eckhart), aquele grupo vai levar os seus esforços e a sua coragem ao limite para salvar toda a Humanidade.
Realizado por Jonathan Liebesman, Battle: Los Angeles foi um dos filmes da época a ser fortemente criticado por ser um “filme campanha”, acentuando o autismo das indústrias cinematográficas americanas.
O que fez criar grande expectativa em torno de mais um filme de extraterrestres, foi a galáctica e viral campanha de marketing que durante meses divulgou na web um sem número de teasers, trailers e posters que fizeram subir grandemente a fasquia aos amantes deste género de obras.
Battle: Los Angeles não é certamente o primeiro filme campanha saído do país das “stars and stripes”. Os cinemas foram inundados por produções que de uma forma, mais ou menos explícita, exaltam a bravura americana e o orgulho de fazer parte da família do uncle Sam - bandeiras desfraldadas no topo do Empire State Building ou aqui e ali em local de destaque, ela é a manifestação da superioridade americana sobre terrestres e extraterrestres, ou então são quase sempre a última das esperanças da sobrevivência da espécie humana.
Battle: Los Angeles é por isso mais um culminar de uma forte campanha de motivação claramente vocacionado para moralizar uma nação atacada por terroristas, especuladores imobiliários e economistas de Wall Street.
Mas apesar de tudo e tentando abstrair-nos um pouco das motivações escondidas nas entrelinhas do argumento e do orçamento (financiamento directo de entidades militares), Battle: Los Angeles tenta mostrar o lado mais humano dos homens e mulheres que lutarão por nós se algo correr mal... Explora os seus medos, as suas dúvidas e as suas difíceis tomadas de decisão quando chega o momento.
Mas Liebesman não soube reconhecer os limites da lamechice e muitas vezes cenas em contextos perfeitamente banais descambam de forma surpreendente. Aí nota-se claramente que muitas dessas cenas foram apenas filmadas e construídas com o objectivo de puxar a lágrima aos espectadores – por vezes nota-se a descontextualização e a quebra de ritmo causado por esses retalhos... provocando o tão típico “eye-roll”.
Um dos pontos mais positivos do filme é o trabalho do actor Aaron Eckhart que quase sozinho, tenta aguentar quase todo o filme com um argumento menos bem conseguido e pouco aprofundado.
A salientar que o desfecho do filme e do resolver de uma situação quase sem solução em apenas um punhado de minutos, apenas recorrendo a facilidades Hollywoodescas... este pormenor final ajuda a destruir o pouco suspense que pudesse ter sido construído até àquele ponto.
Fica portanto o sabor amargo de um filme que prometeu tanto e no final deu tão pouco, a quem pulava em casa de cada vez que a equipa de marketing divulgava qualquer tidbit para a web. Não é um filme memorável mas quando visto de espírito aberto, cumpre a sua função mais básica e primordial que é oferecer ao espectador um bom par de horas de entretenimento puro e muitas explosões. - Joana Neto Lima
"Não há filme que iguale a experiência de ver ao vivo um espectáculo de marionetas de terror do Teatro Corsário". (Javier Vallejo)
Especializado em transpor para o palco e para marionetas o ambiente negro das histórias clássicas de terror, Jesús Peña consegue nesta encenação de La Maldición de Poe um efeito tanto insólito quanto inesperado. O autor/encenador baseia-se em várias obras do escritor norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849), um dos primeiros e, com certeza, mais influentes autores da literatura fantástica, para construir um espectáculo dramaturgicamente inteligente e fascinante. Num ambiente negro, cruzam-se várias histórias de Poe. A trama principal faz-se com as personagens adolescentes Edgar e Anabell (referência ao poema Anabell Lee). A sua história de amor vai sendo pontuada por obstáculos e pela presença da morte. Esta, de resto, atravessa todas as histórias que aqui se contam, e que vão buscar as suas referências aos famosos contos O Gato Preto e Os Crimes da Rua Morgue.
Além da dramaturgia surpreendente, que se baseia nos próprios teorias literárias de Poe sobre como se deve desenvolver uma história, o espectáculo conta com uma brilhante manipulação de marionetas. Os bonecos, criados nas próprias oficinas do Teatro Corsário, são uma mescla de estética gótica e romântica.
Encenar o terror
Jesús Peña, que em pouco mais de uma década de trabalho como encenador de marionetas de terror ganhou o estatuto de "autor de culto", encenou pela primeira vez La Maldición de Poe em 1994, ano em que a Companhia de Teatro Corsário abriu uma secção dedicada às marionetas. O género fez sucesso e, em 1998, Peña encenou Vampyria, espectáculo concebido a partir do imaginário da literatura sobre os mitos de vampiros. Em 2007, encenou Aullidos, uma versão gótica de A Bela Adormecida. Regressa três anos depois com uma nova versão do seu primeiro espectáculo. Esta ganhou já vários prémios: Melhor espectáculo tanto pelo júri como pelo público no Festival de Lleida e melhor espectáculo no festival de Pula (Croácia).
Teatro Corsário
Com quase 30 anos de carreira, o Teatro Corsário é a mais internacional das companhias da região de Castilla y Leon. Já se apresentou diversas vezes em Portugal. No FITEI, que os revelou ao público português, esteve pela última vez em 2004, com Édipo Rei. A companhia, fundada em 1982, dedicou-se a trabalhar, por um lado, os clássicos da língua espanhola, e por outro, as marionetas. Até ao seu falecimento em Dezembro passado, Fernando Urdiales foi o director da companhia e o grande responsável pelo sucesso desta. Encenou todos os espectáculos de actores. O último foi El caballero de Olmedo, de Lope de Vega.
Ficha Artística/técnica
Autor e encenador: Jesús Peña Actores-manipuladores: Teresa Lázaro, Olga Mansilla, Diego López Maquinista-manipulador: Chechu Hernández Música: Juan Carlos Martín Espaço sonoro: Atila Iluminação: Javier Martín del Río Técnico de som: Javier García Técnico de luz: Santiago Romero Marionetas e cenografia: Teatro Corsario
Na história da ficção científica, alguma vez viram uma coisa tão improvável como uma sandes de presunto, que nos ajuda a viajar através do tempo?
O génio do realizador Dave Green foi capaz de olhar para o que outros viam como um almoço chato e perfeitamente vulgar e descobrir uma forma de rasgar o próprio continuum do tempo e espaço...
Sim, perceberam bem, é um filme sobre uma sanduíche de presunto que leva a quem a consome, a viajar para trás no tempo. E a cada dentada viaja cada vez mais para trás. – Joana Neto Lima
Cinco adolescentes são violentamente atacados. Mas não são uns adolescentes vulgares... Eles são prodígios. O trauma do ataque foi o suficiente para instigar o grupo contra o mundo. Juntas as suas mentes brilhantes tecem um plano de vingança perfeito.
A única pessoa que sabe do plano vingativo é Jimbo Farrar, um sexto prodígio. Jimbo reuniu-os a todos e agora tenta controlar o grupo para impedir a destruição do mundo... Jimbo Farrar é a última esperança da Humanidade.
A estreia está marcada para 8 de Junho, no país de origem, França. – Joana Neto Lima
Este filme é o primeiro numa série de produções em 3D baseados no personagem icónico criado por Georges Remi, mais conhecido pelo seu nome “artístico” Herge.
A história gira em torno de Tintin e os seus companheiros à medida que tentam descobrir um navio naufragado, que era comandado por um antepassado do Capitão Haddock, e cujo casco se encontra repleto de tesouros.
Steven Spielberg toma a cadeira de realizador desta aventura de Tintin, enquanto Peter Jackson é o produtor (estando no entanto já reservado o lugar de Jackson como o realizador da sequela). De notar que The Adventures of Tintin é a estreia absoluta de Steven Spielberg nas lides do cinema completamente digital.
O filme conta com Jamie Bell (Tintin), Andy Serkis (Capitão Haddock), Daniel Craig (Red Rackham) e Simon Pegg e Nick Frost (Thompson e Thompson).
The Adventures of Tintin tem estreia marcada (nos Estados Unidos) a 23 de Dezembro deste ano. - Joana Neto Lima
Com argumento de Sally Guillermo del Toro e Matthew Robbins, este remake centra-se em Hurst (Bailee Madison), uma criança solitária e isolada da realidade, recém chegada a Rhode Island, onde irá viver com o pai (Guy Pearce) e com a nova namorada dele (Katie Holmes). A família vai ocupar uma mansão do século XIX que estão a restaurar.
Um dia, enquanto explorava a propriedade Sally descobre uma cave escondida, sem ser pertubada desde o estranho desaparecimento do construtor há mais de um século atrás. Quando a criança liberta inadvertidamente, uma raça antiga de criaturas que habitam as sombras, Sally tem que convencer Alex e Kim que tudo não é resultado da sua mente... antes que as criaturas a arrastem para as profundezas da casa.
O filme tem data de estreia marcada para Agosto, nos Estados Unidos. – Joana Neto Lima
Autora norte-americana que tem cativado inúmeros leitores em Portugal, regressa ao mundo das Jóias Negras. Assim, pelas mãos da Saída de Emergência, a autora apresenta quatro novelas inéditas: Prendas de Winsol, Cambiantes de Honra, Família e A Filha do Senhor Supremo. A tradução é novamente da autoria de Cristina Correia.
Despertar do Crepúsculo chega às livrarias a 3 de Junho. O preço é de 19.95 euros.
Prendas de Winsol
Daemon, Príncipe dos Senhores da Guerra de Joias Negras de Dhemlan, está ainda a adaptar-se ao seu primeiro ano de casado com a sua Rainha Feiticeira, Jaenelle. Porém, com a aproximação da celebração do Winsol que se prolonga por treze dias, Daemon tem de lidar com demasiadas solicitações ao mesmo tempo que se assume como anfitrião da sua admirável família.
Cambiantes de Honra
Ainda a recuperar da provação que a deixou ferida e furiosa, Surreal regressa a Ebon Rih sob as ordens do Príncipe Lucivar. Quando o seu antigo amante Falonar desafia impiedosamente a autoridade da família à qual ela pertence, Surreal poderá, por fim, sucumbir às trevas que ardem no seu âmago.
Família
Quando alguém arma uma cruel cilada à Rainha Sylvia e aos seus filhos, as sequelas consomem por completo as vidas da família reinante de Dhemlan. Terão de desvendar a identidade do Senhor da Guerra conhecido somente como Sem Rosto antes que regresse para terminar o que começou.
A Filha do Senhor Supremo
Após a perda das duas pessoas mais importantes da sua vida, Daemon assumiu o papel de seu pai, Saetan, como Senhor Supremo do Inferno, construindo um muro em redor do seu coração. Porém, ao estabelecer inadvertidamente uma nova relação, bastará ela para o libertar da sua vida desprovida de amor?
NOTA: As sinopses são da autoria da Saída de Emergência