Esta é a pergunta aparentemente estranha que o criador de Heroes faz em A Viagem, o romance que dá o pontapé de saída para um macro-relato de conspiração e intrigas relacionadas com a história recente dos Estados Unidos, e que abordará também, nos dois próximos livros, o caso Watergate e os atentados do 11 de Setembro.
“Estes acontecimentos são pontos de inflexão, não só na cultura americana, mas também na nossa própria consciência. Mudaram a forma como nos vemos e como vemos o mundo,” – diz Tim Kring, que “queria fazer um thriller histórico para contar uma versão alternativa da morte de JFK” e, por acaso, tropeçou no programa MK-Ultra.
Perseguindo os “rastos” de LSD no assassinato do presidente John F. Kennedy, Kring, com a colaboração do crítico literário e escritor Dale PecK, estreia-se na ficção com um romance que combina na perfeição a história e o sobrenatural, com uma dose alucinogénica quanto baste.
O romance de Tim Kring e Dale PecK chega às livrarias dia 6 de Julho. É lançado pela Gailivro na colecção 1001 Mundos. O preço é de 17.90 euros.
O novo romance de David Soares chega às livrarias já no dia 17 de Junho. Para “assinalar a ocasião”, o autor convida os seus leitores para uma iniciática de perguntas e respostas.
Até ao dia 8 de Junho, poderão colocar as vossas questões enviando um email para cadernosdedaath@gmail.com David Soares irá depois responder às mais interessantes num vídeo que será disponibilizado no dia 17 de Junho.
Entre os autores das respostas seleccionadas será sorteado um exemplar autografado do romance Batalha.
Depois da aventura galáctica em Doctor Who e de encostar a sua “sonic screwdriver”, David Tennant vai participar no remake Fright Night. Tennant irá contracenar com actores como Colin Farrell, Anton Yelchin, Imogen Poots, Toni Collette e Christopher Mintz-Plasse.
Charlie Brewster (Anton Yelchin) finalmente tem tudo o que sempre sonhou... dá-se com o grupo mais popular e anda com a rapariga mais bonita da escola. De facto, ele é tão mas tão popular que está aos poucos a abandonar o seu melhor amigo de sempre, Ed (Christopher Mintz-Plasse).
Mas os problemas encontram forma de o assombrar, quando um estranho fascinante chamado Jerry (Colin Farrell), se muda para a casa ao lado. No princípio o novo vizinho parece ser um tipo interessante, apesar de existirem coisas que não encaixam muito bem... e ninguém parece se aperceber de nada estranho.
Depois de ver coisas muito estranhas, Charlie chega à inegável conclusão que Jerry é um vampiro e que o seu campo de caça é a sua vizinhança. Incapaz de fazer os outros ver quem realmente é o vizinho novo, Charlie tem que descobrir uma forma de se ver livre do monstro sozinho... – Joana Neto Lima
Dia 18 de Junho, pelas 18 horas, o escritor Zivković vai estar no Festival Silêncio, para uma conversa com José Mário Silva, jornalista e autor do blogue O Bibliotecário de Babel. A entrada é livre.
Zoran Zivković, escritor de nacionalidade sérvia, tem duas obras editadas entre nós: a colectânea A biblioteca e o romance O último livro (vencedor de um World Fantasy Award), ambos publicados pela Cavalo de Ferro.
O Festival Silêncio tem lugar no cinema São Jorge, entre os dias 15 a 25 de Junho. O programa pode ser consultado aqui. – Rui Baptista
A partir de 17 de Junho, vai estar disponível nas livrarias o romance de Jacqueline Kelly. Terá o preço de 15.50 euros e conta com tradução de Irene Magalhães.
“O meu nome é Calpurnia Virginia Tate, mas, nesses tempos idos, toda a gente me tratava por Callie Vee. Nesse verão, tinha onze anos e era a única rapariga de um total de sete irmãos. Conseguem imaginar pior do que isto?”
O verão de 1899 é quente na adormecida cidade do Texas onde vive Calpurnia, e não há muitas maneiras eficazes de combater o calor… A única alternativa que Callie encontra é cortar discretamente o cabelo, uns furtivos dois centímetros de cada vez. Também passa muito tempo no rio na companhia do seu irascível avô (um ávido naturalista), e descobre que cada gota de água está cheia de vida – nada como olhar através de um microscópio.
Ao mesmo tempo que Callie vai explorando o mundo natural à sua volta, segundo os passos de Darwin, consegue desenvolver uma forte relação com o avô, contornar o perigo que é viver com seis irmãos e aprender o que significa ser-se rapariga na viragem do século.”
Num mundo onde a Luz e as Trevas de digladiam sem tréguas, Daimon DelMoona regressa agora para junto da sua amada, Lília, devastado pelas trágicas consequências dos acontecimentos que se desenrolaram no volume anterior. Daimon, não estará sozinho na sua demanda final, mas conseguirá ele alguma vez libertar-se da trágica dualidade que o destroçou?
Em colaboração com a Editorial Presença, temos para oferecer um exemplar do novo romance de Rafael Loureiro, o último livro da trilogia Nocturnos. A edição que temos para oferecer é a especial autografada.
Para se habilitarem deverão responder uma pergunta (muito simples):
1. Quais os títulos dos outros dois livros que compõem esta trilogia?
• As respostas deverão ser enviadas para o seguinte email: ruipedrobaptista@gmail.com, com o nome e morada, para a qual o livro deverá ser enviado.
• O passatempo tem início hoje e termina no dia 5 de Junho, às 23h59.
• Só são aceites participações de Portugal (continental e ilhas) e uma participação por pessoa.
• O vencedor será escolhido de forma aleatória, entre todos os participantes que acertarem correctamente à questão.
• O envio do livro ao vencedor ficará a cargo da Editorial Presença.
A edição especial de A Redenção será acompanhada de um DVD Nocturnus. Neste, podemos encontrar a visão e a voz deste mesmo universo contadas através de três diferentes artes: Cinema, Música e Banda Desenhada.
Cinema: Apresentação Nocturnus: Novo Nascimento Por Alexandre Cebrian Valente, produtor de Crime do Padre Amaro, esta curta-metragem, que conta a história de Daimon e o seu Novo Nascimento após a morte de Lília, ganha vida com um elenco de luxo, contando entre vários actores com Alexandre Ferreira e Catarina Jardim.
Música: Banda Sonora: In Memoriam Nocturnus Pela banda Witchbreed, a Banda Sonora Nocturnus é composta por quatro temas; um deles inspirado no Prólogo e os outros em cada um dos Tomos. Cada frase é uma gota de sangue vertida pelos personagens, cada acorde a expressão dos seus sentimentos... Banda Desenhada: BD Nocturnus: Génesis Em escala de cinzentos se conta a história da génese Nocturnus pelo traço de Carlos Dias. É a história de Tiriel, um anjo caído pelo ciúme da humanidade que se tornou o Pai e criador de todas as Descendências de vampiros.
Decidimos prolongar a brincadeira iniciada no Facebook e partilhamos aqui algumas das várias versões do famoso jogo. Algumas são de facto bastante curiosas.
E se souberem de mais versões loucas, avisem-nos. Teremos todo o gosto em partilha-las.
Há seis anos atrás a NASA descobriu provas da existência de vida extraterrestre no nosso sistema solar. Uma sonda foi lançada para recolher amostras, mas ao reentrar na atmosfera terrestre incendiou-se e despenhou-se algures sobre a América Central. Pouco tempo depois, novas formas de vida começam a surgir e metade do México é isolado e colocado de quarentena, passando a ser designado como “zona infectada”. Ainda hoje, as forças militares americanas e mexicanas lutam para conter a “infecção”, para isolar as “criaturas”…
A nossa história começa quando um jornalista aceita escoltar uma turista, sobrevivente de uma das incursões das “criaturas”. Juntos tentam atravessar a perigosa zona infectada para chegar até à segurança da fronteira americana…
Quantos e quantos filmes foram já feitos sobre pretensas invasões ou visitas extraterrestres? Quantas e quantas vezes não torcemos nós deste lado da tela prateada, para que este ou aquele lado vença sobre o outro? Quantas e quantas vezes se viu o ponto de vista bélico dos invadidos e/ou dos invasores?
Monsters é exactamente o ponto de vista que faltava nas representações das guerras galácticas arrastadas para a Terra... O ponto de vista daqueles cuja única preocupação é a sobrevivência e não a supremacia belicista e idealista!
O seu ritmo lento e pausado, capitulado por momentos de pura adrenalina, marca passo levando o espectador numa viagem imparável e marcante pelo México, atravessando a Zona Infectada, para tentar chegar aos Estados Unidos da América e à segurança prometida. De uma forma arrepiantemente humana e pessoal, Gareth Williams apresenta-nos a realidade dentro e fora da grande muralha construída pela grande potência mundial, tentando evitar o avanço do contágio para território americano...
De salientar, o trabalho do par de actores (Scoot McNairy e Whitney Able) que seguram e trazem à vida, de forma brilhante e convincente todo o desenrolar do filme. Os actores conseguem manter tudo na dosagem correcta sem pretensiosismo nem falsidades. Facilmente fazem acreditar e levar o espectador a sofrer com eles as agruras e complicações do caminho, os imprevistos e as tragédias, tornando-os assim testemunhas do crescimento das duas personagens ao longo da viagem. Assistindo assim ao sucessivo derrube das máscaras que todos somos obrigados a envergar, tentando convencer os que nos rodeiam que somos outras pessoas totalmente diferentes da verdade.
Monsters é portanto, uma pequena jóia cinematográfica, deliciosamente recheada de pormenores e mensagens escondidas... Acredito que apenas após vários visionamentos será possível perceber a intrincada teia crítica de Gareth Williams. A fotografia, a Banda Sonora que se cola às imagens de uma forma comovente, ao trabalho de actores, o argumento, todos estes elementos conjugados constroem um filme que facilmente se tornará uma das referências do cinema catástrofe extraterrestre e de sobrevivência.
Uma conclusão, não interessa a altura dos muros que construímos à nossa volta, pois não conseguimos parar o Mundo, não conseguimos isolar-nos do que acontece do outro lado.
Claramente, Monsters é uma crítica inteligente e assertiva às políticas e mentalidades da maior super potência do Mundo, apelando à loucura autista de muitos dos actos perpetrados por muitos.
Uma nota, Monsters é um presente para os amantes da ciência principalmente para os biólogos. A profundidade da mundo criado, a descrição detalhada dos ciclos de vida das “criaturas” sempre com atenção à correcção científica dos dados apresentados. – Joana Neto Lima
Ontem celebrou-se um pouco por todo o mundo o Towel Day. E depois de muitos olhares reprovadores para quem transporta consigo uma toalha neste dia... há que desmistificar um objecto, por muitos olhado com desdém, e não dando a devida importância: a toalha.
Douglas Adams e o Hitchhikers guide to The Galaxy explicam detalhadamente a importância da toalha e os usos mais comuns para a mesma:
“O Guia da Galáxia Para Quem Anda À Boleia tem algumas coisas a dizer no que respeita a toalhas de banho.
Uma toalha, diz o guia, é praticamente a coisa mais útil que quem viaja à boleia pode ter. Em parte, porque tem um grande valor prático. Podemos enrolar-nos nela se tivermos frio enquanto atravessamos as luas frias de Jaglan Beta. Podemos deitar-nos nela nas brilhantes areias das praias de Santraginus V, inalando os impetuosos vapores marítimos. Podemos dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no planeta deserto de Kakrafoon. Usá-la para velejar numa pequena jangada, descendo o sossegado rio Moth, molhá-la para o uso no combate corpo a corpo, enrolá-la em volta da cabeça para nos proteger de fumos nocivos ou evitar o olhar da besta-voraz-irritante-como-o-raio de Traal (um animal tão impressionantemente estúpido que assume que se nós não o podemos ver, ele também não nos pode ver a nós; estúpido como uma porta mas voraz, muito voraz), podemos acenar com a toalha numa emergência como sinal de aflição e, claro, secar-nos com ela se ainda parecer limpa o suficiente.
Mais importante ainda, uma toalha tem um imenso valor psicológico. Por alguma razão, se um strag (Strag:alguém que não anda à boleia) descobre que um viajante à boleia tem a sua toalha consigo, presume automaticamente que também terá consigo a escova de dentes, toalha de rosto, sabonete, lata de biscoitos, cantil, bússola, mapa, novelo de fio, repelente de insectos, roupa de chuva, fato espacial etc, etc. Além disso, o strag irá emprestar sempre de bom grado ao viajante à boleia qualquer um destes objectos ou outros que o viajante possa ter “perdido acidentalmente”. O que o strag irá pensar é que um homem que anda À boleia de uma ponta à outra da galáxia, comendo o pão que o Diabo amassou, conseguindo ultrapassar todos os obstáculos e sabendo sempre onde está a sua toalha, é claramente um homem que merece respeito.
Isto explica uma expressão que passou a fazer parte do calão dos que viajam À boleia. Exemplo: “Sass aquele hoopy do Ford Prefect? Aí está um frood que sabe sempre onde está a sua toalha.” (Sass: saber, estar consciente de, conhecer, ter sexo com; Hoopy: gajo muito porreiro; Frood: gajo estupidamente porreiro).” (*)
E como nós no BLID gostamos de ser terrestres prevenidos para toda e qualquer eventualidade, além de observar e celebrar o dia 25 de Maio, orgulhosamente transportando connosco as nossas toalhas de banho, organizamos também as celebrações em duas cidades portuguesas. Celebração com o alto patrocínio das autoridades Vogon e com a possível presença do Presidente da Galáxia Zhaphod Beeblebrox. Para aqueles que como nós gostam de andar prevenidos, junte-se a nós no Sábado à tarde, no Piolho (Porto), e no Sábado à noite no Largo de Camões (Lisboa). – Joana Neto Lima
(*) Excerto do livro À Boleia pela Galáxia/Hitchhiker's Guide to The Galaxy (tradução de António Vilaça - Saída de Emergência, 2005)
Título original: The Case Book of Victor Frankenstein (2008)
Autor: Peter Ackroyd Tradutor: Marta Oliveira Editora: Edições Saída de Emergência (2011)
Peter Ackroyd, autor britânico com um trabalho diversificado (Poe, Uma Vida Abreviada), faz um tributo a uma das obras mais assustadoras de sempre: Frankenstein, de Mary Shelley. O autor apresenta uma versão própria da história do homem que criou uma criatura condenada e condenável.
Victor Frankenstein surge como um jovem proveniente de Genebra, Suíça, que sempre ambicionou a obtenção de conhecimento acima de todas as coisas. Quando chegou à idade certa, partiu para Oxford com o objectivo de aprofundar os seus estudos e de se tornar um investigador pioneiro nas matérias da vida humana.
“Mas eu já me tinha separado para sempre das actividades comuns dos homens. A minha mente tinha apenas um pensamento, uma ideia, um objectivo. Desejava alcançar mais, muito mais do que os que me rodeavam, e acreditava piamente que descobriria um novo método, exploraria poderes desconhecidos, e revelaria ao mundo os mistérios mais profundos da criação.”
É durante esta fase que Frankenstein estabelece uma relação de amizade com Percy Shelley (personagem cujo nome não é uma mera coincidência, tratando-se de uma representação do marido de Mary Shelley), um poeta ateu que influencia os seus novos ideias assim como lhe apresenta uma nova noção sobre os conceitos de vida e criação. O investigador começa a ficar cada vez mais centrado na procura da essência da vida, e inicia uma série de experiências obscuras, das quais tinha uma meta muito concreta: devolver a vida ao que está morto.
“Ao restaurar a vida humana, eu estava prestes a começar um empreendimento que poderia mudar a própria consciência humana! (…) Extrair a vida da morte, restaurar espíritos perdidos e funções do corpo humano, o que poderia ser mais benéfico?”
Apesar de não cativar logo ao início, este livro revela ser uma leitura agradável para os fãs de terror. O leitor que conhece a versão da autoria de May Shelley, vai encontrar inúmeros pontos em comum, mas também vai ficar surpreendido com momentos que diferem do trama original. Destaco o momento em que algumas personagens se juntam em Genebra e recriam a ocasião em que Mary Shelley, na companhia de Percy Shelley, de Lord Byron e de John Polidori, conta a história daquele que veio a ser um dos monstros mais conhecidos do nosso tempo. Surge, então uma junção agradável entre a vida da autora e a história da sua criação.
A leitura não é exigente e as descrições levam o leitor a percorrer, facilmente, as ruas miseráveis e as casas luxuosas do século XIX. A capacidade descritiva torna-se mais evidente nos momentos em que são relatadas as experiências de Victor Frankenstein, uma vez que a construção das imagens mais desagradáveis é imediata. Contudo, em certos momentos, parece que falta algo à leitura: mais do monstro e mais terror. Existem acções que se tornam aborrecidas, mas o fim improvável da trama é bastante compensatório.
Este é um livro agradável que vai suscitar a curiosidade e revelar momentos interessantes aos fãs de Frankenstein, o monstro criado por Mary Shelley. – Cláudia Sérgio
Autor: Scott Westerfeld Tradução: Catarina Gomes Editora: Vogais (2011)
Com a chancela da Vogais, chega-nos o terceiro volume da série de ficção científica de Scott Westerfeld, Uglies.
Tally julgava que os Especiais, máquinas de combate cujo objectivo é controlar os Imperfeitos e os Perfeitos, eram apenas um rumor. Porém, ela transforma-se num deles e entra para um grupo de elite das Circunstâncias Especiais: os Cortadores.
Enquanto tenta lidar com as suas memórias e com as pessoas que deixou para trás, Tally é confrontada com um grave dilema: exterminar os rebeldes do Novo Fumo ou lutar contra a sua nova natureza e seguir o seu coração.
Especiais mantém o tom alucinante e envolvente dos seus antecessores. Scott Westerfeld tem uma escrita muito visual, pautada por momentos surpreendentes que mantêm o leitor agarrado ao livro até à última página. Porém, nota-se que aqui Westerfeld centrou-se mais na acção do que no desenvolvimento das personagens e nas metáforas introduzidas em Imperfeitos e Perfeitos.
A protagonista, torna-se bastante ambígua neste volume. Enquanto nos anteriores há um claro crescimento e amadurecimento da uma personagem – repleta de defeitos, mas que aprende com os erros –, neste temos uma Tally que se mantém sempre igual. Uma vez que agora é Especial, é forçada a agir de determinada forma, que aos olhos do leitor é algo condenável. Espera-se que haja alguma evolução e isso nunca acontece, o que dificulta a ligação com o leitor.
Há diversas personagens dos volumes anteriores que regressam, mas nenhuma com a profundidade merecida. Neste caso, o factor “romance”, sempre presente na história, sofre uma quebra com a quase dissolução de Zane e David.
O mundo futurista criado por Westerfeld é mais aprofundado, com a introdução de novos grupos de humanos com sociedades e motivações muito diferentes. As metáforas sobre o ambiente e a obsessão com a beleza continuam presentes e acabam por provar que são realmente os elementos mais fortes desta série de Scott Westerfeld. É bastante interessante imaginar o nosso mundo daqui a centenas de anos tal como o autor propõe com tanto detalhe.
No entanto, ao longo dos três volumes, ficamos sem perceber qual a verdadeira intenção do autor. Alertar para causas ambientais? Criticar a sociedade obcecada com a perfeição? Apontar alguns dos problemas da adolescência?
Apesar de ser um bom livro, Especiais não é a melhor conclusão para este ciclo da história. O leitor fica com a sensação de que a história de Tally e das personagens que a rodeiam não foi bem resolvida e que não houve uma verdadeira evolução. Em todo o caso, é inegável afirmar que, apesar de tudo, se trata de uma série bastante interessante.
Extras é o próximo volume da saga, mas abandonará Tally como protagonista e centrar-se-à numa personagem. Aguarda-se ansiosamente uma reviravolta nesta apaixonante série. – Fábio Ventura
Se há filmes em que ninguém deveria mexer são dos de Sam Peckinpah. Mas Rod Lurie parece ter uma opinião diferente e dirigiu este remake. Resta saber se está à altura do original ou se de facto, devia ter estado quieto. – Rui Baptista
Nós aqui no BLID não somos lá muito adeptos de publicidade. Mas alguns anúncios comerciais merecem toda a nossa (e vossa) atenção. É o caso deste Giant Thirst, do alemão Roland Petrizza. – Rui Baptista
Autora: Kiersten White Tradução: Inês Castro Editora: Planeta Manuscrito (2011)
Evie nunca chegou a conhecer os seus pais e tão pouco sabe de onde veio. Sabe apenas que tem um dom único e que foi acolhida pela Agência Internacional de Contenção Paranormal, tornando-se esta a sua casa e o local onde trabalha. Evie tem a capacidade de ver para lá dos disfarces dos paranormais, identificando-os com grande facilidade. Não admira que seja uma mais-valia para a AICP, cuja função é identificar e neutralizar os paranormais, leia-se: vampiros, lobisomens, bruxas, fadas, entre outros.
Apesar de toda esta paranormalidade, Evie sempre se achou uma adolescente normal. Isto é, até surgir uma série de assassinatos de paranormais e de começar a ter sonhos com estranhas vozes proféticas. Tudo isto dá-lhe a entender que pode, de alguma forma, estar relacionada com aquelas mortes e envolvida numa estranha e sinistra profecia de fadas.
Paranormalidade revelou-se uma agradável surpresa, em grande medida devido às baixas expectativas que os livros direccionados ao público jovem adulto ultimamente tendem a despertar. A história não é do tipo lamechas e não gira essencialmente em torno do romance entre duas personagens, mas sim dos mistérios a desvendar e dos obstáculos a ultrapassar. Em contrapartida os capítulos estão pejados de vocabulário adolescente, como yá e bué, o que se torna um pouco irritante, assim como o facto de a protagonista tratar os adultos que acaba de conhecer, pela segunda pessoa do singular.
Paranormalidade é uma obra de fácil leitura: a escrita é acessível e sem floreados, pouco descritiva e com personagens algo simples, mas no entanto, minimamente interessantes.
Kiersten White construiu uma narrativa interessante e cativante, capaz de nos manter a curiosidade até à recta final. Por cá, ficamos a aguardar a chegada de Supernaturally com expectativas mais elevadas. – Rita Verdial
Título original: Traité de Fairie – Suivi d’ autres recueils fameux de Féerie et d’ Elficologie par Ismael Mérindol
Autor: Édouard Brasey Tradução: Paula Antunes Editora: Europa-América (2011)
“Não existe nada que não tenha sido primeiro sonhado,” – escreve a criança feérica Ismaël Mérindol no seu Tratado das Fadas.
Escrito e organizado sob a tradição dos autênticos grimórios do século XV, Ismaël Mérindol conta-nos o seu percurso iniciático pelo mundo maravilhoso das fadas. Através da sua pluma, fadas, ninfas, elfos, gnomos e outras criaturas do Pequeno Povo ganham vida e convidam-nos a segui-las.
Outros tratados feéricos de referência, como O Conde de Gabalis e O Silfo Enamorado, acompanham este texto inédito e permitem-nos regressar às origens da fantasia.
Partamos então ao seu encontro, sem mais demora, pelo caminho dos sonhos…
Continuando o trabalho realizado no Tratado de Vampirologia(ler crítica), Édouard Brasey toma desta vez o mundo das fadas entre as suas mãos. Levanta um pouco a cortina que separa os nossos dois mundos e dá-nos um pequeno vislumbre da cultura do bom Povo Pequeno.
Enquanto no Tratado de Vampirologia, Brasey e Hellsing construíram habilmente uma quasi-enciclopédia, uma espécie de livro de campo, aqui neste Tratado das Fadas, o autor e Ismaël Mérindol apresentam-nos uma auto-biografia do proclamado changeling.
Este Tratado encontra-se dividido em duas partes distintas: a auto-biografia de Ismaël Mérindol, e um conjunto de textos/tratados sobre a temática – contando com alguns textos alusivos ao tema como Os Diálogos do Conde de Gerbalis e O Silfo Enamorado.
O Tratado das Fadas começa de forma bastante promissora, falhando no entanto em concretizar essa premissa inicial. O livro e os seus textos quando analisados com maior atenção, falham em trazer ou compilar conhecimentos sobre o Povo Pequeno. Um leitor um pouco mais experienciado no tema facilmente sai desiludido com o que é aqui apresentado.
Apesar do bom trabalho de tradução nesta obra, não pude deixar de notar numa pequena incorrecção quanto à denominação de Ismäel Mérindol. No livro aparece registado como “changellin”, quando na realidade crianças humanas trocadas por crianças de origem mágica são denominadas de “changelling”. Como não tive acesso à obra original, não tenho a certeza quanto à origem do erro, se do tradutor ou se do próprio autor.
Contudo, O Tratado das Fadas não deixa de ser uma leitura interessante para os amantes da temática, uma vez que metade do texto é uma auto-biografia de um dos elementos do Povo Mágico, sendo enriquecedor ver o nosso mundo pelos olhos de um deles. Esta obra leva-nos numa viagem interessante através de um mundo de fidelidades, segredos e sangrentas vinganças... – Joana Neto Lima
“Um thriller fantástico e repleto de suspense que explora todos os limites de uma maldição,” – assim é descrito o romance de João Leal pela Livros Quetzal. Chega dia 3 de Junho, às livrarias e terá o preço de 17.50 euros.
“Quando Rodrigo chega a S. João, percebe que vai ter de crescer depressa se quiser sobreviver ao violento código que rege a vida dos órfãos. A aparição de um novo e pouco ortodoxo padre traz-lhe uma visão de esperança que promete mudar tudo. Mas uma maldição familiar emerge do passado. Uma série de assassínios brutais vai arrastá-lo, a ele e a Jorge, o seu único amigo, para um lugar sobrenatural escondido atrás de um misterioso alçapão.
Há séculos à deriva, os habitantes de Lothar, a ilha flutuante, pensam que são os únicos sobreviventes do Grande Dilúvio. No centro da ilha, numa árvore gigantesca, vive um anjo caído que é o seu deus. Um acontecimento, contudo, vai agitar o quotidiano e levar a que dois deles decidam partir.”
Já se encontra à venda nas livrarias o terceiro volume d’ As Crónicas dos Elfos, O Sangue dos Elfos, de Jean-Louis Fetjaine. O preço é de 18.07 euros.
“Uma guerra sem precedentes está prestes a desequilibrar o mundo. Os exércitos d'Aquele-Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado preparam-se para tomar de assalto a fortaleza de Agor-Dôl e avançar sobre as planícies. Apesar de serem historicamente inimigos, os elfos da floresta de Eliande, os anões da Montanha Negra e os homens do reino de Logres não têm outra alternativa senão unir esforços para contrariar os planos do Inominável.
Lliane, que conseguiu fugir das Terras Negras e foi acolhida pelos anões de Troïn, voltou ao reino dos elfos. A princesa recém-coroada rainha terá de se aplicar a fundo para apaziguar as rivalidades tenazes, construir pouco a pouco uma coligação e liderar a luta. Anuncia-se uma batalha gigantesca. Seja qual for o resultado, o mundo mudará para sempre.”
Autores: Fernando Ribeiro, Raphael Draccon
Editora: Gailivro (2011)
Facto ou ficção? São histórias que fazem já parte da nossa memória colectiva. Que passam de boca a boca, variando um ponto aqui e ali. Histórias que se “alimentam-se do vazio, do medo e do preconceito.” São os mitos urbanos.
Foi este o ponto de partida para o novo projecto da Gailivro, Mitos Urbanos. Uma colecção no campo do terror e fantástico de livros de bolso, com o objectivo de “divulgar novos autores de língua portuguesa que, paralelamente ao seu gosto pela escrita, se impuseram, seja através do cinema, da música ou de outras formas de expressão artística, como ícones da nossa cultura pop.”
“…não tinha percebido que os tempos tinham mudado. Que os livros eram agora não só lidos por todos mas escritos por qualquer um e que vender um livro era muito mais que alimentar um apetite fútil do que emergência da alma.”
Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, apresenta-nos dois contos: TRVE e Exercício de Cidadania. O primeiro, uma crítica ao mercado editorial, em particular ao dos “vampiros”. O segundo, uma crítica à nossa sociedade. Contudo, e ainda que muito interessantes, fogem bastante à definição de mitos urbanos.
Em TRVE acompanhamos as preparações para o lançamento de um novo livro de Natalie Mayer, “uma escritora emergente da ficção de Terror, light que até doía, que se tinha especializado em vampiros.” E à medida que assistimos a todos os preparativos, assistimos também à preparação de uma terrível vingança…
No segundo conto, o autor critica severamente toda a situação política e social que o nosso país atravessa. E pelo meio, “– Anda um gajo a matar políticos!”
Apesar de exagerar nos estrangeirismos, Fernando Ribeiro revela grande competência na escrita. E a forma incisiva com que apresenta as duas críticas é deliciosa.
“Se você não se lembrar do que aconteceu nas últimas horas, nós faremos com que sofra ainda mais, como se estivesse em um dos nove círculos do Inferno…Foi o que eles disseram antes do terceiro electrochoque.Essa nem foi uma das piores partes.”
Quanto a Raphael Draccon, escritor brasileiro, a sua história aproxima-se muito mais do que foi proposto. Falha no entanto na sua execução.
Draccon recria o mito em que um homem acorda sem um rim numa banheira cheia de gelo. E na sua versão, três pessoas espancam violentamente o indivíduo, com o intuito de descobrirem como tudo aconteceu. Existe um outro propósito, mas esse caberá aos leitores descobrirem.
A ideia até está bastante interessante, infelizmente Raphael Draccon deixa que a personagem principal, que também o narrador, divague demasiado tempo e demasiadas vezes. A história perde muito do ritmo com isso.
Apesar de um arranque algo morno, Mitos Urbanos é uma colecção com muito ainda para oferecer. – Rui Baptista
NOTA: Crítica publicada noblog 1001 mundos, no âmbito da rubrica Leitor Convidado.
É uma criatura pequena, amarela e tipo sanguessuga, sendo provavelmente uma das criaturas mais estranhas do Universo. Babel Fish alimenta-se de ondas cerebrais, absorvendo todas as frequências inconscientes, excretando depois telepaticamente uma matriz formada a partir das frequências conscientes e sinais nervosos captados dos centros da fala do cérebro.
A aplicação prática de tal criatura, é que basta enfiar uma num dos nossos ouvidos para conseguir entender instantaneamente todas as línguas do universo conhecido. É dos mais eficazes tradutores universais que simultaneamente traduz de uma língua falada para outra e vice-versa.
O livro The Hitchhiker's Guide to The Galaxy nota que o Babel Fish nunca poderia ter-se desenvolvido naturalmente apenas através da evolução natural e portanto, prova e não prova, simultaneamente, a existência de Deus:
“O facto de algo tão extraordinariamente útil ter evoluído apenas por mero acaso é uma coincidência tão bizarra e improvável que alguns pensadores decidiram considerá-la como uma prova da inexistência de Deus. A argumentação era mais ou menos assim:
– Recuso-me a provar que existo – disse Deus – pois a prova nega a fé e, sem fé, nada sou. – Ao que o Homem responde:
– Mas o peixe Babel é indício claro, não é? Não podia ter evoluído por acaso. Ora isso prova que existes. QRD.
– Oh, Céus! – Disse Deus – Não tinha pensado nisso – e desapareceu imediatamente numa nuvem lógica.
– Afinal foi fácil – disse o homem, que resolveu também provar que preto é branco mas acabou por morrer na primeira passadeira de peões que encontrou.
Entretanto, pobre peixe babel, ao acabar eficientemente com todas as barreiras da comunicação entre as raças e culturas diferentes, causou mais guerras sangrentas do que qualquer outra na história da criação.” (*)
Arthur Dent apenas comentou “Eurgh!” quando inseriu pela primeira vez um Babel Fish no seu ouvido. Isso permitiu-lhe perceber Poesia Vogon – que não foi necessariamente uma coisa muito positiva. – Joana Neto Lima
Para celebrar o génio criativo de Douglas Adams, que tal como o Babel Fish, é demasiado brilhante para ter sido fruto de puro acaso, juntem-se às celebrações do espírito geek, no Towel Day, dia 28 de Maio. Mais informações aqui.
(*) Excerto do livro À Boleia pela Galáxia/Hitchhiker's Guide to The Galaxy (tradução de António Vilaça - Saída de Emergência, 2005)
Andróides foragidos tremam de medo, pois os Jawa chegaram aos nossos jardins!
Uma vez mais, os criativos do site ThinkGeek, sempre com preocupação pelo bem-estar do geek terrestre, trazem os Jawa para defender os nossos relvados de andróides perdidos e dos estragos por eles perpetrados.
Mas pensam vocês, os Jawa não são habitantes dos desertos?! Então qual a ligação entre os Jawa e os nossos verdejantes relvados? E a resposta não tarda e é supreendente... esta remessa de Jawa, que irá embelezar os relvados das nossas casas, vem directamente de um clã de livres-pensadores que se cansaram da vida árida dos desertos e desejam agora enterrar os seus pezinhos na verdejante relva terrestre.
Os Jawa são cuidadosamente esculpidos para se parecerem com os típicos gnomos de jardim, mas muito mais bonitos e interessantes. Feitos a partir de resina sólida e completamente pintados, estão preparados para enfrentar todas as condições atmosféricas e toda e qualquer intempérie.
Cada Jawa custa 34.99 dólares e pode ser adquirido aqui. – Joana Neto Lima
Dead Shadows conta a história de um jovem, Chris, cujos pais foram brutalmente assassinados 11 anos atrás, no mesmo dia em que o Cometa Halley era visível na Terra.
Hoje, um novo cometa vai aparecer e todos os vizinhos do prédio de Chris estão a preparar uma festa para celebrar o acontecimento. E claro, existe uma teoria apocalíptica a circular. À medida que a noite cai, Chris começa a aperceber-se de comportamentos estranhos das pessoas à sua volta – e tudo indica para que esteja relacionado com a aparição do cometa. Todos começam a tornar-se violentas e desorientadas e não demora muito até que se comecem a transformar em algo totalmente diferente... algo de fora da Terra.
Numa luta pela sobrevivência, Chris tem que escapar do seu prédio, com a ajuda de alguns dos seus vizinhos. Mas será que conseguem sobreviver? – Joana Neto Lima
Um grupo disfuncional de jovens delinquentes e os seus monitores, embarcam num fim-de-semana de trabalho comunitário na estranha e remota aldeia de Mortlake, em Yorkshire. Uma aldeia que se orgulha no seu isolamento, e de manter as suas coisas para si. Um incidente com alguns jovens da aldeia rapidamente se transforma num banho de sangue, num pesadelo surreal para todos os envolvidos. – Joana Neto Lima
Ronal é um jovem bárbaro com auto-estima inexistente, o oposto de todos os outros bárbaros musculados da sua aldeia: é um verdadeiro lingrinhas. Contudo, o destino cruza-se no seu caminho e a responsabilidade pelas vidas de toda a gente está agora nas suas mãos.
Um dia, o malvado Lord Volcazar ataca a aldeia de Ronal e rapta todos os habitantes. Ronal é agora forçado a enveredar numa perigosa busca pelo seu clã e impedir Volcazar de conquistar o mundo. No caminho o nosso bárbaro junta-se a Zandra, Alibert o Bardo e Elric o Elfo Metrossexual... – Joana Neto Lima
Quem são afinal os 100 maiores super-heróis da banda desenhada norte-americana? A resposta irá sempre depender muito de quem a dá. E para a IGN, o maior super-herói é… Não vamos estragar a surpresa. Podem ver aqui.
Depois do divertido documentário The People vs. George Lucas, Alexandre O. Philippe decidiu fazer um novo. E desta vez, o visado é nada meia nada menos que Paul, o polvo alemão que conseguia prever (quase sempre) os resultados do futebol.