26.12.11

Crítica: Besta




Título original: Behemoth (2010)

Autor: Scott Westerfeld
Tradução: Raquel Dutra Lopes
Editora: Vogais (2011)





A editora Vogais volta a apostar em Scott Westerfeld, desta vez com a continuação da publicação da série Leviatã. Apesar de ser destinada a um público jovem, esta coleção pode fazer as delícias dos apreciadores de história alternativa de qualquer idade, graças à história interessante que remete para uma primeira Guerra Mundial muito peculiar, ao ritmo rápido e às muitas ilustrações que dão um toque muito especial a estes livros.

Em Besta, o leitor continua a seguir as aventuras de Aleksandar e Deryn Sharp, dois jovens de origens distintas, mas unidos por uma forte amizade, e cujas decisões poderão mudar o rumo da história. A bordo do Leviatã, os dois dirigem-se para Constantinopla (ou Turquia), com o intuito de se iniciarem negociações de paz. Contudo, os planos não correm como o previsto, já que os oponentes já lá chegaram e conseguiram comprar a confiança do regente. Como se tal não bastasse, Alek toma uma decisão drástica, e leva consigo uma criatura nova e misteriosa, enquanto Deryn vê o seu grande segredo em risco. Os dois encontram estranhos aliados que os podem ajudar a alcançar um desejado objetivo… ou será que não?

Se o primeiro volume, Leviatã (ler crítica), foi uma introdução a um mundo novo, composto pelos interessantes Darwinistas e Clankers, Besta é o arrancar para uma ação desenfreada. Os elementos que conquistaram no primeiro continuam a existir no segundo, o que fazem com que seja uma leitura agradável e fácil de fazer. O leitor imagina com facilidade as estranhas criaturas dos Darwinistas e as sofisticadas máquinas a vapor do Clankers, que compõe um universo completamente novo mas muito atraente.

A trama poderá agradar um público mais velho, mas não marcá-lo particularmente, devido à grande simplicidade da escrita e do próprio enredo. Os protagonistas ganham uma dimensão mais interessante conforme se confrontam com maiores dificuldades. O contributo de Keith Thompson, o autor das ilustrações, continua a ser de grande valor.

Quem apreciou Leviatã não deve perder a leitura de Besta, mais envolvente e possuidora de boas surpresas. Fica a curiosidade do que o autor poderá mais fazer, e de como esta guerra vai terminar. Uma coleção cada vez mais interessante. – Cláudia Sérgio

0 comentários: