
Título original: Leviathan (2009)
Autor: Scott Westerfeld
Tradução: Raquel Dutra Lopes
Editora: Vogais & Companhia (2011)
Scott Westerfeld é conhecido pela sua trilogia Midnighters e pela saga Uglies. A Vogais & Companhia continua a apostar no autor e lança agora o primeiro volume da série Leviatã, que revela uma história completamente diferente das anteriores.
Enquadrado no género steampunk, Leviatã é passado numa realidade alternativa, no inicio do século XX. A trama apresenta tecnologia e evoluções científicas avançadas e inexistentes no tempo em que a acção se desenrola, tais como grandes máquinas de guerra e transporte movidas a vapor, que estão na posse dos germânicos e animais manipulados segundo teorias de Darwin acerca da evolução das espécies pelos britânicos.
O leitor acompanha as duas personagens principais. Por um lado existe Aleksandar, filho de Francisco Fernando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro e de Sofia Chotek. Quando os seus pais são assassinados por revolucionários sérvios, Alek foge com os seus leais servidores e parte num Marchador para um refúgio secreto. Entretanto, em Inglaterra, Deryn Sharp, uma plebeia, disfarça-se de rapaz de forma a entrar na Força Aérea, onde demonstra ter um talento natural para as funções que lhe são concedidas. Estes dois jovens de origens completamente distintas fornecem a sua visão sobre o início da I Guerra Mundial, juntamente com as suas motivações, desejos e receios.
Os dois jovens acabam por se encontrar acidentalmente a bordo de Leviatã, uma magnifica baleia-dirigível movida a hidrogénio, que transporta uma carga valiosa que pode fazer a diferença nos conflitos iminentes.
Esta é uma série destinada a uma faixa etária jovem, mas não deixa de encantar os mais velhos. O autor apresenta um mundo bastante curioso, recheado de criaturas novas, conseguidas através do estudo dos “fios de vida” que permitem aumentar as potencialidades de cada espécie, ou congregá-las em novos seres. As máquinas já não surpreendem tanto, uma vez que se tratam de um tema mais banal a quem está acostumado a este tipo de leitura.
É uma história bastante simples de acompanhar e o próprio exercício da imaginação é auxiliado através das belas ilustrações de Keith Thompson que são, sem qualquer dúvida, uma mais-valia. Estas estão presentes em todos os capítulos e fazem com que existam poucas descrições, que poderiam não ser bem aceites pelos leitores mais jovens, sendo, por isso, a escrita centrada na acção.
Não é um livro fascinante, mas a verdade é que revela ser uma leitura bastante agradável, podendo ser o primeiro passo para muitos leitores no género do steampunk, tantas vezes considerado difícil de cativar ou até mesmo de entender, até porque o facto de a trama acontecer num período tão conhecido faz com que exista uma maior ligação.
Uma série a acompanhar. – Cláudio Sérgio
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Enquadrado no género steampunk, Leviatã é passado numa realidade alternativa, no inicio do século XX. A trama apresenta tecnologia e evoluções científicas avançadas e inexistentes no tempo em que a acção se desenrola, tais como grandes máquinas de guerra e transporte movidas a vapor, que estão na posse dos germânicos e animais manipulados segundo teorias de Darwin acerca da evolução das espécies pelos britânicos.
O leitor acompanha as duas personagens principais. Por um lado existe Aleksandar, filho de Francisco Fernando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro e de Sofia Chotek. Quando os seus pais são assassinados por revolucionários sérvios, Alek foge com os seus leais servidores e parte num Marchador para um refúgio secreto. Entretanto, em Inglaterra, Deryn Sharp, uma plebeia, disfarça-se de rapaz de forma a entrar na Força Aérea, onde demonstra ter um talento natural para as funções que lhe são concedidas. Estes dois jovens de origens completamente distintas fornecem a sua visão sobre o início da I Guerra Mundial, juntamente com as suas motivações, desejos e receios.
Os dois jovens acabam por se encontrar acidentalmente a bordo de Leviatã, uma magnifica baleia-dirigível movida a hidrogénio, que transporta uma carga valiosa que pode fazer a diferença nos conflitos iminentes.
Esta é uma série destinada a uma faixa etária jovem, mas não deixa de encantar os mais velhos. O autor apresenta um mundo bastante curioso, recheado de criaturas novas, conseguidas através do estudo dos “fios de vida” que permitem aumentar as potencialidades de cada espécie, ou congregá-las em novos seres. As máquinas já não surpreendem tanto, uma vez que se tratam de um tema mais banal a quem está acostumado a este tipo de leitura.
É uma história bastante simples de acompanhar e o próprio exercício da imaginação é auxiliado através das belas ilustrações de Keith Thompson que são, sem qualquer dúvida, uma mais-valia. Estas estão presentes em todos os capítulos e fazem com que existam poucas descrições, que poderiam não ser bem aceites pelos leitores mais jovens, sendo, por isso, a escrita centrada na acção.
Não é um livro fascinante, mas a verdade é que revela ser uma leitura bastante agradável, podendo ser o primeiro passo para muitos leitores no género do steampunk, tantas vezes considerado difícil de cativar ou até mesmo de entender, até porque o facto de a trama acontecer num período tão conhecido faz com que exista uma maior ligação.
Uma série a acompanhar. – Cláudio Sérgio
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