29.11.10
Game of Thrones – Terceiro teaser
No passado Domingo, dia 28 de Novembro, a HBO exibiu o terceiro trailer da série Game of Thrones, baseada na saga de George R.R. Martin. Desta vez são sessenta segundos nos quais podemos ver pela pela primeira vez alguns dos personagens mais emblemáticos...
E sim, o Inverno está a chegar...
No próximo Domingo, dia 5 de Dezembro, antes do final da série Boardwalk Empire, na HBO, será exibido um pequeno making of da muito aguardada série. – Joana Neto Lima
E sim, o Inverno está a chegar...
No próximo Domingo, dia 5 de Dezembro, antes do final da série Boardwalk Empire, na HBO, será exibido um pequeno making of da muito aguardada série. – Joana Neto Lima
Crítica: O Homem do Castelo Alto

Título original: The Man in the High Castle (1962)
Autor: Philip K. Dick
Tradução: David Soares
Editora: Edições Saída de Emergência (2010)
O Homem do Castelo Alto apresenta uma história alternativa do escritor norte-americano Philip K. Dick, autor de outras narrativas conhecidas como Blade Runner e Minority Report, ambas adaptadas para o cinema.
O romance já tinha sido publicado na colecção Argonauta, da editora Livros do Brasil, dividido em dois volumes, mas a Saída de Emergência decidiu ressuscitar aquele que é para muitos, o melhor livro do autor e vencedor de um prémio Hugo.
Considerada a obra-prima de Philip K. Dick, apresenta uma versão alternativa da história do século XX. Tudo começa quando, na 2ª Guerra Mundial que termina em 1947, os aliados são derrotados pelas forças alemãs e japonesas, que instauram uma nova ordem mundial em torno de regimes militares opressivos. Em plena década de 60, o mundo está dividido entre estas as duas facções que vivem num clima de guerra fria. A acção passa-se nos Estados Unidos da América, país derrotado e dividido, ocupado a leste pelos alemães e a oeste pelos japoneses.
O autor apresenta um mundo diferente daquele que nós conhecemos, mas possível de ser imaginado. A situação global é bastante diferente daquela que foi verificada na realidade: o Mediterrâneo foi drenado com o objectivo de aumentar o solo fértil, a população de África foi dizimada por motivos científicos e racista, os judeus são perseguidos e é possível observar grandes avanços científicos nas áreas militares e de exploração espacial.
É dentro desta nova ordem que o leitor segue o caminho de cinco personagens bastante reais e humanas e com diferentes origens e visões da situação em que vivem. Philip K. Dick expõe estas personagens embrenhadas no seu quotidiano, revelando de que forma esta ordem afecta as suas vidas e apresenta as dúvidas que podem levar a alcançar um estado de paranóia.
O autor explora com mestria os desenvolvimentos das suas personagens. Se por um lado existe o judeu disfarçado que tenta vingar num negócio próprio, por outro há o japonês fiel ao império que se depara com verdades que o fazem colocar em causa a sociedade em que está inserido. Philip K. Dick consegue entrelaçar todas estas histórias tão díspares de uma forma genial, conseguindo fornecer diferentes pontos de vista que convergem para um único sentido.
Este romance existencialista apresenta os dois regimes opostos de uma forma subtil mas bastante interessante. A Alemanha surge com uma potência impiedosa e carniceira, com um elevado nível tecnológico direccionado para as conquistas no espaço e para o poder militar. O Japão é apresentado como uma sociedade hierárquica, pós-medieval, onde os bons costumes e a tradição milenar do I Ching é sobrevalorizada.
O autor faz ponderar sobre como pequenos detalhes podem mudar o curso da história, explora os limites humanos, mas também questiona os factores da condição humana, uma vez que, no lado japonês existe a questão das hierarquias sociais rígidas, enquanto, no lado alemão, todo aquele que não é útil ao regime é eliminado.
Para além do fabuloso romance de Philip K. Dick, esta edição possui ainda um ensaio muito interessante do jornalista e comentador Nuno Rogeiro sobre o autor e a obra.
O Homem do Castelo Alto é um livro impressionante. Fica a dúvida sobre a certeza ou ilusão da realidade exterior ao Homem, num universo em decadência lenta e progressiva, e a ideia de que um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença. – Cláudia Sérgio
O romance já tinha sido publicado na colecção Argonauta, da editora Livros do Brasil, dividido em dois volumes, mas a Saída de Emergência decidiu ressuscitar aquele que é para muitos, o melhor livro do autor e vencedor de um prémio Hugo.
Considerada a obra-prima de Philip K. Dick, apresenta uma versão alternativa da história do século XX. Tudo começa quando, na 2ª Guerra Mundial que termina em 1947, os aliados são derrotados pelas forças alemãs e japonesas, que instauram uma nova ordem mundial em torno de regimes militares opressivos. Em plena década de 60, o mundo está dividido entre estas as duas facções que vivem num clima de guerra fria. A acção passa-se nos Estados Unidos da América, país derrotado e dividido, ocupado a leste pelos alemães e a oeste pelos japoneses.
O autor apresenta um mundo diferente daquele que nós conhecemos, mas possível de ser imaginado. A situação global é bastante diferente daquela que foi verificada na realidade: o Mediterrâneo foi drenado com o objectivo de aumentar o solo fértil, a população de África foi dizimada por motivos científicos e racista, os judeus são perseguidos e é possível observar grandes avanços científicos nas áreas militares e de exploração espacial.
É dentro desta nova ordem que o leitor segue o caminho de cinco personagens bastante reais e humanas e com diferentes origens e visões da situação em que vivem. Philip K. Dick expõe estas personagens embrenhadas no seu quotidiano, revelando de que forma esta ordem afecta as suas vidas e apresenta as dúvidas que podem levar a alcançar um estado de paranóia.
O autor explora com mestria os desenvolvimentos das suas personagens. Se por um lado existe o judeu disfarçado que tenta vingar num negócio próprio, por outro há o japonês fiel ao império que se depara com verdades que o fazem colocar em causa a sociedade em que está inserido. Philip K. Dick consegue entrelaçar todas estas histórias tão díspares de uma forma genial, conseguindo fornecer diferentes pontos de vista que convergem para um único sentido.
Este romance existencialista apresenta os dois regimes opostos de uma forma subtil mas bastante interessante. A Alemanha surge com uma potência impiedosa e carniceira, com um elevado nível tecnológico direccionado para as conquistas no espaço e para o poder militar. O Japão é apresentado como uma sociedade hierárquica, pós-medieval, onde os bons costumes e a tradição milenar do I Ching é sobrevalorizada.
O autor faz ponderar sobre como pequenos detalhes podem mudar o curso da história, explora os limites humanos, mas também questiona os factores da condição humana, uma vez que, no lado japonês existe a questão das hierarquias sociais rígidas, enquanto, no lado alemão, todo aquele que não é útil ao regime é eliminado.
Para além do fabuloso romance de Philip K. Dick, esta edição possui ainda um ensaio muito interessante do jornalista e comentador Nuno Rogeiro sobre o autor e a obra.
O Homem do Castelo Alto é um livro impressionante. Fica a dúvida sobre a certeza ou ilusão da realidade exterior ao Homem, num universo em decadência lenta e progressiva, e a ideia de que um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença. – Cláudia Sérgio
28.11.10
Exposição e sessão de autógrafos com Jorge Coelho
Na próxima quarta-feira, 1 de Dezembro, a partir das 17 horas, a Livraria Kingpin Books, em Lisboa, inaugura uma exposição com os trabalhos originais de Jorge Coelho para a banda desenhada Forgetless (Image Comics). Vai ter lugar também uma sessão de autógrafos.(capa de W. Scott Forbs)
Kingpin Books - Rua Quirino da Fonseca,
16-B 1000 – 252 Lisboa
16-B 1000 – 252 Lisboa



Novos trailers: Gantz

Shinsuke Sato
Japão
IMDb
Escrita e ilustrada por Hiroya Oku, a manga Gantz narra a história de Kei Kurono e o seu amigo Masaru Kato, que ao morrerem num acidente de comboio tornam-se participantes num "jogo" pós-morte. Os dois e outras pessoas, também falecidas recentemente, são forçadas a perseguir e matar extra-terrestres utilizando um arsenal de armas e equipamento futurista.
Gantz adaptada para animação pelos estúdios Gonzo e sob direcção de Ichiro Itano. Para Janeiro do próximo ano, está prevista a estreia da primeira parte da adaptação cinematográfica.
Foi dirigida por Shinsuke Sato e conta com Kazunari Ninomiya e Kenichi Matsuyama, nos principais papeis. – Joana Neto Lima
Gantz adaptada para animação pelos estúdios Gonzo e sob direcção de Ichiro Itano. Para Janeiro do próximo ano, está prevista a estreia da primeira parte da adaptação cinematográfica.
Foi dirigida por Shinsuke Sato e conta com Kazunari Ninomiya e Kenichi Matsuyama, nos principais papeis. – Joana Neto Lima
Novos trailers: Family Guy Presents: It's a Trap

Peter Shin
Estados Unidos
IMDb
Palavras para quê? Terceiro episódio da sátira protagonizada pela família Griffin (e não só) à trilogia Star Wars, é lançado nos Estados Unidos a 21 de Dezembro.
A realização é de Peter Shin e foi escrito por David A. Goodman e Seth MacFarlane.
A realização é de Peter Shin e foi escrito por David A. Goodman e Seth MacFarlane.
Pequenos prazeres: Dawn of the Ted
São pequenos, fofinhos, politicamente incorrectos e muitas vezes, a julgar pelas suas expressões, encontram-se em grande sofrimento. E agora que foram infectados por um vírus e transformados em zombies, o sofrimento não parece ter acalmado nada…
Dawn of the Ted é uma das mais recentes colecções da Bad Taste Bears. É composta por seis novos ursinhos, que custam 12.99 ou 14.99 libras cada, conforme o modelo. – Rui Baptista

27.11.10
Joe Hill na Fox
Mark Romanek, realizador de vídeos musicais, vai dirigir um episódio piloto para a Fox, baseado na banda desenhada de Joe Hill e Gabriel Rodriguez, Locke & Key (IDW Publishing). O argumento foi escrito por Josh Friedman.Locke & Key centra-se em três crianças que se tornam guardiãs de uma mansão cheia de segredos e magia, em New England. Uma mansão onde existem portas que os levam a outros mundos, mas que também lhes dão poderes e alteram até o sexo e a cor da pele.
Não foram ainda adiantadas quaisquer datas.
Joe Hill, filho de Stephen King, tem dois romances publicados entre nós: Uma caixa em forma de coração (Civilização) e Cornos (Gailivro). – Rui Baptista
Fonte: Deadline
Imagem: Locke & Key Head Games #5
O exército de Frankenstein aproxima-se

Com o projecto Worst Case Scenario posto definitivamente de lado (ler artigo), Richard Raaphorst procurou uma alternativa em que pudesse manter algumas das mesmas ideias. Surgiu Army of Frankenstein que, segundo o site Twitch, as filmagens devem começar já na próxima Primavera ou Verão.
No final da Segunda Guerra Mundial, um esquadrão de soldados russos depara-se com um laboratório secreto alemão. Aqui, com base nos diários do Dr. Frankenstein começam a fazer experiências para criar um exército de super soldados, criados a partir de partes de soldados mortos…
Army of Frankenstein vai ser co-produzido pela XYZ Filmes, sediada em Los Angels e a produtora holandesa Pellicola.
O site oficial pode ser acedido aqui. – Rui Baptista
Martyrs – Daniel Stamm vai dirigir remake

Martyrs gira em torno de duas jovens irmãs que procuram vingança pelos maus tratos de que foram vitimas. Contudo, as coisas não correm como planeado…
Pascak Laugier dirigiu um dos melhores filmes de terror dos últimos anos, mas também um dos mais violentos da história do cinema. A versão Daniel Stamm (The Last Exorcism) promete uma versão um pouco diferente:
“Martyrs é muito niilista,” – disse o realizador, “a versão americana também vai ser muito pesada mas com uma luz de esperança.”
Kristen Stewart, Bella Swan na saga Twilight (Crepúsculo), que esteve para interpretar o papel de uma das irmãs, já não vai participar no projecto. Terão os produtores tido medo que os fãs da actriz não achassem grande piada vê-la a ser violentamente agredida o filme todo, mesmo numa versão mais “leve”? - Rui Baptista
Fonte: Los Angels Times via Twitch
Pascak Laugier dirigiu um dos melhores filmes de terror dos últimos anos, mas também um dos mais violentos da história do cinema. A versão Daniel Stamm (The Last Exorcism) promete uma versão um pouco diferente:
“Martyrs é muito niilista,” – disse o realizador, “a versão americana também vai ser muito pesada mas com uma luz de esperança.”
Kristen Stewart, Bella Swan na saga Twilight (Crepúsculo), que esteve para interpretar o papel de uma das irmãs, já não vai participar no projecto. Terão os produtores tido medo que os fãs da actriz não achassem grande piada vê-la a ser violentamente agredida o filme todo, mesmo numa versão mais “leve”? - Rui Baptista
Fonte: Los Angels Times via Twitch
Novos trailers: Skull World

Justin McConnell
Canadá
Site oficial
Existe um movimento underground no Canadá (e também na Austrália) que dá pelo nome de Box Wars. Os participantes criam fatos e armas com caixas de cartão de cartão e depois lutam entre si.
Drante dois anos, Justin McConnell acompanhou Greg Sommer, também conhecido por Skull Man, e fez este curioso documentário. – Rui Baptista
Drante dois anos, Justin McConnell acompanhou Greg Sommer, também conhecido por Skull Man, e fez este curioso documentário. – Rui Baptista
Skull World (early Trailer #1) from Justin McConnell on Vimeo.
Skull World (trailer #2) from Justin McConnell on Vimeo.
25.11.10
RIP Ingrid Pitt (1937 – 2010)
Famosa pela participação em filmes de terror como The Vampire Lovers e Countess Dracula, a actriz polaca faleceu aos 73 anos em Londres, devido a problemas cardíacos.
“Ela morreu esta manhã [23 de Novembro],” – disse a filha Steffanie Pit citada pelo site BBC News. “Qualquer pessoa que conhecesse a minha mãe diria que ela era incrivelmente festiva e determinada em aproveitar tudo o que queria ao máximo.”
“Ela morreu esta manhã [23 de Novembro],” – disse a filha Steffanie Pit citada pelo site BBC News. “Qualquer pessoa que conhecesse a minha mãe diria que ela era incrivelmente festiva e determinada em aproveitar tudo o que queria ao máximo.”
Filmografia selectiva
El sonido de la muerte (1964)
The Omegans (1968)
The Vampire Lovers (1970)
Countess Dracula (1971)
The House That Dripped Blood (1971)
Nobody Ordered Love (1972)
The Wicker Man (1973)
Underworld (1985)
El sonido de la muerte (1964)
The Omegans (1968)
The Vampire Lovers (1970)
Countess Dracula (1971)
The House That Dripped Blood (1971)
Nobody Ordered Love (1972)
The Wicker Man (1973)
Underworld (1985)
Novos trailes: AGM Heartland
Novos trailers: Slint

Dick Maas
Holanda
IMDb
Já sabíamos que alguém andava a exibir por aí uma visão um tanto distorcida do Natal. Mais uma. Mas não sabíamos quem nem onde. Felizmente os nossos colegas do C7nema e do Twicth deram uma ajuda.
Foi escrito e dirigido por Dick Maas, o mesmo realizador responsável por um “elevador assassino”, De Lift, nos anos 80. Bons tempos…
Então, enquanto uns preparam-se para mais um Natal, outros lutam pela vida nas ruas de Amesterdão… – Rui Baptista
Foi escrito e dirigido por Dick Maas, o mesmo realizador responsável por um “elevador assassino”, De Lift, nos anos 80. Bons tempos…
Então, enquanto uns preparam-se para mais um Natal, outros lutam pela vida nas ruas de Amesterdão… – Rui Baptista
24.11.10
Grindhouse: Asylum (1972)

A.K.A. House of Crazies
Roy Ward Baker
Reino Unido
IMDb
A Hammer foi uma das grandes produtoras britânicas de cinema de terror, mas não foi a única. Pela Amicus, a sua maior e talvez, a única rival, foram produzidas grandes obras. Uma delas, esta antologia, que contou com a participação do fantástico Peter Cushing.
Roy Ward Baker levou ao ecrã o argumento de Robert Bloch, que por sua vez adaptou quatro contos seus: Frozen Fear, The Weird Tailor, Lucy Comes to Staye e Mannikins of Horror. E vale a pena lembrar que Bloch foi o mesmo autor do romance Psycho, adaptado para o cinema por Alfred Hitchcock.
Dr. Martin (Robert Powell) chega a Dunsmoor Asylum para uma entrevista de emprego com o Dr. Starr. Contudo, é o Dr. Rutherford (Patrick Magee) quem o aguarda. Ao que parece as pressões do trabalho levaram a que Starr fosse também internado no hospital. O Dr. Martin vai então entrevistar quatro pacientes e tentar descobrir qual deles é o Dr. Starr. – Rui Baptista
Roy Ward Baker levou ao ecrã o argumento de Robert Bloch, que por sua vez adaptou quatro contos seus: Frozen Fear, The Weird Tailor, Lucy Comes to Staye e Mannikins of Horror. E vale a pena lembrar que Bloch foi o mesmo autor do romance Psycho, adaptado para o cinema por Alfred Hitchcock.
Dr. Martin (Robert Powell) chega a Dunsmoor Asylum para uma entrevista de emprego com o Dr. Starr. Contudo, é o Dr. Rutherford (Patrick Magee) quem o aguarda. Ao que parece as pressões do trabalho levaram a que Starr fosse também internado no hospital. O Dr. Martin vai então entrevistar quatro pacientes e tentar descobrir qual deles é o Dr. Starr. – Rui Baptista
22.11.10
Novos trailers: Haunters

Título original: 초능력자 (Cho-neung-ryeok-ja)
Kim Min-suk
Coreia do Sul
Hancinema
Haunters, escrito e realizado por Kim Min-suk (um dos argumentistas por detrás de The Good, The Bad, The Weird, e The Host), retrata a luta de vontades entre um Psíquico chamado Cho-In (Kang Dong-won - Jeon Woo-chi, M) que consegue controlar pessoas e animais com a sua mente, e Kyu-nam (Ko Soo - White night) que aparentemente é a única pessoa imune ao poder sobrenatural do Psíquico.
The Psychic desde a data de estreia que se mantém no primeiro lugar da tabela de admissões nos cinemas da Coreia do Sul, e é um sério candidato a aí instalar-se durante largas semanas à semelhança de The Host e Jeon Woo-chi (ler crítica). – Joana Neto Lima
The Psychic desde a data de estreia que se mantém no primeiro lugar da tabela de admissões nos cinemas da Coreia do Sul, e é um sério candidato a aí instalar-se durante largas semanas à semelhança de The Host e Jeon Woo-chi (ler crítica). – Joana Neto Lima
Crítica: Evernight

Título original: Evernight (2008)
Autor: Claudia Gray
Tradução: Raquel Lopes
Editora: Planeta Manuscrito (2010)
Bianca nem acredita que os pais a vão obrigar a ir para o colégio Evernight. Tudo o que ela quer é fugir de lá. É um lugar sombrio, que transmite uma constante sensação de mal-estar. Em Evernight sente-se que o mal absoluto vagueia por perto. Além disso, a nossa protagonista não se consegue sentir integrada no colégio. Ao apresentar-se aos seus colegas snobes, irritantes e muito inteligentes, estes catalogam-na logo como uma forasteira.
É neste ambiente que Bianca conhece Lucas, um rapaz que, como ela, não se enquadra e que se rebela contra o ambiente que se vive em Evernight. Entre eles surge automaticamente uma ligação que não pode ser negada. E é a partir daqui que começam os problemas a sério.
Evernight é uma história direccionada para um público mais jovem. Apesar de ser mais uma história que mete vampiros, tenho que admitir que foi uma agradável surpresa. Dando uma volta de 180º aos factos que esperávamos encontrar, somos completamente apanhados de surpresa. E este é o ponto mais forte de Claudia Gray, o facto de conseguir criar momentos inesperados e que vão contra tudo aquilo de que estamos à espera, sem no entanto levar a que se sinta uma quebra no ritmo da história.
A escrita da autora é bastante fluida e cativante e mantém sempre o mesmo ritmo na narrativa, sem recorrer a grandes descrições dos acontecimentos. Claudia Gray consegue transmitir bem as suas ideias. No entanto, o tipo de linguagem e situações que encontramos no livro, são típicas de jovens e isso, é o único aspecto em que a história deixa um pouco a desejar. Inclusive, poderia ter sido muito melhor se tivesse um tom mais negro, ainda que deixasse de ser direccionada para um público-alvo mais jovem.
Evernight é sem sombra de dúvidas um bom livro bastante bom para entreter e ajudar a descontrair. – Joana Cardoso
É neste ambiente que Bianca conhece Lucas, um rapaz que, como ela, não se enquadra e que se rebela contra o ambiente que se vive em Evernight. Entre eles surge automaticamente uma ligação que não pode ser negada. E é a partir daqui que começam os problemas a sério.
Evernight é uma história direccionada para um público mais jovem. Apesar de ser mais uma história que mete vampiros, tenho que admitir que foi uma agradável surpresa. Dando uma volta de 180º aos factos que esperávamos encontrar, somos completamente apanhados de surpresa. E este é o ponto mais forte de Claudia Gray, o facto de conseguir criar momentos inesperados e que vão contra tudo aquilo de que estamos à espera, sem no entanto levar a que se sinta uma quebra no ritmo da história.
A escrita da autora é bastante fluida e cativante e mantém sempre o mesmo ritmo na narrativa, sem recorrer a grandes descrições dos acontecimentos. Claudia Gray consegue transmitir bem as suas ideias. No entanto, o tipo de linguagem e situações que encontramos no livro, são típicas de jovens e isso, é o único aspecto em que a história deixa um pouco a desejar. Inclusive, poderia ter sido muito melhor se tivesse um tom mais negro, ainda que deixasse de ser direccionada para um público-alvo mais jovem.
Evernight é sem sombra de dúvidas um bom livro bastante bom para entreter e ajudar a descontrair. – Joana Cardoso
20.11.10
Agora Napkin – Pilot

Inspirados na BD Agora Napkin (IDW Publishing, 2009), Troy Little, autor da BD, e Nick Cross criaram este delicioso e divertido episódio piloto, para a Teletoon.
O argumento é de Mark Steinberg que nos presenteia com duas histórias: Abracadaver e Go Fish, que à semelhança da BD, giram em torno de três jovens e peculiares raparigas.
Assim, na primeira parte, um misto de Evil Dead e Night of the Living Dead, as nossas protagonistas encontram-se de férias numa cabana cercada por zombies… No episódio seguinte, Go Fish, vêm-se presas numa ilha deserta, acabando depois por ir parar a uma cidade subaquática. E aqui, as coisas também não correm nada bem…
Todo o trabalho de animação está impecável. E outra coisa não seria de esperar do canadiano Nick Cross (Yellow Cake). Esperemos no entanto que não se fiquem apenas pelo episódio piloto. – Rui Baptista
O argumento é de Mark Steinberg que nos presenteia com duas histórias: Abracadaver e Go Fish, que à semelhança da BD, giram em torno de três jovens e peculiares raparigas.
Assim, na primeira parte, um misto de Evil Dead e Night of the Living Dead, as nossas protagonistas encontram-se de férias numa cabana cercada por zombies… No episódio seguinte, Go Fish, vêm-se presas numa ilha deserta, acabando depois por ir parar a uma cidade subaquática. E aqui, as coisas também não correm nada bem…
Todo o trabalho de animação está impecável. E outra coisa não seria de esperar do canadiano Nick Cross (Yellow Cake). Esperemos no entanto que não se fiquem apenas pelo episódio piloto. – Rui Baptista
Angora Napkin - pilot from Troy Little on Vimeo.
Crítica: A Luz Miserável

Autor: David Soares
Editora: Edições Saída de Emergência (2010)
A Luz Miserável é o novo livro de contos de autoria de David Soares, publicado pelas Edições Saída de Emergência. Esta publicação desafia o leitor a acompanhar três contos negros e provocadores, que conseguem prender e fazer ansiar pelo momento de terror final.
A Sombra Sem Ninguém surge no ambiente exótico da Austrália. Apresenta a história de um homem invisível e a de uma mulher com a capacidade de ver e revelar o que é oculto aos olhos comuns. As personagens debatem a existência de substância invisível, fantasma da matéria que é captada pela visão, assim como a importância que o ser humano tem de ser visto para realmente ser. Este conto faz ansiar e acreditar na resolução de algumas dificuldade, mas uma reviravolta rápida e forte relembra o teor tétrico do género literário em questão.
O conto A Luz Miserável revela a história de três veteranos fortemente marcados pelos tempos de guerra, que são perseguidos por acontecimentos do passado. Envolvidos num clima tenso, os três homens estão ligados não só pela camaradagem militar, mas sobretudo por uma história e uma maldição que os une e os leva a fazer parte de um terror mais assustador do que a própria morte. Neste conto é revivido o pesadelo da guerra colonial, os extremos a que o Homem consegue chegar quando no poder e a manifestação de sentimentos racistas.
O leitor acompanha os sentimentos mais manifestos das diferentes personagens, nomeadamente a aflição, pavor e claustrofobia do moribundo numa cama de hospital, a loucura e desespero de um homem que tenta todas as possibilidades de salvação, e, o adormecimento como evasão da realidade e terror de enfrentar o destino de um ex-combatente assombrado pela incompreensão dos seus actos passados.
O Rei Assobio é um conto que, não só retrata um horror sobrenatural, como também um social, uma vez que apresenta as dificuldades de quem é condenado pela diferença. O leitor acompanha o fim da infância de um rapaz que sofre de um pequeno problema físico que impossibilita uma integração saudável na sociedade. O repúdio da comunidade faz com que o jovem abandone de vez a inocência e fuja para um local onde vai encontrar criaturas sobrenaturais que o vão alterar para sempre.
Um conto com um final surpreendente que vai pôr em causa a verdadeira identidade do Rei Assobio, assim como o expor temas relativos à morte, à auto-rejeição e aos factores que provocam a desumanização.
O leitor que acompanha o trabalho de David Soares vai reparar na existência de referências a obras anteriores. O Rei Assobio é passado em Embraçadura, a terra natal de Nuno Gonçalves, pintor a quem é atribuída a autoria dos Painéis de São Vicente, presentes em O Evangelho do Enforcado (ler crítica), e, em A Luz Miserável existe uma alusão aos acontecimentos do conto Os Ossos do Arco-Íris (SdE), do livro homónimo, numa notícia de jornal, por exemplo.
David Soares é um construtor de cenários negros, soturnos e macabros envoltos em atmosferas tensas e, por vezes, sufocantes que prendem o leitor que é surpreendido com a capacidade que o autor tem de chocar.
O ambiente sombrio e misterioso não é vivido apenas na escrita: o próprio design do livro convida o terror. A capa vermelha com elementos simbólicos a negro vai agradar a quem se interessa pelo género, mas a maior surpresa acontece quando se abre o livro: todas as páginas são negras e os contos estão escritos a branco, numa inversão do que é natural nos livros e numa forma de realçar o suspense e o horror das histórias narradas.
David Soares continua a dar provas que é um mestre no género. Com uma imaginação admirável, possui uma grande capacidade de surpreender. O autor não tem qualquer pudor em apresentar os factos mais duros e crus e com uma linguagem forte e directa, o que pode não agradar os leitores mais sensíveis.
Este pequeno livro de contos apresenta temas que agarram a leitura e que, apesar de serem expostos de uma forma mais simples do que num romance, não deixam de provocar a reflexão em algumas das temáticas apresentadas.
A Luz Miserável é uma pequena delícia para quem aprecia histórias assustadoras com conteúdo. Aconselho a todos os que gostam de um bom susto. – Cláudia Sérgio
A Sombra Sem Ninguém surge no ambiente exótico da Austrália. Apresenta a história de um homem invisível e a de uma mulher com a capacidade de ver e revelar o que é oculto aos olhos comuns. As personagens debatem a existência de substância invisível, fantasma da matéria que é captada pela visão, assim como a importância que o ser humano tem de ser visto para realmente ser. Este conto faz ansiar e acreditar na resolução de algumas dificuldade, mas uma reviravolta rápida e forte relembra o teor tétrico do género literário em questão.
O conto A Luz Miserável revela a história de três veteranos fortemente marcados pelos tempos de guerra, que são perseguidos por acontecimentos do passado. Envolvidos num clima tenso, os três homens estão ligados não só pela camaradagem militar, mas sobretudo por uma história e uma maldição que os une e os leva a fazer parte de um terror mais assustador do que a própria morte. Neste conto é revivido o pesadelo da guerra colonial, os extremos a que o Homem consegue chegar quando no poder e a manifestação de sentimentos racistas.
O leitor acompanha os sentimentos mais manifestos das diferentes personagens, nomeadamente a aflição, pavor e claustrofobia do moribundo numa cama de hospital, a loucura e desespero de um homem que tenta todas as possibilidades de salvação, e, o adormecimento como evasão da realidade e terror de enfrentar o destino de um ex-combatente assombrado pela incompreensão dos seus actos passados.
O Rei Assobio é um conto que, não só retrata um horror sobrenatural, como também um social, uma vez que apresenta as dificuldades de quem é condenado pela diferença. O leitor acompanha o fim da infância de um rapaz que sofre de um pequeno problema físico que impossibilita uma integração saudável na sociedade. O repúdio da comunidade faz com que o jovem abandone de vez a inocência e fuja para um local onde vai encontrar criaturas sobrenaturais que o vão alterar para sempre.
Um conto com um final surpreendente que vai pôr em causa a verdadeira identidade do Rei Assobio, assim como o expor temas relativos à morte, à auto-rejeição e aos factores que provocam a desumanização.
O leitor que acompanha o trabalho de David Soares vai reparar na existência de referências a obras anteriores. O Rei Assobio é passado em Embraçadura, a terra natal de Nuno Gonçalves, pintor a quem é atribuída a autoria dos Painéis de São Vicente, presentes em O Evangelho do Enforcado (ler crítica), e, em A Luz Miserável existe uma alusão aos acontecimentos do conto Os Ossos do Arco-Íris (SdE), do livro homónimo, numa notícia de jornal, por exemplo.
David Soares é um construtor de cenários negros, soturnos e macabros envoltos em atmosferas tensas e, por vezes, sufocantes que prendem o leitor que é surpreendido com a capacidade que o autor tem de chocar.
O ambiente sombrio e misterioso não é vivido apenas na escrita: o próprio design do livro convida o terror. A capa vermelha com elementos simbólicos a negro vai agradar a quem se interessa pelo género, mas a maior surpresa acontece quando se abre o livro: todas as páginas são negras e os contos estão escritos a branco, numa inversão do que é natural nos livros e numa forma de realçar o suspense e o horror das histórias narradas.
David Soares continua a dar provas que é um mestre no género. Com uma imaginação admirável, possui uma grande capacidade de surpreender. O autor não tem qualquer pudor em apresentar os factos mais duros e crus e com uma linguagem forte e directa, o que pode não agradar os leitores mais sensíveis.
Este pequeno livro de contos apresenta temas que agarram a leitura e que, apesar de serem expostos de uma forma mais simples do que num romance, não deixam de provocar a reflexão em algumas das temáticas apresentadas.
A Luz Miserável é uma pequena delícia para quem aprecia histórias assustadoras com conteúdo. Aconselho a todos os que gostam de um bom susto. – Cláudia Sérgio
Do mesmo autor:
A Conspiração dos Antepassados - Rui Baptista
Lisboa Triunfante - Rui Baptista
O Evangelho do Enforcado - Cláudia Sérgio
Brinca comigo! e outras estórias fantásticas com brinquedos (vários autores) - Rui Baptista
Mucha - Rui Baptista
A Conspiração dos Antepassados - Rui Baptista
Lisboa Triunfante - Rui Baptista
O Evangelho do Enforcado - Cláudia Sérgio
Brinca comigo! e outras estórias fantásticas com brinquedos (vários autores) - Rui Baptista
Mucha - Rui Baptista
19.11.10
Novos trailers: Your Highness

O que acontece quando um realizador como David Gordon Green, por exemplo, junta actores como James Franco, Natalie Portman, Danny McBride e Zooey Deschanel numa comédia de fantasia épica?
Tod Brown do site Twitch, questionava-se se haveria no mundo inteiro geeks suficientes para justificar a existência de um filme como este. Acho que todos sabemos a resposta. – Rui Baptista
Tod Brown do site Twitch, questionava-se se haveria no mundo inteiro geeks suficientes para justificar a existência de um filme como este. Acho que todos sabemos a resposta. – Rui Baptista
Exposição: Sinfonia Quadripolar

Exposição de BD e Ilustração de Pepdelrey, Ricardo Venâncio, Nuno Duarte e João Tércio
Inauguração: 20 de Novembro 2010 - 17h
Patente até 2 de Janeiro de 2011
Centro Comercial Brasília (Porto)
Quatro autores. Quatro leituras.
Discursos visuais diferentes entre si, que se aproximam sem choque entre eles.
São visões que nos transportam para o nonsense do nosso existir. A alteração da realidade através de quatro lógicas distorcidas, analisadas, expostas.
A filosofia do mais básico dos humanos ao sentido quase religioso da procura das razões que a nossa alma emite. Nunca podemos ver estes quatro autores como um todo por serem diferentes entre si e assumirem essa diferença. Usam a sua marca, o seu cunho, para nos obrigar a sorrir ou nos incomodar.
É complicado o respeito entre egos e exigências humanas mas a vivência dos quatro autores, dentro do espaço físico partilhado para trabalhar, The Lisbon Studio, permitiu que as suas realidades se aproximassem. É uma mistura explosiva que em muitos momentos, entre risos e depressões, consegue criar as obras.
Trabalhos de Ilustração e Banda Desenhada que demonstram essas interpretações da nossa realidade e a de cada um.
(Texto - Livraria Mundo Fantasma)
Discursos visuais diferentes entre si, que se aproximam sem choque entre eles.
São visões que nos transportam para o nonsense do nosso existir. A alteração da realidade através de quatro lógicas distorcidas, analisadas, expostas.
A filosofia do mais básico dos humanos ao sentido quase religioso da procura das razões que a nossa alma emite. Nunca podemos ver estes quatro autores como um todo por serem diferentes entre si e assumirem essa diferença. Usam a sua marca, o seu cunho, para nos obrigar a sorrir ou nos incomodar.
É complicado o respeito entre egos e exigências humanas mas a vivência dos quatro autores, dentro do espaço físico partilhado para trabalhar, The Lisbon Studio, permitiu que as suas realidades se aproximassem. É uma mistura explosiva que em muitos momentos, entre risos e depressões, consegue criar as obras.
Trabalhos de Ilustração e Banda Desenhada que demonstram essas interpretações da nossa realidade e a de cada um.
(Texto - Livraria Mundo Fantasma)
Crtítica: The Walking Dead (1989-1990)

Argumento: Jim Somerville
Desenhos: Jim Somerville
Editora: Aircer Comics (1989-1990)
Há muito que a discussão em torno da adaptação televisiva da BD criada por Robert Kirkman e Tony Moore, tem vindo a intensificar-se. No entanto, ninguém parece falar da BD homónima criada por Jim Somerville para a Aircer Comics, em 1989. Falamos nós.
Com argumento e arte de Jim Somerville, The Walking Dead foi uma mini série de quatro números publicada entre Setembro e Dezembro de 1989. E em Maio do ano seguinte, foi publicado um número especial, The Walking Dead Zombie Special!.
Sem qualquer relação com a série homónima da Image Comics, a história começa no espaço com duas raças alienígenas em confronto uma com a outra. Nisto, os destroços de uma das naves acabam por cair na Terra e começa a libertar um gás capaz de regenerar os extraterrestres, mas também de dar vida aos mortos… E num simples virar de página, o mundo vê-se mergulhado no caos e destruição.
É neste contexto que o autor coloca frente a frente um grupo de sobreviventes e um gang de zombies, os Kidz From Hell – que conseguem falar, sabem conduzir e usar armas de fogo, mas continuam também com um apetite voraz por cérebros humanos.
E é isto! The Walking Dead resume-se apenas a dois grupos rivais a digladiarem-se. Muita acção (e violência), poucos diálogos e uma história mal desenvolvida.
Apesar de tudo, não deixa de ser uma obra curiosa na medida em que reflecte muito o espírito que o cinema de “zombies” das décadas de 70 e 80 exibia. Na altura, a popularidade dos zombies devia muito ao que se ia fazendo sobretudo no cinema. Os Estados Unidos e Itália deram abrigo a muitos desses zombies.
Quando ao número especial, ainda que tenha uma história ligeiramente melhor, peca igualmente pela falta de um maior desenvolvimento. E de novo, outro confronto mas agora entre um adolescente e um bando de motoqueiros.
Embora este The Walking Dead seja fraquinho, e talvez por isso tão poucos tenham conhecimento da sua existência, merecia uma reedição. Afinal trata-se de um produto genuíno nascido do espírito dos saudosos anos 80?
Com argumento e arte de Jim Somerville, The Walking Dead foi uma mini série de quatro números publicada entre Setembro e Dezembro de 1989. E em Maio do ano seguinte, foi publicado um número especial, The Walking Dead Zombie Special!.
Sem qualquer relação com a série homónima da Image Comics, a história começa no espaço com duas raças alienígenas em confronto uma com a outra. Nisto, os destroços de uma das naves acabam por cair na Terra e começa a libertar um gás capaz de regenerar os extraterrestres, mas também de dar vida aos mortos… E num simples virar de página, o mundo vê-se mergulhado no caos e destruição.
É neste contexto que o autor coloca frente a frente um grupo de sobreviventes e um gang de zombies, os Kidz From Hell – que conseguem falar, sabem conduzir e usar armas de fogo, mas continuam também com um apetite voraz por cérebros humanos.
E é isto! The Walking Dead resume-se apenas a dois grupos rivais a digladiarem-se. Muita acção (e violência), poucos diálogos e uma história mal desenvolvida.
Apesar de tudo, não deixa de ser uma obra curiosa na medida em que reflecte muito o espírito que o cinema de “zombies” das décadas de 70 e 80 exibia. Na altura, a popularidade dos zombies devia muito ao que se ia fazendo sobretudo no cinema. Os Estados Unidos e Itália deram abrigo a muitos desses zombies.
Quando ao número especial, ainda que tenha uma história ligeiramente melhor, peca igualmente pela falta de um maior desenvolvimento. E de novo, outro confronto mas agora entre um adolescente e um bando de motoqueiros.
Embora este The Walking Dead seja fraquinho, e talvez por isso tão poucos tenham conhecimento da sua existência, merecia uma reedição. Afinal trata-se de um produto genuíno nascido do espírito dos saudosos anos 80?
18.11.10
Game of Thrones - novas imagens
O Inverno vai chegar em 2011, e pelas novas imagens divulgadas no site da Entertainment Weekly (ver imagens), promete ser uma série à altura da escrita de George R.R. Martin.A saga de George Martin, As Crónicas de Gelo e Fogo (Saída de Emergência), narra a luta sangrenta pelo trono do Rei Robert Baratheon (Mark Addy), que governa as Terras de Westeros com a ajuda do seu melhor amigo e Mão, Lord Eddard Stark (Sean Bean). No interior das muralhas dos castelos, intrigas são tecidas sob inúmeros disfarces e aspectos – atentados, homicídios e relações incestuosas são mais vulgares em Westeros do que actos de piedade e bondade....
A adaptação televisiva está a cargo de David Benioff e D.B. Weiss para HBO.
É com grande expectativa que os fãs de Martin recebem este conjunto de imagens e descobrem se afinal Westeros, os Stark, os Baratheon, os Lannister e Jon Snow correspondem às quadros detalhados que George R.R. Martin tem vindo a partilhar com os seus leitores... – Joana Neto Lima
Fonte: Entertainment Weekly
17.11.10
Crítica: Deixa-me Entrar

Título original: Låt den rätte komma in (2004)
Autor: John Ajvide Lindqvist
Tradutor: Ulla Baginha
Editora: Contraponto (2010)
Oskar e Eli. De formas diferentes, são ambos vítimas. É por isso que, contra todas as probabilidades, se tornam amigos.
Oskar tem 12 anos e vive com a mãe num bairro social em Blackeberg, um subúrbio cinzento e pacato de Estocolmo. O pai desapareceu das suas vidas e ele é vítima de bullying na escola. Eli é uma rapariga misteriosa e reservada, que se muda com o pai para o apartamento ao lado. Eli não vai à escola e só sai de casa à noite. Presos cada um na sua solidão, Oskar e Eli encontram um no outro a compreensão que o mundo lhes nega. E quando o lado mais obscuro de Eli se revela, Oskar descobre o verdadeiro preço da amizade…
- Diz que posso entrar. - Podes entrar.
Este é sem dúvida um dos livros do ano. Da primeira à última palavra, Lindqvist agarra o leitor e transporta-o pelas ruas de Estocolmo no Inverno de 1981, pelas ruas de um bairro social, Blackberg, completamente diferente da ideia da Suécia organizada, limpa e ordeira.
Deixa-me Entrar é um verdadeiro eye-opener. Com uma escrita simples, despretensiosa e realista, o autor apresenta-nos uma história da amizade de um vampiro com um rapazinho marginalizado, vítima de bullying e com um pai distante e alcoólico.
Este romance é sobretudo uma acutilante crítica à sociedade Sueca. Uma crítica que podemos, sem qualquer esforço, generalizar e aplicar a fórmula um pouco por todo o mundo. Desde os bairros sociais decadentes e esquecidos, aos pretensiosos e deslocados Condomínios fechados, tão em voga neste século XXI. Todos eles “recheados” de pessoas frias e alienadas, que só se apercebem disso quando enfrentam a Morte ou situações que lhes fogem do controlo e não conseguem ser explicadas de forma científica e socialmente aceite.
Lindqvist aborda temas chocantes, e quase tabu nos nossos dias, mas com a sua escrita não conseguem verdadeiramente chocar o leitor. Nenhum acto de raiva, nenhum acto de violência é gratuito e por vezes o leitor vê-se mesmo do lado do assassino, cometendo actos terríveis, sem pestanejar e sem qualquer vestígio de culpa.
Linqvist apresenta-nos um mundo em que as crianças não são espectadores inocentes dos horrores, elas são os personagens principais... não são o futuro do mundo, são o presente e sabem mais dos que os adultos que os rodeiam desejam. – Joana Neto Lima
Oskar tem 12 anos e vive com a mãe num bairro social em Blackeberg, um subúrbio cinzento e pacato de Estocolmo. O pai desapareceu das suas vidas e ele é vítima de bullying na escola. Eli é uma rapariga misteriosa e reservada, que se muda com o pai para o apartamento ao lado. Eli não vai à escola e só sai de casa à noite. Presos cada um na sua solidão, Oskar e Eli encontram um no outro a compreensão que o mundo lhes nega. E quando o lado mais obscuro de Eli se revela, Oskar descobre o verdadeiro preço da amizade…
- Diz que posso entrar. - Podes entrar.
Este é sem dúvida um dos livros do ano. Da primeira à última palavra, Lindqvist agarra o leitor e transporta-o pelas ruas de Estocolmo no Inverno de 1981, pelas ruas de um bairro social, Blackberg, completamente diferente da ideia da Suécia organizada, limpa e ordeira.
Deixa-me Entrar é um verdadeiro eye-opener. Com uma escrita simples, despretensiosa e realista, o autor apresenta-nos uma história da amizade de um vampiro com um rapazinho marginalizado, vítima de bullying e com um pai distante e alcoólico.
Este romance é sobretudo uma acutilante crítica à sociedade Sueca. Uma crítica que podemos, sem qualquer esforço, generalizar e aplicar a fórmula um pouco por todo o mundo. Desde os bairros sociais decadentes e esquecidos, aos pretensiosos e deslocados Condomínios fechados, tão em voga neste século XXI. Todos eles “recheados” de pessoas frias e alienadas, que só se apercebem disso quando enfrentam a Morte ou situações que lhes fogem do controlo e não conseguem ser explicadas de forma científica e socialmente aceite.
Lindqvist aborda temas chocantes, e quase tabu nos nossos dias, mas com a sua escrita não conseguem verdadeiramente chocar o leitor. Nenhum acto de raiva, nenhum acto de violência é gratuito e por vezes o leitor vê-se mesmo do lado do assassino, cometendo actos terríveis, sem pestanejar e sem qualquer vestígio de culpa.
Linqvist apresenta-nos um mundo em que as crianças não são espectadores inocentes dos horrores, elas são os personagens principais... não são o futuro do mundo, são o presente e sabem mais dos que os adultos que os rodeiam desejam. – Joana Neto Lima
16.11.10
Pequenos Prazeres: Han Solo In Carbonite Coffee Table

É uma fantástica mesa de sala de estar, inspirada num episódio da trilogia Star Wars e foi criada pela empresa britânica de design R9. Esteve inicialmente para ser apenas uma réplica em tamanho real, mas James Caine, fundador da R9, e o seu irmão decidiram fazer algo diferente.
O preço é de 1000 libras e apenas serão feitas 20 mesas.
Poderão obter mais informações através da Ebay.
Via Geeky Gadgets
O preço é de 1000 libras e apenas serão feitas 20 mesas.
Poderão obter mais informações através da Ebay.
Via Geeky Gadgets



Curtas metragens: 9
Estados Unidos
2005
2005
9 foi o trabalho final da licenciatura de Shane Acker, quando estudava na conceituada UCLA. Uma curta de cerca de 10 minutos de duração que foi escrita, produzida e dirigida por Acker em 2005.
A história desenrola-se em torno de duas personagens, um boneco de trapos e um monstro felino mecânico que roubou a alma dos companheiros do boneco. Com um número 9 pintado nas costas, coragem de leão e engenho, o pequeno boneco enfrenta o monstro, tentando vingar os seus amigos.
Sem recorrer a uma única linha de diálogo, com uma animação estrondosa e com cenários pós-apocalípticos, 9 trouxe uma lufada de ar fresco e inovação a um género inundado por produções da gigante Pixar.
Em 2005 foi nomeado para um Óscar da Academia, sendo ultrapassado por The Moon and the Son: An Imagined Conversation, de John Canemaker. - Joana Neto Lima
A história desenrola-se em torno de duas personagens, um boneco de trapos e um monstro felino mecânico que roubou a alma dos companheiros do boneco. Com um número 9 pintado nas costas, coragem de leão e engenho, o pequeno boneco enfrenta o monstro, tentando vingar os seus amigos.
Sem recorrer a uma única linha de diálogo, com uma animação estrondosa e com cenários pós-apocalípticos, 9 trouxe uma lufada de ar fresco e inovação a um género inundado por produções da gigante Pixar.
Em 2005 foi nomeado para um Óscar da Academia, sendo ultrapassado por The Moon and the Son: An Imagined Conversation, de John Canemaker. - Joana Neto Lima
15.11.10
Crítica: A Rainha dos Malditos – Vol 1

Título original: The Queen of the Damned (1988)
Autor: Anne Rice
Tradução: Clarisse Tavares
Editora: Publicações Europa-América (2010)
A Rainha dos Malditos é o terceiro volume das Crónicas dos Vampiros. Tal como aconteceu em O Vampiro Lestat, a Europa-América dividiu esta obra de Anne Rice em dois volumes. Este primeiro volume possui uma capa nova, como tem vindo a acontecer com a colecção da autora, numa forma de cativar os leitores mais recentes do género fantástico, mas tal não significa que esteja com uma melhor imagem.
Neste primeiro volume o leitor regride um pouco no tempo e acompanha o percurso de várias personagens enquanto esperam pelo tão falado concerto do vampiro Lestat que resolveu expor a sua condição ao mundo dos humanos através da música rock. As novas personagens possuem histórias, vivências, personalidades e desejos diferentes, mas a principal novidade consiste no aparecimento de humanos que podem vir a ter papéis decisivos. Estas pessoas tão distantes estão, inicialmente, ligadas por um único factor: o conhecimento de uma lenda macabra de duas irmãs gémeas de cabelo ruivo. Esta lenda começa a despertar gradualmente na consciência das personagens com o surgimento da música de Lestat, o que aumenta o interesse destes humanos e vampiros de participar no concerto mais mediático de sempre.
Entre as novas personagens, destaco Khayman, um vampiro muito antigo que realmente conheceu as gémeas da lenda, Daniel, o jovem repórter que entrevistou Louis e que deseja a imortalidade, Jesse, uma humana órfã que tem uma tia misteriosa como tutora e que pertence a uma organização secreta que estuda acontecimentos sobrenaturais, e Pandora, já mencionada em O Vampiro Lestat, uma vampira antiga que está intimamente ligada a Marius, o vampiro responsável por guardar os Originais.
Este é um volume mais reflexivo onde o leitor consegue adquirir bases cruciais para o entendimento dos acontecimentos que irão ocorrer no segundo volume. Anne Rice leva-nos a conhecer diferentes caminhos que se direccionam para um momento específico, como forma de preparar com todo o rigor a chegada de Akasha, a rainha e mãe de todos os vampiros. O leitor fica na expectativa do momento, o que faz com que a divisão do livro original crie um entimento de frustração, uma vez que este volume acaba exactamente no momento em que a acção começa a desenrolar.
A lenda das gémeas é apresentada com alguma subtileza. Trata-se de uma história forte, e o facto de cada personagem apresentar uma vertente nova, aumentando o seu nível de complexidade e faz com que o leitor sinta o quão relevante é este assunto para a mitologia vampírica, apesar de só na era actual estar a despertar no consciente das personagens.
O leitor, já habituado ao estilo de Anne Rice já não estranha ou é surpreendido com a escrita poética característica da autora, pode ficar um pouco desagradado com a repetição e algumas ideias e até de frases retiradas dos livros anteriores.
Pode não ser um livro de fácil leitura, na medida em que é exigida a reflexão sobre eventos com pouca acção, mas os leitores que apreciaram os livros anteriores vão, com certeza, gostar de conhecer estas novas personagens e vão aguardar com ansiedade a chegada de Akasha, uma figura com um grande poder que promete alterar o mundo criado por Anne Rice. – Cláudia Sérgio
Neste primeiro volume o leitor regride um pouco no tempo e acompanha o percurso de várias personagens enquanto esperam pelo tão falado concerto do vampiro Lestat que resolveu expor a sua condição ao mundo dos humanos através da música rock. As novas personagens possuem histórias, vivências, personalidades e desejos diferentes, mas a principal novidade consiste no aparecimento de humanos que podem vir a ter papéis decisivos. Estas pessoas tão distantes estão, inicialmente, ligadas por um único factor: o conhecimento de uma lenda macabra de duas irmãs gémeas de cabelo ruivo. Esta lenda começa a despertar gradualmente na consciência das personagens com o surgimento da música de Lestat, o que aumenta o interesse destes humanos e vampiros de participar no concerto mais mediático de sempre.
Entre as novas personagens, destaco Khayman, um vampiro muito antigo que realmente conheceu as gémeas da lenda, Daniel, o jovem repórter que entrevistou Louis e que deseja a imortalidade, Jesse, uma humana órfã que tem uma tia misteriosa como tutora e que pertence a uma organização secreta que estuda acontecimentos sobrenaturais, e Pandora, já mencionada em O Vampiro Lestat, uma vampira antiga que está intimamente ligada a Marius, o vampiro responsável por guardar os Originais.
Este é um volume mais reflexivo onde o leitor consegue adquirir bases cruciais para o entendimento dos acontecimentos que irão ocorrer no segundo volume. Anne Rice leva-nos a conhecer diferentes caminhos que se direccionam para um momento específico, como forma de preparar com todo o rigor a chegada de Akasha, a rainha e mãe de todos os vampiros. O leitor fica na expectativa do momento, o que faz com que a divisão do livro original crie um entimento de frustração, uma vez que este volume acaba exactamente no momento em que a acção começa a desenrolar.
A lenda das gémeas é apresentada com alguma subtileza. Trata-se de uma história forte, e o facto de cada personagem apresentar uma vertente nova, aumentando o seu nível de complexidade e faz com que o leitor sinta o quão relevante é este assunto para a mitologia vampírica, apesar de só na era actual estar a despertar no consciente das personagens.
O leitor, já habituado ao estilo de Anne Rice já não estranha ou é surpreendido com a escrita poética característica da autora, pode ficar um pouco desagradado com a repetição e algumas ideias e até de frases retiradas dos livros anteriores.
Pode não ser um livro de fácil leitura, na medida em que é exigida a reflexão sobre eventos com pouca acção, mas os leitores que apreciaram os livros anteriores vão, com certeza, gostar de conhecer estas novas personagens e vão aguardar com ansiedade a chegada de Akasha, uma figura com um grande poder que promete alterar o mundo criado por Anne Rice. – Cláudia Sérgio
Da mesma autora:
O Tempo do Anjo
Crónicas Vampíricas:
Entrevista com o Vampiro
O Vampiro Lestat - Vol 1
O Vampiro Lestat - Vol 2
12.11.10
Portugal na Quinta Dimensão

Podia ser apenas um argumento nascido da genialidade de Richard Matheson, mas não, é a nossa realidade…
Contribuinte - Gostava de comprar um carro.
Estado - Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte - Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?
Estado - Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)
Contribuinte - Ah... Só isso.
Estado -... e uma "coisinha" para o pôr a circular, o selo.
Contribuinte - Ah!..
Estado -... e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule. O ISP.
Contribuinte - Mas... sem gasolina não circulo.
Estado - Eu sei.
Contribuinte -... Mas já pago para circular...
Estado - Claro!
Contribuinte - Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado - Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte - Diferente?!
Estado - Muito. O ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte -... Porque existe?!
Estado - Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.
Contribuinte -... Só isso?
Estado - Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte - Como assim?!
Estado - Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte -... Para o estacionar?
Estado - Exacto.
Contribuinte - Portanto, pago para andar e pago para estar parado?
Estado - Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte - Então pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado.
Estado - Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte - Novo?
Estado - É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.
Contribuinte - Pago para você ver se pode cobrar?
Estado - Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte -... Mais uma coisinha?
Estado - Para circular em auto-estradas
Contribuinte - Mas... mas eu já pago imposto de circulação.
Estado - Pois. Mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte -... Diferente?
Estado - Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte - Só mais isso?
Estado - Sim. Só mais isso.
Contribuinte - E acabou?
Estado - Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.
Contribuinte - Quais 25 euros?!
Estado - Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte - Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?
Estado - Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros é quanto custa o chip.
Contribuinte -... Custa o quê?
Estado - Pagar o chip, para poder pagar.
Contribuinte - Não percebi...
Estado - Sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte - Pagar custa 25 euros?
Estado - Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte - Mas não vou circular nas auto-estradas.
Estado - Imagine que um dia quer... tem que pagar.
Contribuinte - Tenho que pagar, para pagar, porque um dia posso querer?
Estado - Exactamente. Você paga, para pagar, o que um dia pode querer.
Contribuinte - E se eu não quiser?
Estado - Paga multa.
11.11.10
Peter V. Brett - Sessão de Autógrafos

NOTA
No dia seguinte, no Fórum Fantástico às 19h00, vai ter lugar uma conversa com o autor e Pedro Reisinho, editor da Gailivro. Às 19h30 está prevista uma sessão conjunta de autógrafos com os vários autores convidados (David Soares, Ricardo Pinto Stephen Hunt, Peter V. Brett). O programa pode ser conferido aqui.
Critica: 9

Título original: 9
Realização: Shane Acker
Argumento: Pamela Pettler, Shane Acker
Ano: 2009 (Estados Unidos)
IMDb
Uma boneca de trapos, acorda num futuro pós-apocalíptico para descobrir que é a chave para a salvação do que resta da Humanidade.
Este projecto nasceu em 2005 como uma curta-metragem de 10 minutos, o assignement de um estudante da UCLA chamado, Shane Acker. Um trabalho brilhante, sobre uma boneca de trapos, com o número nove escrito nas costas. Que luta contra um robot-felino, num mundo caótico, abandonado e em ruínas...
Tim Burton viu a curta metragem e viu que o boneco 9 merecia mais, merecia mostrar o seu mundo ao Mundo... Quatro anos depois e a 09/09/09, estreia 9.
Com um elenco de vozes galáctico (Elijah Wood, Christopher Plummer, Martin Landau e Jennifer Connely), uma equipa de produção liderada por Tim Burton e a banda sonora da autoria de Danny Elfman, 9 correspondeu satisfatoriamente às expectativas de todos os que viram a curta-metragem, falhando, no entanto, em trazer algo novo à história.
Um dos pontos que deixa mais a desejar é, sem dúvida, o desfecho da aventura, um final pensado para deixar espaço para uma possível sequela/prequela (sendo inclusivamente referido nos comentários da edição em DVD, pelo próprio Acker), mas que não proporciona um verdadeiro sentimento de closure.
Ao longo de todo o filme, a tensão e a acção são construídas de forma lenta e a um ritmo estável, sendo depois tudo resolvido demasiado depressa e de forma demasiado simples... A curta de 2005, prometia certamente muito mais, em termos de acção e complexidade.
Mesmo assim, 9 é um filme interessante, que consegue surpreender com os seus personagens de serapilheira, com as suas emoções e com a forma como consegue fazer o espectador simpatizar com eles. Quando se estiver a ver este filme é de lembrar que é o primeiro trabalho profissional de Shane Acker, e que no ano 2005, conseguiu chegar aos Óscares com a sua curta.
Um facto interessante: o actor que faz a voz do cientista que criou a máquina que destruiu o mundo é Alan Oppenheimer, primo do famoso cientista que criou a bomba atómica. – Joana Neto Lima
Este projecto nasceu em 2005 como uma curta-metragem de 10 minutos, o assignement de um estudante da UCLA chamado, Shane Acker. Um trabalho brilhante, sobre uma boneca de trapos, com o número nove escrito nas costas. Que luta contra um robot-felino, num mundo caótico, abandonado e em ruínas...
Tim Burton viu a curta metragem e viu que o boneco 9 merecia mais, merecia mostrar o seu mundo ao Mundo... Quatro anos depois e a 09/09/09, estreia 9.
Com um elenco de vozes galáctico (Elijah Wood, Christopher Plummer, Martin Landau e Jennifer Connely), uma equipa de produção liderada por Tim Burton e a banda sonora da autoria de Danny Elfman, 9 correspondeu satisfatoriamente às expectativas de todos os que viram a curta-metragem, falhando, no entanto, em trazer algo novo à história.
Um dos pontos que deixa mais a desejar é, sem dúvida, o desfecho da aventura, um final pensado para deixar espaço para uma possível sequela/prequela (sendo inclusivamente referido nos comentários da edição em DVD, pelo próprio Acker), mas que não proporciona um verdadeiro sentimento de closure.
Ao longo de todo o filme, a tensão e a acção são construídas de forma lenta e a um ritmo estável, sendo depois tudo resolvido demasiado depressa e de forma demasiado simples... A curta de 2005, prometia certamente muito mais, em termos de acção e complexidade.
Mesmo assim, 9 é um filme interessante, que consegue surpreender com os seus personagens de serapilheira, com as suas emoções e com a forma como consegue fazer o espectador simpatizar com eles. Quando se estiver a ver este filme é de lembrar que é o primeiro trabalho profissional de Shane Acker, e que no ano 2005, conseguiu chegar aos Óscares com a sua curta.
Um facto interessante: o actor que faz a voz do cientista que criou a máquina que destruiu o mundo é Alan Oppenheimer, primo do famoso cientista que criou a bomba atómica. – Joana Neto Lima
10.11.10
Critica: A Rapariga dos Pés de Vidro

Título original: The Girl With Glass Feet (2009)
Autor: Ali Shaw
Tradução: Ana Figueiredo
Editora: Guerra & Paz (2010)
A editora Guerra & Paz volta a apostar numa nova obra de literatura Fantástica, desta vez do britânico Ali Shaw que conseguiu a proeza de vencer o Desmon Elliott Prize 2010 com o seu romance de estreia.
A Rapariga dos Pés de Vidro conta a história de um jovem casal que se apaixona no misterioso e soturno arquipélago de Santo Hauda. Midas é um rapaz solitário com medo do toque humano e com um passado sofrido. Ida é uma jovem amaldiçoada por uma estranha criatura que fez com o seu corpo se começasse a transformar em vidro. Durante o seu terrível processo de transformação, Midas tenta a todo o custo salvar o seu amor da inevitabilidade do destino.
Esta obra de estreia de Ali Shaw apresenta um livro de realismo mágico – os escassos elementos de fantasia nunca são explicados e são assumidos como algo normal (como a transformação de Ida em vidro, por exemplo). Isso acaba por favorecer todo o ambiente melancólico e cinzento de todo o livro, uma história em que é difícil distinguir real do irreal, mas cuja realidade se mantém sempre como dura e inevitável.
Ali Shaw tem uma escrita belíssima e prova ser um verdadeiro “pintor de palavras”. Todas as descrições físicas, diálogos e atitudes das personagens transportam o leitor directamente para Santo Hauda, onde tudo tem uma tonalidade monocromática, mas viva. Porém, são essas mesmas descrições e essa preocupação com a escrita que quebram o ritmo da história e a tornam muitas vezes algo aborrecida. Em diversos momentos, o leitor sente necessidade que a história avance, mas o autor perde algum tempo com situações e descrições desnecessárias.
As personagens são muito interessantes e complexas. Todas têm um passado repleto de dramas, personalidades complicadas e um percurso cheio de lições que são explorados eficazmente pelo autor. São criadas oposições muito interessantes entre Ida, a rapariga descontraída que é transformada em vidro, e Midas, o rapaz depressivo cuja vida era envidraçada até conhecê-la. A química e a relação entre os dois é bastante emocionante e culmina num final comovente, o ponto mais alto de todo o livro.
Todavia, em todo o livro sente-se que o autor não se superou. Numa premissa com tanto potencial, sente-se que a história não foi explorada até ao máximo e as personagens não foram desenvolvidas o suficiente. Há uma noção constante de que o autor esteve “quase lá” e que em muitos momentos tomava mais atenção à escrita do que à história e percurso das personagens. O caso mais evidente é o de Ida que se mantém como uma personagem amorfa enquanto Midas sofre uma clara evolução.
A Rapariga dos Pés de Vidro é um livro único e peculiar. Não é propriamente uma leitura compulsiva e o seu ritmo demasiado lento pode não agradar a todos os leitores. No entanto, é indiscutível afirmar que Ali Shaw criou um autêntico conto de fadas negro e com uma visão bastante realista e pesada do Amor. Uma bonita mensagem e uma verdadeira metáfora para todos os nossos corações de vidro de um autor com um grande potencial. – Fábio Ventura
A Rapariga dos Pés de Vidro conta a história de um jovem casal que se apaixona no misterioso e soturno arquipélago de Santo Hauda. Midas é um rapaz solitário com medo do toque humano e com um passado sofrido. Ida é uma jovem amaldiçoada por uma estranha criatura que fez com o seu corpo se começasse a transformar em vidro. Durante o seu terrível processo de transformação, Midas tenta a todo o custo salvar o seu amor da inevitabilidade do destino.
Esta obra de estreia de Ali Shaw apresenta um livro de realismo mágico – os escassos elementos de fantasia nunca são explicados e são assumidos como algo normal (como a transformação de Ida em vidro, por exemplo). Isso acaba por favorecer todo o ambiente melancólico e cinzento de todo o livro, uma história em que é difícil distinguir real do irreal, mas cuja realidade se mantém sempre como dura e inevitável.
Ali Shaw tem uma escrita belíssima e prova ser um verdadeiro “pintor de palavras”. Todas as descrições físicas, diálogos e atitudes das personagens transportam o leitor directamente para Santo Hauda, onde tudo tem uma tonalidade monocromática, mas viva. Porém, são essas mesmas descrições e essa preocupação com a escrita que quebram o ritmo da história e a tornam muitas vezes algo aborrecida. Em diversos momentos, o leitor sente necessidade que a história avance, mas o autor perde algum tempo com situações e descrições desnecessárias.
As personagens são muito interessantes e complexas. Todas têm um passado repleto de dramas, personalidades complicadas e um percurso cheio de lições que são explorados eficazmente pelo autor. São criadas oposições muito interessantes entre Ida, a rapariga descontraída que é transformada em vidro, e Midas, o rapaz depressivo cuja vida era envidraçada até conhecê-la. A química e a relação entre os dois é bastante emocionante e culmina num final comovente, o ponto mais alto de todo o livro.
Todavia, em todo o livro sente-se que o autor não se superou. Numa premissa com tanto potencial, sente-se que a história não foi explorada até ao máximo e as personagens não foram desenvolvidas o suficiente. Há uma noção constante de que o autor esteve “quase lá” e que em muitos momentos tomava mais atenção à escrita do que à história e percurso das personagens. O caso mais evidente é o de Ida que se mantém como uma personagem amorfa enquanto Midas sofre uma clara evolução.
A Rapariga dos Pés de Vidro é um livro único e peculiar. Não é propriamente uma leitura compulsiva e o seu ritmo demasiado lento pode não agradar a todos os leitores. No entanto, é indiscutível afirmar que Ali Shaw criou um autêntico conto de fadas negro e com uma visão bastante realista e pesada do Amor. Uma bonita mensagem e uma verdadeira metáfora para todos os nossos corações de vidro de um autor com um grande potencial. – Fábio Ventura
8.11.10
Crítica: Vertigo Resurrected #1 - Shoot

Argumento: vários
Ilustração: vários
Editora: Vertigo (2010)
Capa: Tim Bradstreet
A Vertigo, tem um longo e rico historial no que respeita à banda desenhada. E apesar de vocacionada para um público adulto, não foram poucas as vezes que se viu envolvida em polémica devido ao conteúdo de algumas das histórias publicadas (ou por publicar).
Vertigo Ressurrected, tal como o nome sugere, vem “ressuscitar” alguns desses trabalhos. Trabalhos que, neste número contaram com o talento de alguns dos maiores vultos da banda desenhada como Grant Morrison, Warren Ellis, Garth Ennis, Bernie Wrightson, entre outros. E certamente que uma das histórias mais aguardadas será a de Ellis, Shoot (com ilustrações de Frank Quitely).
Shoot esteve para ser publicado no número 141 da série Hellblazer, precisamente pouco tempo depois do massacre de Columbine. O tema da história de Warren Ellis centrava-se precisamente no mesmo: estudantes do secundário a matarem outros estudantes nas escolas norte americanas.
Devido às semelhanças entre os dois acontecimentos, o real e o fictício, a DC pediu a Warren Ellis que alterasse a história. Ellis recusou e Vertigo não publicou a sua história, provocando a demissão do autor.
E dez anos depois sobre o trágico acontecimento, é incrível a força que Shoot ainda consegue exercer. Sem um dos melhores trabalhos desta antologia.
Vale a pena destacar também a história New Toys, escrita por Grant Morrison e ilustrada por Frank Quitely. A história centra-se nas vivências de um peculiar soldado. Um soldado de brincar, onde Quitely não se inibe em exibir as suas articulações.
Outra história a merecer destaque é a de Bruce Jones, Resolve. Uma história de terror gótico ilustrada pelo lendário Bernie Wrightson.
Nos restantes trabalhos, e também eles muito bons, encontramos os talentos de Brian J. Bolland, Brian Azzarello, Steven T. Seagle, Peter Millgan, Bill Willingham, Phil Jimenez, Andy Lanning, James Sinclair, Brian J. Bolland, Matt Hollingsworth, Essad Ribic e Jim Lee.
Teria sido no entanto, interessante que cada história fosse precedida de uma pequena contextualização quanto ao porquê da controvérsia em que esteve envolvida. Algumas, de polémico não parecem ter nada.
Seja como for, Vertigo Ressurrected conseguiu superar todas as expectativas, revelando-se uma excelente e obrigatória antologia. – Rui Baptista
Vertigo Ressurrected, tal como o nome sugere, vem “ressuscitar” alguns desses trabalhos. Trabalhos que, neste número contaram com o talento de alguns dos maiores vultos da banda desenhada como Grant Morrison, Warren Ellis, Garth Ennis, Bernie Wrightson, entre outros. E certamente que uma das histórias mais aguardadas será a de Ellis, Shoot (com ilustrações de Frank Quitely).
Shoot esteve para ser publicado no número 141 da série Hellblazer, precisamente pouco tempo depois do massacre de Columbine. O tema da história de Warren Ellis centrava-se precisamente no mesmo: estudantes do secundário a matarem outros estudantes nas escolas norte americanas.
Devido às semelhanças entre os dois acontecimentos, o real e o fictício, a DC pediu a Warren Ellis que alterasse a história. Ellis recusou e Vertigo não publicou a sua história, provocando a demissão do autor.
E dez anos depois sobre o trágico acontecimento, é incrível a força que Shoot ainda consegue exercer. Sem um dos melhores trabalhos desta antologia.
Vale a pena destacar também a história New Toys, escrita por Grant Morrison e ilustrada por Frank Quitely. A história centra-se nas vivências de um peculiar soldado. Um soldado de brincar, onde Quitely não se inibe em exibir as suas articulações.
Outra história a merecer destaque é a de Bruce Jones, Resolve. Uma história de terror gótico ilustrada pelo lendário Bernie Wrightson.
Nos restantes trabalhos, e também eles muito bons, encontramos os talentos de Brian J. Bolland, Brian Azzarello, Steven T. Seagle, Peter Millgan, Bill Willingham, Phil Jimenez, Andy Lanning, James Sinclair, Brian J. Bolland, Matt Hollingsworth, Essad Ribic e Jim Lee.
Teria sido no entanto, interessante que cada história fosse precedida de uma pequena contextualização quanto ao porquê da controvérsia em que esteve envolvida. Algumas, de polémico não parecem ter nada.
Seja como for, Vertigo Ressurrected conseguiu superar todas as expectativas, revelando-se uma excelente e obrigatória antologia. – Rui Baptista
Crítica: A Caçadora

Título original: Huntress (1997)
Autor: L. J. Smith
Tradução: Jorge Colaço
Editora: Planeta (2010)
Jez pertence à família dos poderosos Redfern, um nome importante entre os vampiros e ainda mais no Mundo da Noite. Jez acabou de se tornar também a líder do grupo de vampiros que pertencia a Morgead, o seu melhor amigo mas também o maior inimigo.
No entanto a sua vida está prestes a ser abalada, pois durante uma caçada Jez lembra-se do seu passado – não é uma vampira completa, mas sim meio humana. Por causa disso a protagonista abandona o grupo e vai procurar abrigo junto do Círculo da Aurora, tornando-se uma caçadora de vampiros.
No entanto algo está a acontecer ao mundo e profecias antigas são reveladas. É aí que o Círculo de Aurora decide recorrer a Jez e pedir-lhe que volte a liderar o grupo de vampiros do qual era chefe, de modo a que consiga encontrar um dos Poderes Antigos, pois só eles serão capazes de salvar o mundo do Apocalipse.
Apesar de ser mais um livro bastante semelhante aos anteriores, novas temáticas são introduzidas, como os Poderes Antigos, que são seres dotados de um enorme poder, os Espíritos Velhos, espíritos que são reencarnados constantemente e que têm o dom de se conseguir lembrar de todas as suas vidas passadas, e o Apocalipse que se aproxima. Neste livro ficamos também a conhecer um pouco mais da história do próprio Mundo da Noite, o que faz com que a história em si se torne mais completa.
A questão das almas gémeas volta a aparecer, no entanto, não lhe é dada tanta atenção, mas constitui uma lufada de ar fresco à história. As personagens continuam a cativar com as suas personalidades fortes e dinâmicas.
L. J. Smith conseguiu mais uma vez criar uma história simples, mas cativante, com todos os ingredientes necessários para prender o leitor e o levar a passar momentos agradáveis e descontraídos durante. – Joana Cardoso
No entanto a sua vida está prestes a ser abalada, pois durante uma caçada Jez lembra-se do seu passado – não é uma vampira completa, mas sim meio humana. Por causa disso a protagonista abandona o grupo e vai procurar abrigo junto do Círculo da Aurora, tornando-se uma caçadora de vampiros.
No entanto algo está a acontecer ao mundo e profecias antigas são reveladas. É aí que o Círculo de Aurora decide recorrer a Jez e pedir-lhe que volte a liderar o grupo de vampiros do qual era chefe, de modo a que consiga encontrar um dos Poderes Antigos, pois só eles serão capazes de salvar o mundo do Apocalipse.
Apesar de ser mais um livro bastante semelhante aos anteriores, novas temáticas são introduzidas, como os Poderes Antigos, que são seres dotados de um enorme poder, os Espíritos Velhos, espíritos que são reencarnados constantemente e que têm o dom de se conseguir lembrar de todas as suas vidas passadas, e o Apocalipse que se aproxima. Neste livro ficamos também a conhecer um pouco mais da história do próprio Mundo da Noite, o que faz com que a história em si se torne mais completa.
A questão das almas gémeas volta a aparecer, no entanto, não lhe é dada tanta atenção, mas constitui uma lufada de ar fresco à história. As personagens continuam a cativar com as suas personalidades fortes e dinâmicas.
L. J. Smith conseguiu mais uma vez criar uma história simples, mas cativante, com todos os ingredientes necessários para prender o leitor e o levar a passar momentos agradáveis e descontraídos durante. – Joana Cardoso
5.11.10
“O que não nos mata, torna-nos mais fortes”
Não sei precisar quando a Bang! começou a ser publicada, mas desde o formato em papel (A5) ao digital (PDF) e novamente o papel (A4), facilmente poderemos imaginar as dificuldades porque que passaram as pessoas envolvidas.“Foram precisos quase cinco anos, durante os quais Luís Corte Real era demasiado teimoso para desistir do projecto,” – escreveu Safaa Dib, editora da Bang! 8, no editorial da mesma.
O facto de nunca terem desistido, de não terem deixado o projecto morrer, tornou-o melhor, muito mais forte. E é como a editora diz, que finalmente obtiveram as condições que sempre desejaram para a divulgação e crescimento da Bamg!.
Não me debruçar sobre os conteúdos, antes, deixo que sejam os leitores a descobrir o quanto todos eles são muito bons. No entanto, penso que vale a pena destacar o texto de António de Macedo, Os mundos imaginários do fantástico português. Primeira parte de um trabalho, que como o título indica, nos dá a conhecer um pouco da história do fantástico português.
E qualquer que fosse o valor que pedissem pela revista, certamente seria pouco face ao enorme contributo que presta ao fantástico. E no entanto, não cobram nada. É totalmente gratuita.
E antes de terminar quero dar os parabéns a todos os envolvidos na Bang!, a começar pelo director, Luís Corte Real e a editora, Safaa Dib, bem como os coitados dos colaboradores “explorados” e os demais convidados “à bruta”…
Esperemos que daqui por três meses, ocorra um novo Bang!. – Rui Baptista
3.11.10
¡Que viva Mexico!
Ainda há pouco tempo, a propósito do filme The Mansion of Madness (ver aqui), falava da urgência em (re)descobrir o cinema mexicano. Pois bem, David Wilt tem vindo a prestar um enorme contribuir nesse campo.Autor do livro The Mexican Filmogaphy, 1916-2001 (McFarland and Company, 2004), é responsável também pelo The Mexican Film Bulletin. Um boletim distribuído gratuitamente em formato PDF.
Como o nome indica, David Wilt fala do cinema mexicano, incluindo o cinema fantástico e de terror, a quem dedica em exclusivo o último número.
The Mexican Film Bulletin pode ser descarregado aqui, assim como outros números anteriores. – Rui Baptista
Crítica: Em Chamas

Título original: Catching Fire (2009)
Autor: Suzanne Collins
Tradutor: Jaime Araújo
Editora: Editorial Presença (2010)
ATENÇÃO! Pode conter spoliers para quem não leu o primeiro livro!
Em Chamas, é o título do segundo livro da trilogia Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins, onde apresentou um mundo pós-apocalíptico governado por um regime totalitário que submete o povo dos diferentes distritos a duras provações que culminam com os jogos da fome, uma batalha sangrenta onde apenas um tributo sai com vida.
Depois de sobreviver aos jogos da fome, juntamente com Peeta, o tributo masculino do seu distrito, Katniss procura regressar à vida que tinha no passado, mas nada é como era. Ao se tornar vencedora da dura competição, a jovem conseguiu assegurar uma boa qualidade de vida para a sua irmã mais nova e para a mãe, o que não a impede de continuar a fugir para o bosque para caçar, uma actividade que é parte do seu ser. Mas a verdade é que os pesadelos das provações passadas não permitem o sossego, e como se tal não bastasse, Katniss teme pelo futuro, pois aquela que parecia ser a única hipótese de se salvar juntamente com Peeta, revelou-se um ataque directo ao governo do Capitólio que nunca a irá perdoar.
Katniss e Peeta transformam-se em símbolos da oposição ao regime imposto e são vistos como ícones de uma revolução iminente. Por mais que os dois jovens tentem, a verdade é que não conseguem viver em paz e em total liberdade, uma vez que os jogos da fome alteraram as suas vidas mais do que esperavam ser possível. Para além da tomada de consciência das funções de um vencedor da arena, Katniss e Peeta têm que manter a farsa que os permitiu sobreviver no passado:
“Tu e o Peeta serão mentores, todos os anos a partir de agora. E todos os anos insistirão no vosso romance e transmitirão os pormenores da vossa vida privada, e tu nunca, nunca poderás fazer nada senão viver feliz para sempre com aquele rapaz.”
Neste volume, Suzanne Collins continua a explorar algumas das temáticas anteriores, tais como o instinto de sobrevivência, a angústia e os limites do ser humano, sendo possível fazer uma reflexão maior sobre outros, muito ligados à nossa realidade e quotidiano. Nota-se um maior foco nas funções dos meios de comunicação social, principalmente na questão da manipulação de massas, método muito utilizado para opressão e controlo social e para incutir ideais e valores. A exploração do reality show levado ao extremo e o prazer mórbido de observar o sofrimento humano são outros elementos que continuam a ter uma presença muito forte.
Contudo, para além de todas as características malignas deste mundo opressivo, os símbolos da revolução estão bem conseguidos. O mimo-gaio, a ave que surge na capa, é uma mistura entre um animal que passou pela evolução natural e outro modificado geneticamente pelo homem, o que sugere não só uma falha tecnológica mas também uma fuga ao sistema imposto.
Suzanne Collins não criou apenas uma história de entretenimento, mas também um enredo que apela à consciência humanitária. O leitor sente empatia com a personagem principal, deseja que ultrapasse os seus obstáculos e que regresse para junto daqueles que ama, em paz e liberdade, mas quando Katniss expõe os contrastes entre os distritos, e quando revela as suas preocupação, faz pensar em como o fosso social existente na história tanto se assemelha ao existente entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, sendo estes últimos explorados pelos primeiros, que dão valor à superficialidade em detrimento ao que é essencial, e que vivem iludidos pelo mundo do espectáculo, sem querer ver o sofrimento do outro lado.
O desenrolar dos acontecimentos é rápido e fornece imensa informação, o que torna a leitura frenética. As passagens que podem fazer para o ritmo, são as que se referem ao vestuário da protagonista, onde são apresentadas descrições excessivas, se tivermos em conta que se trata de uma personagem que não é cativada por questões mundanas.
Em Chamas consegue agarrar nos melhores aspectos do primeiro volume e dar-lhes um desenvolvimento inesperado. Com uma protagonista forte, humana e com uma grande espírito crítico, este é um livro surpreendente que deixa os leitores a desejar pelo último volume da trilogia – já publicado nos Estados Unidos. – Cláudia Sérgio
Crítica - Os Jogos da Fome (Cláudia Sérgio)
Critica - Os Jogos da Fome (Rui Baptista)
Em Chamas, é o título do segundo livro da trilogia Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins, onde apresentou um mundo pós-apocalíptico governado por um regime totalitário que submete o povo dos diferentes distritos a duras provações que culminam com os jogos da fome, uma batalha sangrenta onde apenas um tributo sai com vida.
Depois de sobreviver aos jogos da fome, juntamente com Peeta, o tributo masculino do seu distrito, Katniss procura regressar à vida que tinha no passado, mas nada é como era. Ao se tornar vencedora da dura competição, a jovem conseguiu assegurar uma boa qualidade de vida para a sua irmã mais nova e para a mãe, o que não a impede de continuar a fugir para o bosque para caçar, uma actividade que é parte do seu ser. Mas a verdade é que os pesadelos das provações passadas não permitem o sossego, e como se tal não bastasse, Katniss teme pelo futuro, pois aquela que parecia ser a única hipótese de se salvar juntamente com Peeta, revelou-se um ataque directo ao governo do Capitólio que nunca a irá perdoar.
Katniss e Peeta transformam-se em símbolos da oposição ao regime imposto e são vistos como ícones de uma revolução iminente. Por mais que os dois jovens tentem, a verdade é que não conseguem viver em paz e em total liberdade, uma vez que os jogos da fome alteraram as suas vidas mais do que esperavam ser possível. Para além da tomada de consciência das funções de um vencedor da arena, Katniss e Peeta têm que manter a farsa que os permitiu sobreviver no passado:
“Tu e o Peeta serão mentores, todos os anos a partir de agora. E todos os anos insistirão no vosso romance e transmitirão os pormenores da vossa vida privada, e tu nunca, nunca poderás fazer nada senão viver feliz para sempre com aquele rapaz.”
Neste volume, Suzanne Collins continua a explorar algumas das temáticas anteriores, tais como o instinto de sobrevivência, a angústia e os limites do ser humano, sendo possível fazer uma reflexão maior sobre outros, muito ligados à nossa realidade e quotidiano. Nota-se um maior foco nas funções dos meios de comunicação social, principalmente na questão da manipulação de massas, método muito utilizado para opressão e controlo social e para incutir ideais e valores. A exploração do reality show levado ao extremo e o prazer mórbido de observar o sofrimento humano são outros elementos que continuam a ter uma presença muito forte.
Contudo, para além de todas as características malignas deste mundo opressivo, os símbolos da revolução estão bem conseguidos. O mimo-gaio, a ave que surge na capa, é uma mistura entre um animal que passou pela evolução natural e outro modificado geneticamente pelo homem, o que sugere não só uma falha tecnológica mas também uma fuga ao sistema imposto.
Suzanne Collins não criou apenas uma história de entretenimento, mas também um enredo que apela à consciência humanitária. O leitor sente empatia com a personagem principal, deseja que ultrapasse os seus obstáculos e que regresse para junto daqueles que ama, em paz e liberdade, mas quando Katniss expõe os contrastes entre os distritos, e quando revela as suas preocupação, faz pensar em como o fosso social existente na história tanto se assemelha ao existente entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, sendo estes últimos explorados pelos primeiros, que dão valor à superficialidade em detrimento ao que é essencial, e que vivem iludidos pelo mundo do espectáculo, sem querer ver o sofrimento do outro lado.
O desenrolar dos acontecimentos é rápido e fornece imensa informação, o que torna a leitura frenética. As passagens que podem fazer para o ritmo, são as que se referem ao vestuário da protagonista, onde são apresentadas descrições excessivas, se tivermos em conta que se trata de uma personagem que não é cativada por questões mundanas.
Em Chamas consegue agarrar nos melhores aspectos do primeiro volume e dar-lhes um desenvolvimento inesperado. Com uma protagonista forte, humana e com uma grande espírito crítico, este é um livro surpreendente que deixa os leitores a desejar pelo último volume da trilogia – já publicado nos Estados Unidos. – Cláudia Sérgio
Crítica - Os Jogos da Fome (Cláudia Sérgio)
Critica - Os Jogos da Fome (Rui Baptista)
2.11.10
Crítica: Sonho Febril

Título original: Fevre Dream (1982)
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Ana Mendes Lopes
Editora: Saída de Emergência (2010)
“Rio Mississípi, 1857. Abner Marsh, respeitável mas falido capitão de barcos a vapor, é abordado por um misterioso aristocrata de nome Joshua York que lhe oferece a oportunidade única de construir o barco dos seus sonhos. York tem os seus próprios motivos para navegar o rio Mississípi, e Marsh é forçado a aceitar o secretismo do seu patrono, não importando o quão bizarros ou caprichosos pareçam os seus actos.
Mas à medida que navegam o rio, rumores circulam sobre o enigmático York: toma refeições apenas de madrugada, e na companhia de amigos raramente vistos à luz do dia. E na esteira do magnífico barco a vapor Fevre Dream é deixado um rasto de corpos... Ao aperceber-se de que embarcou numa missão cheia de perigos e trevas, Marsh é forçado a confrontar o homem que tornou o seu sonho realidade.”
Mas se o Fevre Dream era um barco imponente “um fantasma branco retirado dos sonhos de qualquer homem do rio,” o romance de George Martin em nada lhe fica atrás.
O autor expõe as suas personagens – únicas, peculiares e hipnotizantes – numa narrativa carregada de descrições exímias e suspense, que nos prende da primeira à última página. Toda a sua construção e desenvolvimento estão fantásticos. E se num momento é o ritmo frenético que nos faz parar o coração, noutros, é a passividade com que decorre a acção na qual, antevemos que algo de muito mal está para acontecer…
No fim, fica uma terrível sensação de vazio. Um romance destes devia ter uma continuidade. E quem sabe se um dia o Fevre Dream não volta a percorrer as águas do Mississípi…
Sonho Febril foi publicado em 1982, nos Estados Unidos e, à semelhança do ‘Salem’ Lot, publicado em 1975, só este ano chegou às nossas livrarias (A Hora do Vampiro – Bertrand). Demasiado tempo para duas obras excepcionais da literatura de horror, cujo brilho advém da elevada qualidade da escrita e dos seus autores, e não porque alguém achou que ficariam bem ao sol…
Infelizmente, dou outro lado da moeda, obras como O Império do Medo (The Empire of Fear, 1988) de Brian Stableford, que teve duas edições – Clássica Editora (1991) e Saída de Emergência (2008) –, não parece ter gozado de grande atenção por parte do público.
Esperemos que Sonho Febril não venha a repetir o mesmo destino. – Rui Baptista
Mas à medida que navegam o rio, rumores circulam sobre o enigmático York: toma refeições apenas de madrugada, e na companhia de amigos raramente vistos à luz do dia. E na esteira do magnífico barco a vapor Fevre Dream é deixado um rasto de corpos... Ao aperceber-se de que embarcou numa missão cheia de perigos e trevas, Marsh é forçado a confrontar o homem que tornou o seu sonho realidade.”
Mas se o Fevre Dream era um barco imponente “um fantasma branco retirado dos sonhos de qualquer homem do rio,” o romance de George Martin em nada lhe fica atrás.
O autor expõe as suas personagens – únicas, peculiares e hipnotizantes – numa narrativa carregada de descrições exímias e suspense, que nos prende da primeira à última página. Toda a sua construção e desenvolvimento estão fantásticos. E se num momento é o ritmo frenético que nos faz parar o coração, noutros, é a passividade com que decorre a acção na qual, antevemos que algo de muito mal está para acontecer…
No fim, fica uma terrível sensação de vazio. Um romance destes devia ter uma continuidade. E quem sabe se um dia o Fevre Dream não volta a percorrer as águas do Mississípi…
Sonho Febril foi publicado em 1982, nos Estados Unidos e, à semelhança do ‘Salem’ Lot, publicado em 1975, só este ano chegou às nossas livrarias (A Hora do Vampiro – Bertrand). Demasiado tempo para duas obras excepcionais da literatura de horror, cujo brilho advém da elevada qualidade da escrita e dos seus autores, e não porque alguém achou que ficariam bem ao sol…
Infelizmente, dou outro lado da moeda, obras como O Império do Medo (The Empire of Fear, 1988) de Brian Stableford, que teve duas edições – Clássica Editora (1991) e Saída de Emergência (2008) –, não parece ter gozado de grande atenção por parte do público.
Esperemos que Sonho Febril não venha a repetir o mesmo destino. – Rui Baptista
Crítica: Rubi – O Amor Atravessa Todos os Tempos

Título original: Rubinrot - Liebe geht durch alle Zeiten (2009)
Autor: Kerstin Gier
Tradutor: Marta Dias
Editora: Contraponto (2010)
Pertencer a uma família cheia de segredos não é fácil, ou pelo menos é o que pensa Gwendolyn Sheperd, de 16 anos. Até que um dia se vê em Londres do final do século passado e se apercebe de que ela própria é o maior segredo da família. Do que Gwendolyn não se apercebera é que apaixonar-se quando se está presa num tempo diferente não é nada boa ideia. Tudo se pode complicar...
Rubi traz-nos a história de Gwendolyn, uma adolescente típica inglesa dos nossos dias, mas a sua família é tudo menos típica, pois no seu sangue transportam um gene muito especial: o Gene da Viagem no Tempo. Todas as gerações, na sua família aparece alguém muito especial com o talento de viajar no tempo, e contra todas as expectativas Gwendolyn foi a vencedora desta lotaria genética. Agora sem estar minimamente preparada para este dom, a protagonista vê-se no centro de uma tempestade de conspirações, traições e um roubo que atravessam o tempo. Reverbando através das épocas e através de gerações.
Kerstin Gier, é uma autora alemã, que apesar de ter uma série de obras publicadas no seu país, é praticamente uma desconhecida em Portugal e vê agora um dos seus livros traduzido pela primeira vez para Português.
Pode-se dizer que Rubi é uma verdadeira gema. Desde o design invulgar da capa à contracapa, à própria história. Uma tradução cuidadosa e uma revisão imaculada, aliada à edição do texto com os títulos, inícios de capítulos e paginação em cor-de-rosa (uma discreta alusão ao título do livro).
Claramente esta é uma obra direccionada a um público mais jovem, mas mesmo os leitores mais experientes, à procura de uma leitura mais leve e espirituosa e que os transporte de volta às inseguranças e dúvidas da adolescência, encontrarão aqui o que procuram.
Rubi é o primeiro volume da trilogia, com o segundo livro – Saphirblau - Liebe geht durch alle Zeiten –, já publicado na Alemanha. – Joana Neto Lima
Rubi traz-nos a história de Gwendolyn, uma adolescente típica inglesa dos nossos dias, mas a sua família é tudo menos típica, pois no seu sangue transportam um gene muito especial: o Gene da Viagem no Tempo. Todas as gerações, na sua família aparece alguém muito especial com o talento de viajar no tempo, e contra todas as expectativas Gwendolyn foi a vencedora desta lotaria genética. Agora sem estar minimamente preparada para este dom, a protagonista vê-se no centro de uma tempestade de conspirações, traições e um roubo que atravessam o tempo. Reverbando através das épocas e através de gerações.
Kerstin Gier, é uma autora alemã, que apesar de ter uma série de obras publicadas no seu país, é praticamente uma desconhecida em Portugal e vê agora um dos seus livros traduzido pela primeira vez para Português.
Pode-se dizer que Rubi é uma verdadeira gema. Desde o design invulgar da capa à contracapa, à própria história. Uma tradução cuidadosa e uma revisão imaculada, aliada à edição do texto com os títulos, inícios de capítulos e paginação em cor-de-rosa (uma discreta alusão ao título do livro).
Claramente esta é uma obra direccionada a um público mais jovem, mas mesmo os leitores mais experientes, à procura de uma leitura mais leve e espirituosa e que os transporte de volta às inseguranças e dúvidas da adolescência, encontrarão aqui o que procuram.
Rubi é o primeiro volume da trilogia, com o segundo livro – Saphirblau - Liebe geht durch alle Zeiten –, já publicado na Alemanha. – Joana Neto Lima
Subscrever:
Mensagens (Atom)





