
Realização: Katsuhiro Ôtomo
Argumento: Sadayuki Murai
Ano: 2006 (Japão)
IMDb
Ginko é um médico místico itinerante, um "Mushi-shi" que viaja pelas regiões mais remotas do Japão, curando as doenças causadas pelos Mushi (Bichos, tradução literal do Japonês), enquanto tenta relembrar o seu passado que pode ser a chave para controlar a peste que ameaça a única pessoa que o pode ajudar...
Mushishi começou como uma série manga, escrita e ilustrada por Yuki Urushibara (de 1998 a 2008), sendo depois adaptada ao pequeno ecrã em 2005, por Hiroshi Nagahama, Mushi-shi, seguindo-se então o trabalho de Katsuhiro Otomo em 2007.
Engane-se quem pensa que este é um filme para ser visto de ânimo leve, pois Katsuhiro (Akira) faz parte de um grupo restrito de realizadores que acima de tudo prezam pela beleza de cada frame dos seus trabalhos (p.e. Takeshi Kitano, Dolls), em detrimento de outros pormenores por eles considerados mais superficiais.
Mushishi é um filme denso e lento, muitas vezes roçando a pura contemplação das paisagens de um Japão rural e supersticioso, há muito perdido... portanto não é um filme que atrai as massas que tanto prezam a velocidade da acção e um argumento fácil. Para se entender plenamente a história de Mushishi (sem ler a manga ou ver o anime), há que o ver mais do que uma vez. Realmente, o argumento denso e por vezes confuso é um ponto negativo para Mushishi, mas a beleza de cada cena, a forma quase poética como Katsuhiro Otomo retrata este Japão perdido, compensa esse pormenor grandemente.
De salientar o trabalho de um dos actores mais conhecidos do Japão, reconhecido pela sua escolha de papéis invulgares e pelo seu trabalho em vários países asiáticos, Odagiri Jô (Air Doll, Dream, Shinobi-Heart, Under Blade), que consegue transmitir a paz e a tradição por detrás de Ginko. – Joana Lima
Mushishi começou como uma série manga, escrita e ilustrada por Yuki Urushibara (de 1998 a 2008), sendo depois adaptada ao pequeno ecrã em 2005, por Hiroshi Nagahama, Mushi-shi, seguindo-se então o trabalho de Katsuhiro Otomo em 2007.
Engane-se quem pensa que este é um filme para ser visto de ânimo leve, pois Katsuhiro (Akira) faz parte de um grupo restrito de realizadores que acima de tudo prezam pela beleza de cada frame dos seus trabalhos (p.e. Takeshi Kitano, Dolls), em detrimento de outros pormenores por eles considerados mais superficiais.
Mushishi é um filme denso e lento, muitas vezes roçando a pura contemplação das paisagens de um Japão rural e supersticioso, há muito perdido... portanto não é um filme que atrai as massas que tanto prezam a velocidade da acção e um argumento fácil. Para se entender plenamente a história de Mushishi (sem ler a manga ou ver o anime), há que o ver mais do que uma vez. Realmente, o argumento denso e por vezes confuso é um ponto negativo para Mushishi, mas a beleza de cada cena, a forma quase poética como Katsuhiro Otomo retrata este Japão perdido, compensa esse pormenor grandemente.
De salientar o trabalho de um dos actores mais conhecidos do Japão, reconhecido pela sua escolha de papéis invulgares e pelo seu trabalho em vários países asiáticos, Odagiri Jô (Air Doll, Dream, Shinobi-Heart, Under Blade), que consegue transmitir a paz e a tradição por detrás de Ginko. – Joana Lima




































