27.12.10

Crítica: Devil




Realização: John Erick Dowdle
Argumento: Brian Nelson
Ano: 2010 (Estados Unidos)

Site oficial
IMDb



M. Night Shyamalan surpreendeu meio mundo quando realizou The Sixth Sense e Unbreakable, um dos filmes de super-heróis. Depois, infelizmente, a sua carreira parece ter caído num poço sem fundo, tendo havido uma ou outra tentativa de chegar novamente à superfície. Contudo, nenhuma bem sucedida. E a associação do seu nome a um qualquer projecto passou a ser visto, por muitos, como algo bastante negativo.

Devil foi “vendido” como sendo mais um filme saído da mente Shyamalan: “From the mind of M. Night Shyamalan”. Terá sido boa ideia?

Shyamalan foi um dos produtores e autor da história. História que prendeu cinco indivíduos, sem qualquer relação entre si, num elevador. E com eles, o próprio Diabo…

A premissa não está mal de todo, nem o suspense criado – culpa de John Erick Dowdle. No entanto, teria sido preferível que o Diabo tivesse apanhado outro elevador.

Ao longo do filme acompanhamos também dois detectives, que no decorrer da investigação de um suposto suicídio, acabam por se ver também envolvidos na tentativa de salvamento dos cinco indivíduos.

E tão inútil quanto as suas tentativas de salvamento, é a construção do background das personagens, de forma a levantar suspeitas que dentro do elevador pode estar um ou mais assassinos.

Terão M. Night Shyamalan e Brian Nelson esquecido que logo no início do filme que a culpa era do Diabo? Custa a acreditar que o argumento seja da autoria da mesma pessoa que escreveu o fabuloso Hard Candy.

Devil tem momentos muito interessantes, mas teria resultado muito melhor como uma curta-metragem ou parte de uma antologia. Em vez disso, acaba por se um filme de terror mediano.

O elevador assassino de Dick Mass (De lift, 1983) consegue ser melhor. – Rui Baptista


2 comentários:

Paulo disse...

sinceramente mau. não vale a pena dizer mais nada.

Anónimo disse...

Vi este filme recentemente e detestei cada momento. É demasiado ridículo!