
Título original: La Malédiction de l’Anneau – Le Sommeil du Dragon (2009)
Autor: Édouard Brasey
Tradução: Pedro Carvalho
Editora: Europa-América (2010)
“É o dragão mais perigoso e o mais assustador que a terra de Midgard conheceu. O seu olhar fulmina. A sua raiva empesta. O seu sangue queima... Se Siegfried permitir que eu o leve até junto dele, então, nessa altura, ele conhecerá o medo.”
Depois da vida atribulada de Brunilde, a valquíria favorita de Odin, Édouard Brasey traz até nós a vida trágica de Sigmund e Sieglinde, os pais de Siegfried – um dos heróis mais trágicos e mais famosos da Lenda do Ouro do Reno. Esta passagem da lenda, adaptada para o pequeno ecrã na Alemanha em 2004, O Anel dos Nibelungos.
Com a mestria da sua escrita classicamente correcta, sem demasiados floreados, muito ao estilo de Tolkien (de forma suave e directa nos transporta de cena para cena, de tragédia em tragédia), Brasey leva-nos numa viagem pelo mundo de Siegfried, um rapaz sem medo, com a arrogância típica dos jovens e com o qual o leitor dificilmente estabelece uma relação de empatia. Devido a isso, aliado a uma história muito menos dinâmica, O Sono do Dragão, fica um pouco aquém das expectativas que o primeiro livro criou.
A maior falha a apontar a este trabalho de adaptação e de recontar uma das maiores e mais trágicas Sagas europeias, foi sem sombra de dúvidas o ritmo, ou melhor a falta dele.
A paisagem opressiva e estagnada da floresta onde Siegfried cresce e acorda para o seu destino como Rei da Francónia; as inesgotáveis viagens e diálogos que nada acrescentam ao avançar da história; e acima de tudo a forma desinteressante como Siegfried é apresentado aos leitores.
A mudança de tradutor de um livro para o outro, trouxe melhorias significativas – diminuindo drasticamente o número de gralhas e incorrecções.
Mesmo assim, O Sono do Dragão não deixa de ser uma leitura agradável e estimulante, deixando uma porta aberta para a próxima parte desta tetralogia, na qual Siegfried conhece o seu lado humano e os seus limites... – Joana Neto Lima
Depois da vida atribulada de Brunilde, a valquíria favorita de Odin, Édouard Brasey traz até nós a vida trágica de Sigmund e Sieglinde, os pais de Siegfried – um dos heróis mais trágicos e mais famosos da Lenda do Ouro do Reno. Esta passagem da lenda, adaptada para o pequeno ecrã na Alemanha em 2004, O Anel dos Nibelungos.
Com a mestria da sua escrita classicamente correcta, sem demasiados floreados, muito ao estilo de Tolkien (de forma suave e directa nos transporta de cena para cena, de tragédia em tragédia), Brasey leva-nos numa viagem pelo mundo de Siegfried, um rapaz sem medo, com a arrogância típica dos jovens e com o qual o leitor dificilmente estabelece uma relação de empatia. Devido a isso, aliado a uma história muito menos dinâmica, O Sono do Dragão, fica um pouco aquém das expectativas que o primeiro livro criou.
A maior falha a apontar a este trabalho de adaptação e de recontar uma das maiores e mais trágicas Sagas europeias, foi sem sombra de dúvidas o ritmo, ou melhor a falta dele.
A paisagem opressiva e estagnada da floresta onde Siegfried cresce e acorda para o seu destino como Rei da Francónia; as inesgotáveis viagens e diálogos que nada acrescentam ao avançar da história; e acima de tudo a forma desinteressante como Siegfried é apresentado aos leitores.
A mudança de tradutor de um livro para o outro, trouxe melhorias significativas – diminuindo drasticamente o número de gralhas e incorrecções.
Mesmo assim, O Sono do Dragão não deixa de ser uma leitura agradável e estimulante, deixando uma porta aberta para a próxima parte desta tetralogia, na qual Siegfried conhece o seu lado humano e os seus limites... – Joana Neto Lima
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