31.3.10

Crítica: Midnighters - A Hora Secreta




Título original: Midnighters - The Secret Hour (2004)
Autor: Scott Westerfeld
Tradução: não mencionada
Editora: Vogais & Companhia (2010)





“Todas as noites, durante uma hora secreta, a cidade pertence às criaturas negras que vivem nas sombras. Apenas um grupo de adolescentes conhece a hora secreta – só eles conseguem mover-se livremente no tempo da meia-noite. Designam-se a si próprios midnighters”.

A Hora Secreta apresenta-nos um grupo de jovens adolescentes que tem uma característica peculiar: conseguem-se mover na hora secreta que existe à meia-noite. Esta 25ª hora do dia, pertence a seres mais antigos que os humanos, que se refugiam das inovações e da evolução, partilhando um mesmo mundo mas num espaço temporal diferente.

Contudo, existem algumas pessoas que conseguem viver a hora secreta. Enquanto todos os seres vivos ficam paralisados, um grupo de jovens, com capacidades distintas entre eles, explora este tempo escondido. Procuram também outros como eles, tentam compreender as suas capacidades, as características e história dos outros seres misteriosos.

Este livro proporciona uma leitura agradável. Com uma escrita fluida, as páginas passam num ápice. A história é passada num ambiente familiar e escolar comum, mas quando surge a hora secreta, emerge a magia do livro. Com a 25º hora o ambiente torna-se azul, as pessoas ficam petrificadas, a tecnologia deixa de funcionar, todos os objectos são atingidos por uma luz azul, surgem seres magníficos e assustadores e, mesmo a chuva, pára como que numa fotografia. A descrição deste ambiente é, para mim, o ponto mais forte do livro.

O autor conseguiu dotar cada personagem com uma personalidade única e isso torna-as cativantes. A história destinada a um público jovem-adulto. É agradável, mas deixa algumas pontas soltas, carecendo de um maior desenvolvimento em alguns aspectos.

Fico à espera da continuação desta trilogia e creio que os próximos livros tragam maiores desenvolvimentos com a avanço da história, cujo conceito merece ser conhecido. – Cláudia Sérgio

NOTA: A editora anunciou que vai publicar a trilogia da qual este livro é o primeiro volume, assim como uma outra colecção do autor intitulada Uglies.

3 comentários:

Morrighan disse...

Vou ter o prazer de ler este livro brevemente. Com a tua opinião o apetite ainda ficou mais aguçado =)

Boas leituras *

Rui Baptista disse...

Eu vi no teu blog ;)

Célia M. disse...

Um pequeno reparo: a tradução é de Raquel Fidalgo. Não é fácil de encontrar, mas vem na última página do livro ;)