23.3.10

Crítica: Amor Maldito



Título original: Love is Hell (2008)

Autores: Melissa Marr, Justine Larbalestier, Laurie F. Stolarz, Scott Westerfeld, Gabrielle Zevin
Tradução: Maria João Freire de Andrade
Editora: Bertrand (2010)




“O amor é um inferno… mas vale bem a pena”

O amor. O amor é uma força redentora e perigosa… Ainda mais quando misturada com criaturas aquáticas, fadas e espíritos.

Neste livro estão reunidos cinco pequenas histórias românticas que andam de mão dada com o sobrenatural. Começa com a história de uma rapariga que se apaixona por um fantasma, Dormindo com o Espírito e termina com um conto sobre outra rapariga, mas que desta vez se apaixona por um selchie, uma criatura dos mares, Atingida pelo Amor. Será possível o amor sobreviver quando confrontado com tantas irrealidades?

Amor Maldito vem no seguimento de Danças Malditas, publicado em 2009 (ler crítica). A premissa é a mesma, tendo no entanto como ponto de partida um tema, o amor. Vários autores do género fantástico dão asas à sua criatividade e escrevem contos debruçados sobre esse tema. Os contos são pequenos, nunca passando as 50 páginas e estão escritos numa linguagem jovem e acessível.

Destaques para os contos de Laurie F. Stolarz, Dormindo com o Espírito – pela forma sublime como a autora mistura uma história de amor igual a tantas outras, com um mito urbano comum a muita gente, o das casas assombradas –, e para Estúpido Mundo Perfeito de Scott Westerfeld – pela genialidade com que idealizou um mundo futurista tão perfeito. Já o de Melissa Marr, Atingida pelo Amor, deixa bastante a desejar devido à forma como a escritora arrasta penosamente a narrativa nas primeiras páginas. Os restantes são bastante agradáveis de serem lidos.

Como ponto negativo tenho a apontar o facto de usarem o nome de Stephanie Meyer – que nada tem a ver com este livro – como chamativo de capa, desvalorizando assim os verdadeiros autores do livro. E sem dúvida esta obra não necessita de Meyer para ser uma boa leitura.

Apesar de tudo, Amor Maldito pode ser um bom ponto de partida para explorar outras destes autores. – Diogo Martins

Críticas relacionadas:
Danças Malditas

0 comentários: