
Realização: Marcel Sarmiento e Gadi Harel
Ano: 2008, Estados Unidos
Site oficial
IMDb
You never forget your first time.
Ricky (Shiloh Fernandez; Whore) e o seu melhor amigo J.T. (Noah Segan; Cabin Fever 2: Spring Fever) encontram uma rapariga nua encarcerada nos confins de um hospital psiquiátrico. Uma rapariga que não pode ser morta. Ricky, conduzido pelos seus instintos mais básicos, decide explorar o novo leque de possibilidades sórdidas ao passo que J.T. é impelido a chamar a polícia mas acaba por ser influenciado pelo amigo. À medida que o tempo passa, a novidade começa a ser espalhada até ao ponto da situação perder totalmente o controlo.
A personagem mais marcante é a rapariga morta que ironicamente não tem qualquer fala em todo o filme. A sua mera presença e as suas explosões de agressividade são bastante inquietantes, sendo essencialmente através dela que o terror físico ganha forma. Infelizmente todas as outras personagens perdem interesse, devido ao cinismo do argumento ao partir do princípio que o comportamento dos jovens é plausível ou credível.
Não se pode dizer que o objectivo do filme seja puramente a observação da degradação da figura feminina, até porque de facto a atenção recai mais nos conflitos morais entre os restantes personagens do que na rapariga morta em si, mas poder-se-á dizer que o enredo peca por objectivar muito a Mulher.
As atitudes dos personagens são levadas um pouco ao extremo, havendo imensas referências sexuais, tanto físicas como verbais. Isso acaba por minar um pouco a reflexão moral e social que se pode fazer, em função do factor choque.
Deadgirl é assim um exercício de análise minimamente interessante mesmo que alguns pormenores secundários não tenham sido devidamente explicados. Por exemplo, nunca se percebe ao certo o que se passa com a rapariga morta, quais as suas origens e de que modo é que consegue sobreviver. Independentemente disso, é um filme de terror fora do normal e desagradável devido à depravação e provocação latentes do início ao fim. – Francisco Vidal
Ricky (Shiloh Fernandez; Whore) e o seu melhor amigo J.T. (Noah Segan; Cabin Fever 2: Spring Fever) encontram uma rapariga nua encarcerada nos confins de um hospital psiquiátrico. Uma rapariga que não pode ser morta. Ricky, conduzido pelos seus instintos mais básicos, decide explorar o novo leque de possibilidades sórdidas ao passo que J.T. é impelido a chamar a polícia mas acaba por ser influenciado pelo amigo. À medida que o tempo passa, a novidade começa a ser espalhada até ao ponto da situação perder totalmente o controlo.
A personagem mais marcante é a rapariga morta que ironicamente não tem qualquer fala em todo o filme. A sua mera presença e as suas explosões de agressividade são bastante inquietantes, sendo essencialmente através dela que o terror físico ganha forma. Infelizmente todas as outras personagens perdem interesse, devido ao cinismo do argumento ao partir do princípio que o comportamento dos jovens é plausível ou credível.
Não se pode dizer que o objectivo do filme seja puramente a observação da degradação da figura feminina, até porque de facto a atenção recai mais nos conflitos morais entre os restantes personagens do que na rapariga morta em si, mas poder-se-á dizer que o enredo peca por objectivar muito a Mulher.
As atitudes dos personagens são levadas um pouco ao extremo, havendo imensas referências sexuais, tanto físicas como verbais. Isso acaba por minar um pouco a reflexão moral e social que se pode fazer, em função do factor choque.
Deadgirl é assim um exercício de análise minimamente interessante mesmo que alguns pormenores secundários não tenham sido devidamente explicados. Por exemplo, nunca se percebe ao certo o que se passa com a rapariga morta, quais as suas origens e de que modo é que consegue sobreviver. Independentemente disso, é um filme de terror fora do normal e desagradável devido à depravação e provocação latentes do início ao fim. – Francisco Vidal







































