Autora: Paula Gosling
Editora: Pan Books Ltd (1979)
Finalmente acabei de (re)ler este livro, na sua versão original.
A Running Duck foi o primeiro livro editado por Paula Gosling, em 1978, tendo sido distinguido com o
John Creasey Memorial Award. Este distingue o “Melhor Primeiro Livro” na categoria de policial.
Segundo a contracapa, foi publicado nos Estados Unidos com o título
Fair Game.
Tenho a versão em português (desde 1990!), que me convenceu imediatamente na altura devido à capa (sou uma grande adepta de filmes de Sylvester Stallone), e gostei do
Cobra. O título dessa versão é
Cobra - Jogo da Morte, e fazia parte da colecção Clube do Crime dos livros de bolso da Europa-América (o único que tenho dessa colecção). Felizmente, tanto quanto me lembro, não tinha a tradução ATROZ que se via com MUITA frequência na colecção de ficção científica.
Tive alguma dificuldade em arranjar a versão original, e acabei por tropeçar neste livro no Ebay, em segunda (deve ser mais assim terceira ou décima) mão. Infelizmente, com esta capa PAVOROSA (estou a ser simpática), acho que não vou livrar-me da versão portuguesa (mesmo o que preciso, mais tralha nas prateleiras).
Comentando a minha primeira leitura lembro-me de folhear o dito e ficar um bocado surpreendida por não ver o nome Marion Cobretti em lado nenhum. Depois é que percebi. Não se trata do livro do filme, como pensei. É o livro em que o filme se baseou, e por alguma razão os nomes foram alterados.
A história gira em torno de Clare Randell, uma mulher que sem saber viu alguém que não devia, e que se torna alvo de um assassino profissional, determinado em proteger a sua identidade e reputação.
Destacado para a sua protecção, o tenente Mike Malchek é um especialista em atiradores com um passado violento marcado pelas missões que desempenhou na guerra do Vietname.
A tarefa da polícia é dificultada pela (típica) presença de um informador no departamento. Como seria de esperar (mesmo para quem não viu o filme, suponho) eventualmente Malcheck passa a ver Clare como mais que um isco para apanhar o assassino que lhe anda a fugir há anos...
Editado em 1978, quase representa outro mundo - onde não há telelés ou internet... Pelo menos é a sensação que tenho por vezes... É como rever hoje episódios de
Cagney & Lacey, ou até
Beauty And The Beast.
Os acontecimentos do livro fogem um bocado ao filme - quero dizer, o filme fugiu ao livro - o que Clare vê inicialmente não é um tipo com um machado a atacar uma mulher num carro, a cena final não se passa numa fundição, e podem esquecer (infelizmente) a cena das batatas fritas (com muita pena minha).
Da primeira vez que o li achei difícil interromper, pois a partir de um certo ponto o suspense é constante.
Comparando mais uma vez com o filme, no livro não figura a violência gráfica que aí impera. Não há machados, nem facas, nem tipos enfiados em ganchos...
Se esse tipo de coisas os preocupa, nada de cenas violentas (ou outras) com animais. Chamem-me doida mas para mim é informação importante.
Em termos de erros, da versão em português sinceramente não me lembro, pois já não o releio há anos. Na inglesa, notei dois erros (de escrita - tipo uma palavra que falta na frase) no final. Se calhar o revisor cansou-se. Estranho, pois é um livro minúsculo (cerca de 200 páginas, na versão que comprei).
De qualquer modo, acho que é uma boa leitura (curta), e o livro é acessível (acho) em termos de linguagem. E claro, recomendo o filme também. - Tahra