11.11.09

Crítica: The Omen (remake)



Realização: John Moore
Argumento: David Seltzer
Ano: 2006 (Estados Unidos)

IMDb





His day will come.

Para este remake do filme original com o mesmo nome, de 1976, o marketing, a premissa de estrear no dia seis do mês seis de 2006 e todo o misticismo em redor do tema respeitante ao anticristo, elevaram bastante as expectativas para um bom filme de terror. Infelizmente o resultado foi um tanto modesto, ficando muito além do esperado.

The Omen narra os acontecimentos sofridos pelo casal Thorn desde o instante em que o seu filho é trocado na maternidade, com o consentimento do diplomata Robert Thorn (Liev Scheirber; Scream 3) de modo a evitar o desgosto da sua mulher, Katherine Thorn (Julia Stiles; The Bourne Identity).

Inicialmente, o casal vive harmoniosamente com o seu suposto filho, Damien, mas há medida que o tempo passa o casal chega à conclusão que algo de errado se passa com ele. Num enredo repleto de desconfiança, descrença e muita mágoa, Robert tenta perceber o que está na origem dos problemas contando com a ajuda de um padre do Vaticano (Pete Postlethwaite; Aeon Flux) e de um repórter fotográfico (David Thewlis; Harry Potter and the Prisioner of Azkaban).

O termo ‘terror’ não se aplica verdadeiramente ao filme, embora existam de facto algumas sequências e momentos capazes de sobressaltar o espectador. Mesmo as mortes, que foram orquestradas com algum requinte de malvadez não deixam de ser exageradas.

Assim, o aspecto geral de The Omen transpira aborrecimento e falta de dinamismo, e para piorar o cenário, as únicas prestações memoráveis são as de Seamus Fitzpatrick, que interpreta Damien, e de Mia Farrow, sua ama e protectora. De facto seria difícil encontrar um actor tão novo e com uma expressão tão sinistra, perfeitamente adequada a sua personagem.

O restante elenco, principalmente os actores que encarnaram o casal Thorn, revela-se pouco expressivo, trazendo muito pouca emoção ao filme, mesmo em cenas de alguma carga emocional.

Em suma, The Omen não é um mau filme, conseguindo abordar um tema perturbante, mas a falta de suspense e de terror que poderiam ter sido conseguidos, torna-o francamente medíocre. – Francisco Vidal




2 comentários:

Fábio Ventura disse...

Concordo perfeitamente com a crítica. O filme não fez jus a todo o marketing em torno da profecia do 666. Dei alguns saltos na cadeira do cinema, mas quando saí da sala esqueci, logo o filme. Acho que um filme de terror só é eficaz se nos deixar a pensar ou com medo durante o resto do dia. Com este, isso não aconteceu.

Rui Baptista disse...

Eu fui ver o filme precisamente a 06/06/06. LOL Se ao menos soubesse a desilusão que iria ser...