4.6.09

Crítica: The Hitcher (remake)



Realização: Dave Meyers
Argumento: Eric Red e Jake Wade Wall
Ano: 2007 (Estados Unidos)

Site oficial

IMDb




Never pick up strangers.

The Hitcher de 1986, teve direito a um remake pelas mãos de Michael Bay (Transformers) e tal como o original, conta a história de um casal que é atormentado por um psicopata cujas vítimas têm a infelicidade de lhe dar boleia.

Grace (Sophia Bush; Stay Alive) e o namorado Jim (Zachary Knighton) viajam animadamente pelo México quando, durante uma noite tempestuosa, quase atropelam John (Sean Bean; Flightplan) no meio da estrada, a quem momentos mais tarde acabam por dar boleia. É então que o casal se apercebe do erro que cometeu e apesar de conseguirem escapar por momentos ao psicopata, são aterrorizados impiedosamente durante o resto da viagem. Perseguidos também pelas forças policiais, lideradas por Esteridge (Neal McDonough; 88 Minutes) não resta outra opção ao casal senão tentar sobreviver aquela que vai ser a pior viagem das suas vidas.

The Hitcher possui um argumento algo inacreditável e com bastantes incoerências e decisões idiotas mas que é compensado pela tensão e pela violência sempre constantes.

John, não sendo um personagem particularmente arrepiante, consegue ser incomodativo e implacável, conseguindo encontrar as suas vítimas onde quer que estejam e eliminar qualquer pessoa que atrapalhe os seus planos. A omnipotência e omnipresença do vilão tornam-se por vezes irritantes e é pena que o seu passado e a sua personalidade não tenham sido aprofundados.

Em The Hitcher o horror passa para segundo plano em relação à acção estilizada, típica de Michael Bay, onde não faltam viaturas a explodir e a dar piruetas em câmara lenta. Como thriller, o filme é bem conseguido mas infelizmente a atmosfera nunca é sinistra o suficiente, havendo uma carga dramática convincente e alguns sustos inesperados mas pouco mais.

The Hitcher é mais um remake escusado, ainda por cima quando o original é do mesmo ano de Aliens e outros filme relativamente recentes, mas que não deixa de ser inquietante e desagradável como um filme de terror deve ser. – Francisco Vidal



0 comentários: